sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

NIRVANA: "All Apologies" PARA TODO MUNDO OUVIR E CURTIR

Nirvana não era só aquele rock pesado que ficou como marca registrada da banda, era "All Apologies" também esta linda música que feita para todos gerações:



quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

“NOVELA LITERÁRIA” NO BLOG: “A HISTÓRIA UNIVERSAL DA INFÂMIA” DE JORGE LUIS BORGES - IV CONTO: A VIÚVA CHING, PIRATA

Mais um fantástico conto de Jorge Luis Borges. Leiam, vale a pena.

A VIÚVA CHING, PIRATA

A palavra corsárias corre o risco de despertar uma lembrança que é vagamente incômoda: a de uma já descolorida zarzuela, com suas teorias de ostensivas mucamas a representarem piratas coreográficas em mares de notório papelão. Contudo, houve corsárias: mulheres hábeis nas manobras marinheiras, no governo de tripulações bestiais e na perseguição e saque de naves de bordo alto. Uma delas foi Mary Read, que declarou certa vez não ser a profissão de pirata para qualquer um, e para exercê-la com dignidade precisava-se ser homem de coragem, como ela. Nos rústicos princípios de sua carreira, quando ainda era capitã, um de seus amantes foi injuriado pelo espadachim de bordo. Mary desafiou-o para um duelo, e se bateu com ele com as duas mãos, segundo o antigo uso das ilhas do mar do Caribe: a profunda e precária garrucha na mão esquerda, o sabre fiel na direita. A garrucha falhou, mas a espada se portou bem... Por volta de 172O, a arriscada carreira de Mary Read foi interrompida por uma forca espanhola, em Santiago de la Vega (Jamaica).

Outra pirata desses mares foi Anne Bonney, irlandesa resplandecente, de seios altos e cabelo fogoso, que mais de uma vez arriscou seu corpo na abordagem de embarcações. Foi companheira de armas de Mary Read, e, finalmente, de forca. Seu amante, o capitão John Rackam, teve também seu nó corrediço nessa função. Anne, despeitada, deu-lhe esta áspera variante de recriminação de Aixa a seu filho, o rei Boabdil: "Se houvesses combatido como um homem, não te enforcariam como um cão".

Outra, mais venturosa e longeva, foi uma pirata que operou nas águas da Ásia, do Mar Amarelo até os rios da fronteira do Annam. Falo da aguerrida viúva Ching.

OS ANOS DE APRENDIZAGEM

Por volta de 1797, os acionistas das muitas esquadras piráticas desse mar fundaram um consórcio e nomearam almirante um tal Ching, homem justiceiro e experimentado. Este foi tão severo e exemplar na pilhagem às costas que os habitantes espavoridos imploraram com dádivas e lágrimas o socorro imperial. Sua lastimosa petição não foi desatendida: receberam ordens de pôr fogo em suas aldeias, de esquecer os afazeres da pescaria, de emigrar terra adentro e aprender uma ciência desconhecida chamada agricultura. Assim o fizeram, e os frustrados invasores não encontraram senão um litoral deserto. Tiveram de se entregar, por conseguinte, ao assalto de navios: depredação ainda mais nociva do que a anterior, pois prejudicava seriamente o comércio. O governo imperial não vacilou e ordenou aos antigos pescadores o abandono do arado e dos bois, para que se restaurassem os remos e as redes. Eles se amotinaram, fiéis ao antigo temor, e as autoridades decidiram-se por outra conduta: nomear o almirante Ching chefe dos Estábulos Imperiais. Ele pretendia aceitar o suborno. Os acionistas souberam-no a tempo, e sua virtuosa indignação manifestou-se num prato de urtigas envenenadas, cozidas com arroz. A guloseima foi fatal: o antigo almirante e chefe novel dos Estábulos Imperiais entregou sua alma às divindades do mar. A viúva, transfigurada pela ,dupla traição, congregou os piratas, revelou-lhes o enredado caso e instou-os a recusar a clemência falaz do imperador e o ingrato serviço dos acionistas, de inclinação envenenadora. Propôs-lhes abordagem por conta própria e a votação de um novo almirante. Foi ela a eleita. Era uma mulher sarmentosa, de olhos entorpecidos e sorriso cariado. O cabelo, que enegrecia e azeitava, resplandecia mais do que os olhos.

Sob suas tranqüilas ordens, os navios lançaram-se ao perigo e ao alto-mar.

O COMANDO

Treze anos de metódica aventura se sucederam. Seis pequenas esquadras integravam a armada sob bandeiras de diversas cores: a vermelha, a amarela, a verde, a cor de amora e a da serpente, que era a nave capitânia. Os chefes chamavam-se Pássaro-e-Pedra, Castigo-da-Agua-Matutina, Jóia-da-Tripulação, Onda-com-Muitos-Peixes e Sol-Alto. O regulamento, redigido pela viúva Ching em pessoa, é de inapelável severidade, e seu estilo justo e lacônico prescinde das desfalecidas flores retóricas que emprestam majestade bem mais irrisória à maneira oficial chinesa, da qual oferecemos em seguida alguns alarmantes exemplos. Copio alguns artigos:

"Todos os bens transportados de navios inimigos irão ter ao depósito e ali devem ser registrados. Uma quinta parte do saque de cada pirata ser-lhe-á entregue mais tarde; o restante continuará no depósito. A violação desta ordem é a morte.

"A pena para o pirata que abandonar seu lugar sem autorização especial será a perfuração pública de suas orelhas. A reincidência nesta falta é a morte.

"O comércio com as mulheres arrebatadas nas aldeias fica proibido sobre a coberta; deverá limitar-se ao porão e nunca sem a licença do oficial que se ocupa dos carregamentos. A violação desta ordem é a morte."

Relatos de prisioneiros asseguram que o rancho desses piratas consistia principalmente de bolachas, de obesos ratos cevados e arroz cozido; nos dias de combate, costumavam misturar pólvora com o álcool. Naipes e dados fraudulentos, o copo e o retângulo do baralho do “fantan”, o visionário cachimbo do ópio e a lamparina distraíam as horas. Duas espadas de emprego simultâneo eram as armas preferidas. Antes da abordagem, esfregavam os pômulos e o corpo com uma infusão de alho; seguro talismã contra as bocas de fogo.

A tripulação viajava com as mulheres, o capitão com seu harém, composto de cinco ou seis delas, que costumava renovar nas vitórias.

FALA KIA-KLNIG, O JOVEM IMPERADOR

Em meados de 18O9, promulgou-se um édito imperial do qual copio a primeira parte e a última. Muitos criticaram seu estilo:

"Homens desventurados e daninhos, homens que pisam o pão, homens que desatendem o clamor dos cobradores de impostos e dos órfãos, homens em cuja roupa íntima estão desenhados a fênix e o dragão, homens que negam a verdade dos livros impressos, homens que deixam as lágrimas correrem fixando o Norte, molestam a ventura de nossos rios e a antiga confiança de nossos mares. Em barcos avariados e desprezíveis, enfrentam noite e dia a tempestade. Seu objetivo não é benévolo: não são nem foram nunca os verdadeiros amigos do navegante. Longe de prestar-lhe ajuda, acometem-no com ferocíssimo impulso e o convidam à ruína, à mutilação ou à morte. Violam, assim, as leis naturais do Universo, de sorte que os rios transbordam, as ribeiras inundam-se, os filhos se voltam contra os pais e os princípios da umidade e da seca são alterados...

"...Por conseguinte, encomendo-te o castigo, Almirante Kvo-Lang. Não te esqueças de que a clemência é um atributo imperial e seria presunção em um impulsivo pretender assumi-la. Sê cruel, sê justo, sê obedecido, sê vitorioso."

A referência inicial às embarcações avariadas era, naturalmente, falsa. Seu fim era levantar a coragem da expedição de Kvo-Lang. Noventa dias depois, as forças da viúva Ching enfrentaram as do Império Central. Quase mil navios combateram de sol a sol. Um coro misto de sinos, de tambores, de canhonaços, de imprecações, de gongos e de profecias acompanhou a ação. As forças do Império foram desfeitas. Nem o proibido perdão nem a recomendada crueldade tiveram ocasião de exercerem-se. Kvo-Lang observou um rito que nossos generais derrotados optam por declinar: o suicídio.

AS RIBEIRAS ESPAVORIDAS

Então, os seiscentos juncos de guerra e os quarenta mil piratas vitoriosos da Viúva soberba remontaram ao estuário do Si-Kiang, multiplicando incêndios e festas espantosas e órfãos, a bombordo e a estibordo. Houve aldeias inteiras arrasadas. Em só uma delas o número de prisioneiros passou do milhar. Cento e vinte mulheres, que solicitaram o confuso amparo dos juncais e arrozais vizinhos, foram denunciadas pelo incontido choro de uma criança e logo vendidas em Macau. Embora longínquas, as miseráveis lágrimas e lutos dessa depredação chegaram aos ouvidos de Kia-King, Filho do Céu. Certos historiadores pretendem que lhe doeram menos que o desastre de sua expedição primitiva. O certo é que organizou uma segunda, terrível em estandartes, em marinheiros, em soldados, em petrechos de guerra, em provisões, em áugures e astrólogos. O comando recaiu desta vez em Ting-Kvei. Essa pesada multidão de navios remontou ao delta do Si-Kiang e fechou a passagem da esquadra pirática. A viúva aprestou-se para a batalha. Sabia-a difícil, muito difícil, quase desesperada; noites e meses de saque e ócio haviam relaxado seus homens. A batalha não começava nunca. Sem pressa, o sol se levantava e se punha sobre os bambus trêmulos. Os homens e as armas velavam. Os meios-dias eram mais poderosos, as sestas infinitas.

O DRAGÃO E A RAPOSA

Contudo, altos bandos preguiçosos de leves dragões surgiam a cada entardecer das naves da esquadra imperial e pousavam com delicadeza na água e nas cobertas inimigas. Eram aéreas construções de papel e taquara, semelhantes a cometas, e sua prateada ou vermelha superfície repetia idênticos caracteres. A Viúva examinou com ansiedade esses regulares meteoros e leu neles a lenta e confusa fábula de um dragão que sempre havia protegido uma raposa, apesar de suas muitas ingratidões e constantes delitos. A lua adelgaçou-se no céu, e as figuras de papel e bambu traziam cada tarde a mesma história, com quase imperceptíveis variantes. A Viúva afligia-se e pensava. Quando a lua estava plena no céu e na água avermelhada, a história pareceu chegar a seu fim. Ninguém podia predizer se um ilimitado perdão ou se um ilimitado castigo abater-se-ia sobre a raposa, porém o inevitável fim se aproximava. A Viúva compreendeu. Jogou suas duas espadas no rio, ajoelhou-se num bote e ordenou que a conduzissem até a nave do comando imperial.

Era ao entardecer; o céu estava cheio de dragões, desta vez amarelos. A Viúva murmurava uma frase. "A raposa procura a asa do dragão", disse ao subir a bordo.

A APOTEOSE

Os cronistas narram que a raposa obteve seu perdão e dedicou a lenta velhice ao contrabando de ópio. Deixou de ser a Viúva; assumiu um nome cuja tradução vernácula é Brilho-da-Verdadeira-lnstrução.

"Desde aquele dia (escreve um historiador) os navios recuperaram a paz. Os quatro mares e os rios inumeráveis tornaram-se seguros e felizes caminhos.

"Os lavradores puderam vender as espadas e comprar bois para o arado de seus campos. Fizeram sacrifícios, ofereceram orações nos cimos das montanhas e se regozijaram durante o dia cantando atrás de biombos."

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

O BLOG "A ESSÊNCIA ALÉM DA APARÊNCIA" AGRADECE O ESPAÇO NO SITE "CONVERSA AFIADA"

Caro Jornalista Paulo Henrique Amorim

Não sou de muitas palavras, apenas digo, muito obrigado.
Acessem e confiram:



Flávio Luiz Sartori

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

PESQUISA CNI/IBOPE: NÚMEROS MANIPULADOS PARA FAVORECER JOSÉ SERRA

A Pesquisa CNI /IBOPE divulgada ontem, dia 07 de Dezembro de 2009 vai na contra mão dos resultados divulgados pelas pesquisas anteriores realizadas em Novembro, do Vox Populi com com Serra com 36%, Dilma com 19% e Ciro Gomes com 13% e do CNT/Sensus com Serra com 31,8%, Dilma Roussef com 21,7% e Ciro Gomes com 17,5%, que divulgaram números com os candidatos das forças de apoio ao Governo Lula mais próximos de José Serra do que os números divulgados ontem pelo IBOPE.

O IBOPE como sabemos já passou recibo de que é tendencioso para a candidatura de José Serra, seu diretor Montenegro já fez diversas declarações no sentido de que o Presidente Lula não conseguirá transferir sua imensa popularidade para um candidato governista. Isso em um país onde temos a realidade de governantes não tão populares como é o caso de Lula hoje no Brasil, que conseguiram transferir os números de suas popularidades para desconhecidos que acabaram sendo eleitos. Como exemplos podemos citar a eleição de Fleury para Governador de São Paulo em 1990 com apoio dos bons números de aprovação do Governador Orestes Quércia e a eleição de Celso Pitta para Prefeito de São Paulo em 1996, com apoio de Paulo Maluf. Ambos, Quércia e Maluf tinham números positivos bem mais modestos que os de Lula hoje, mesmo assim conseguiram eleger seus sucessores.
Os números do IBOPE de ontem continuam com as mesmas distorções já demonstradas aqui em outras analises. Para o cidadão comum que não tem conhecimento dos detalhes que envolvem o planejamento de uma pesquisa de opinião em relação a tendência do eleitorado as distorções passam desapercebidas e o números acabam enganando. Nossa função, inclusive exercendo um direito garantido na constituição brasileira é de contrapor e esta verdadeira manipulação que o PIG vem impondo ao Brasil com ajuda do IBOPE a décadas e esclarecer a opinião pública com os meios que dispomos no momento, dentre os quais citamos principalmente a internet.
Nessa Pesquisa CNI /IBOPE persiste a distorção, inclusive já denunciada neste blog em relação aos números das cotas de entrevistados, mas porque as cotas são tão importantes no planejamento de uma amostragem de uma pesquisa séria?
A população da qual o eleitorado é parte integrante esta dividida em parcelas, que podem ser chamadas também de estratos, o eleitorado é uma parcela da população que hoje representa 68,5%, ele também pode ser dividido em parcelas por: sexo, idade, escolaridade e renda familiar. A população e o eleitorado também podem ser divididos em outras parcelas, como por exemplo: religião, tipo de transporte que usam, origem racial, enfim por variados tipos de categoria.
Cada parcela tem suas próprias características em função da geração a qual pertencem e de fatores como por exemplo; acesso a educação, acesso a recursos financeiros, tradição cultural e acesso a mídia (televisão, rádio, jornais e revistas).
Isso produz diferentes gerações de pessoas convivendo entre si com diferentes níveis de educação e acesso à informação, portanto com diferentes concepções sobre como escolher um candidato a presidência. Para uma parcela do eleitorado prevalece a questão prática sobre o que o candidato poderá fazer para melhorar suas condições de vida, para outra parcela prevalecerá a quantidade de noticias sobre possíveis irregularidades que o candidato ou seus apoiadores estejam envolvidos.
A forma em que essas parcelas da população definem suas opções é reflexo da combinação entre a quantidade de informações que recebem, combinadas ao grau de escolaridade e também experiência de vida que adquiriram ao longo de suas experiências de vida.
Para que a pesquisa reflita de forma isenta a opinião pública sobre todos os segmentos (parcelas) do eleitorado e suas opiniões públicas é fundamental que a amostragem reflita os números exatos similares as cotas fixas do IBGE e também do TSE.
Neste caso vamos fazer algumas comparações de números das cotas do TSE por Faixa Etária (Idade) e por Escolaridade com os números das cotas usadas pela Pesquisa CNI /IBOPE de ontem (07/09/2009).
Primeiro os números por Faixa Etária:

























Observem que o TSE já tem uma cota praticamente pronta, mas o IBOPE preferiu criar a sua própria cota com combinações de números que produzem resultados diferentes que confundem a identificação exata das cotas, mesmo assim na única cota TSE igual a usada pelo IBOPE, de 16 a 24 anos, existe uma diferença de 3 pontos para mais na parcela de entrevistas realizadas pelo IBOPE.

Nos números referentes à escolaridade também temos distorções:

Números do TSE referentes a escolaridade do eleitorado:

Não informado - 0,12%

Analfabetos - 6,10%

Primeiro Grau - Ensino Fundamental (lê, escreve, incompleto e completo) - 53,63%

Ensino Médio - 30,89%

Ensino Superior - 6,26%

Os números acima são do TSE, confira no endereço: http://www.tse.gov.br/internet/eleicoes/distribuicao.htm


Numeros do IBOPE referentes as cotas de entrevistados:

Ensino Fundamental (completo e incompleto) - 54% dos entrevistados

Ensino Médio (completo e incompleto) - 33% dos entrevistados

Ensino Superior (completo e imcompleto) - 13% dos entrevistados

Observem que temos pequenas diferenças para menos, no caso do Primeiro Grau (Ensino Fundamental), que representam 2,63 pontos a menos na cota de entrevistas do IBOPE com 54% de entrevistados em relação aos 56,63% de Escolaridade dos leitores pelo TSE. Por outro lado temos uma situação inversa em relação aos números da escolaridade no Ensino Médio, com 33,0% de entrevistados na amostragem do IBOPE e 30,89% na cota do TSE, ou seja, uma diferença de 2,11.
Outro aspecto que precisa ser analisado é a ausência dos 6,10% de analfabetos na amostragem do IBOPE. Mesmo que o próprio TSE observe que os números estão em constante atualização, no caso mesmo que o analfabetismo esteja caindo no Brasil, os analfabetos não desapareceram totalmente do universo da estatística por escolaridade, portanto teriam que figurar na amostragem.
Esse raciocínio vale também para a cota de entrevistados do IBOPE com Curso Superior, com 13% do total de 2002 entrevistas, quando os números do TSE, apesar das ponderações indicam 6,26% de eleitores brasileiros com Curso Superior.
Nesse sentido, mesmo que, o número de eleitores com curso superior tenha aumentado nos últimos anos, certamente ainda não chegaram a 13%.
Combinando a não inclusão dos analfabetos na amostragem com o número muito alto dos entrevistados com curso superior, temos a possibilidade de que os números referentes aos analfabetos estejam incluídos na cota das entrevistas dos eleitores com curso superior, quando o certo seria que se os eleitores analfabetos, se não fossem entrevistados em cota própria, no mínimo fossem entrevistados na cota dos eleitores com Primeiro Grau ou Ensino Fundamental, que passaria a representar aproximadamente 60% d amostragem do IBOPE.
Conclusão, a analise de todas as distorções existentes na amostragem do IBOPE, desde a diferença de três pontos no item faixa etária de 16 a 24 anos e também nas citadas acima no item escolaridade, permite constatar que existem manipulações de números na pesquisa do IBOPE que podem favorecer qualquer um dos candidatos que fazem parte da pesquisa. Nesse caso, como a diferença em números desta pesquisa do IBOPE em relação as pesquisas recentes do Sensus e do Vox Populi favorece a candidatura de José Serra, podemos afirmar que, o mínimo se trata de uma pesquisa tendenciosa.


Obs: Já entrevistei muitos eleitores que se declararam analfabetos, todos responderam a todas perguntas sem problemas, quando foi mostrada a ficha em forma de circulo com o nome de candidatos para escolha estimulada apenas tive que ler o nome de um por um dos candidatos e as outras opções para o eleitor analfabeto e ele indicou em qual candidato ou opção escolheria sem problemas.


Flávio Luiz Sartori - flavioluiz.sartori@gmail.com

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

IBOPE E CNI DIVULGAM PESQUISA SOBRE A AVALIAÇÃO DO PRESIDENTE LULA E A CORRIDA PRESIDENCIAL, JA ESTOU ANALISANDO RELATÓRIO...

Esta noite vou analisar o relatório da Pesquisa CNI IBOPE divulgada hoje, dia 7 de Dezembro.
Amanhã cedo vou postar a analise, aguardem...

Flávio

APOIAMOS O SITE "CONVERSA AFIADA" DO PAULO HENRIQUE AMORIM NA PROPOSTA DE QUE O IBGE SUBSTITUA O IBOPE NA MEDIÇÃO DA AUDIÊNCIA DAS EMISSORAS DE TV

Reproduzimos abaixo o texto com a genial proposta do Conversa Afiada:

O Governo recebe o que a TV Globo cobra ? Por que o IBGE não substitui o GLOBOPE ?


A indústria da publicidade no Brasil movimenta R$ 20 bilhões por ano.
(Clique aqui para ler
“Publicidade na internet explode enquanto a do PiG (*) desaba” ) no endereço: http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=23730
Essa indústria se sustenta em três vigas tão firmes quanto as do Robanel.
Uma, o GLOBOPE, o único instituto de pesquisa que mede a audiência da tevê no Brasil.
Único.
Seu maior cliente é a Globo.
A outra viga é o BV, “bonificação de volume”.
Quanto mais a agência de publicidade compra espaço na Globo, quanto maior o “volume”, maior o “bônus” que ela, a agência, recebe.
Não é o cliente da agência que recebe o “bônus”, o que paga a conta.
O “BV” é da agência.
(Nos Estados Unidos estava todo mundo preso …)
A terceira viga desse Robanel é a Globo.
Vamos supor – e isso é apenas uma suposição – que a audiência da Globo seja menor do que é.
Vamos supor – e isso é apenas uma suposição – que uma parte dos “aparelhos desligados”, seja, por um passe de mágica, incorporada à audiência de Globo.

(Quem sabe disso é o Carlos Novais, o sociólogo que trabalhou comigo na TV Cultura e chegou a montar um IBOPE do B para o Silvio Santos. Depois, o Silvio desistiu.)
Se essas duas suposições se provarem verdadeiras, a Globo fatura mais do que merece.
Vende uma mercadoria por um preço que corresponde a “x” de GLOBOPE, quando, na verdade, o GLOBOPE dela é de “x” menos 10.
É como as empresas de telefonia: vendem 3G e entregam 2G.
(Clique aqui para ler: “Se o 3G que as telefônicas vendem é 2G, a culpa é sua, pobre navegante” )
Ou seja, é possível – isso é uma suposição – que a GLOBO, com o imprescindível apoio do GLOBOPE, fature pelo que não entrega.

Seria – é uma suposição – como vender uma dúzia de ovos com dez ovos.
Tão simples quanto isso.
Agora, vamos imaginar que a Globo venda uma dúzia de dez ovos ao povo brasileiro.
Sim, porque o Governo Federal faz publicidade na Globo.
O Governo Federal (o povo brasileiro) compra uma dúzia de ovos e a Globo entrega dez ovos.
Quem perde ?
As agências ?
Não, elas garantiram o dela: a “bonificação de volume”.

O GLOBOPE ?

Não, o GLOBOPE é próspero e mais próspero ficará ano que vem, quando vender as pesquisas que vão demonstrar que a Dilma não vence.

(O Zé Pedágio é capaz de comprar todas e distribuir pelo PiG (*)…)

A Globo não está nem aí: ela tem 50% da audiência e 75% do bolo publicitário em tevê aberta.
Se dependesse dos filhos do Roberto Marinho (eles não tem nome próprio), esse tripé – “bonificação de volume”, GLOBOPE e Globo – seria eterno.
Só que isso não pode eternizar-se, já estamos numa democracia.
Ou não estamos ?
Se estamos, por que não fazer como no México ?
Lá, a vitima do GLOBOPE foi a maior rede de tevê, a Televisa, que tem uma hegemonia parecida com a da Globo, aqui.
A Televisa iniciou uma campanha para fazer com se crie uma alternativa ao GLOBOPE para medir audiência.
Porque, também lá, o Governo – ou seja, o povo mexicano – é um grande anunciante.
Por que não pedir a uma instituição pública acima de qualquer suspeita que bata na porta das famílias e pergunte: a que canal a senhora assiste ?
Só isso.

Aqui no Brasil, quem poderia fazer isso seria o IBGE.
Ah, dirão os donos de agência, dirá o Senador Evandro Guimarães: mas o IBGE é suspeito, é do Governo !
Como, suspeito ?
O IBGE faz o Censo.
O IBGE mede o IPCA, que regula todos os contratos financeiros do país.
O IBGE faz a PNAD e vai à casa das pessoas e pergunta: a senhora tem televisão ?
Por que não perguntar: a que canal a senhora assiste nesse momento ?

Bem que o Ministério Público Federal deveria perguntar à SECOM do Ministro Franklin Martins: o senhor recebe a mercadoria que a Globo lhe vende ?

Paulo Henrique Amorim

Leia abaixo o comunicado que a Televisa (**) acaba de divulgar. Imagine, amigo navegante, que o diretor geral do IBOPE do México saiu do IBOPE e foi trabalhar na TV Azteca, a principal concorrente da Televisa. Póóóóde ? Esse Ibope …

Televisa rompe con IBOPE

México, D.F., 28 nov. 2009 - El siguiente comunicado fue enviado por Alejandro Quintero, vp corporativo de comercialización de Televisa, para dar a conocer su postura ante IBOPE.
A nuestros amigos Anunciantes y Agencias de Medios
Como debe ser de su conocimiento el pasado mes de febrero el director general de IBOPE México dejó la compañía para posteriormente incorporarse a Televisión Azteca (**), generando con esto serías dudas sobre la objetividad de la medición de audiencias dado la gran cantidad de secretos industriales que posee dicha persona. Ante esta situación nos estamos cuestionando si los ratings generados por IBOPE deben ser considerados para evaluar el desempeño de nuestra programación.

Este blog concorda em gênero, número e linha com o que foi editado acima pelo site "Conversa Afiada" do Jornalista Paulo Henrique Amorim.