domingo, 4 de dezembro de 2016

ATÉ QUANDO A GLOBO PENSA QUE VAI PODER CONTINUAR ENGANANDO OS BRASILEIROS COM SUAS MANIPULAÇÕES?

Cada vez mais pessoas estão percebendo o quanto nociva a
Globo é para nossa sociedade.

Diante do fracasso do golpe parlamentar patrocinado pela mídia e as elites, personalizado na figura vazia de uma Presidência da República ilegítima e cada dia mais inoperante, cujo resultado é o agravamento progressivo da crise econômica, os partidos que patrocinaram o golpe no Congresso Nacional, principalmente o PMDB, PSDB e o DEM e a mídia controlada pela elite retrograda, estão cada vez mais emparedados e sem ter em que se apegar no sentido de se justificar perante a opinião pública da maioria dos brasileiros que, a cada momento que passa, estão percebendo quanto foram enganados.  

A justificativa de convocar uma manifestação para ontem, 04/12, um domingo, nos mesmos moldes do que aconteceu antes do golpe contra o mandato legal da Presidenta Dilma Roussef, usando como motivo a aprovação de alterações pela Câmara dos Deputados das chamadas medidas contra a corrupção, principalmente em relação a abusos cometidos por juízes e o ministério público, pode até parecer em um primeiro momento um motivo aceitável, mas se pararmos para analisar com frieza logo perceberemos que não foi exatamente isso. 

O enfraquecimento constante do ilegítimo governo Temer e seus sócios golpistas é cada vez mais evidente, principalmente em relação ao agravamento da crise econômica, aliás como muito bem lembrou o Senador Lindberg Farias, que classificou as manifestações como fracas e mera cortina de fumaça para desviar a atenção dos milhões de brasileiros que estão perdendo seus empregos.

Não são somente os políticos golpistas que patrocinaram o ataque a democracia ao derrubarem uma presidenta legitimamente eleita, é também a elite brasileira e os meios de comunicação, a mídia, controlados por esta mesma elite é que estão comprometidos, como se diz no jargão popular, “até o pescoço”, com tudo de nefasto que esta acontecendo com o povo brasileiro ns últimos meses.

Quando desde manhã de um domingo observamos a Globo dos irmãos Marinho convocando “coxinhas” e todo tipo de fascista que ainda, infelizmente existem em nossa sociedade, para irem às ruas defender a Lava Jato e seus juízes e procuradores contra os 200 corruptos que eram comandados pelo bandido Eduardo Cunha no Congresso Nacional, obviamente que temos que parar para pensar sobre com que moral a Globo sai convocando estes incautos, que ainda não enxergaram que o principal problema do Brasil neste momento é a economia, se foi ela mesma Globo que endeusou os 200 picaretas de Brasília até eles fazerem o serviço sujo de destruir nossa democracia?

Sinceramente, não nos resta outro raciocínio, senão o de deduzir que os irmãos Marinho e seus asseclas, que comandam o jornalismo da Globo, não tem o mínimo respeito pelos milhões de brasileiros, que a mais de meio século todo “santo dia” estão lá na frente de seus aparelhos de televisão em suas casas dando a Globo a audiência, que permite a sua liderança  e também seus imensos lucros em cotas de publicidade.

Não é só o juiz Sérgio Moro que é parcial em nosso país, é principalmente nossa mídia, que impõem seu jornalismo totalmente favorável aqueles que apenas querem tirar os direitos das camadas mais pobres da população.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

DIRETO DO ESTADÃO: Fundador do PSC pede a Lava Jato que investigue pastor Everaldo.

Pastor Everaldo com Silas Malafaia e Eduardo Cunha.
 "Então, numerosos falsos profetas surgirão e enganarão a muitos". Matheus 24:11

Diante do fato de que o site do Estadão não esta permitindo que esta reportagem  seja repercutida nas redes sociais, resolvemos publicar ela aqui no "Essência Além da Aparência".
Deixamos bem claro que não temos nada contra qualquer religião em específico, temos contra pessoas que se utilizam da religião para se enriquecer de maneira ilícita, estamos falando dos vendilhões do templo que foram expulsos pelo próprio Jesus Cristo a quase dois mil anos.
Também somos críticos ferrenhos da falta de imparcialidade da Lava Jato, que não move "uma palha" contra políticos do PSDB.

Fundador do PSC pede a Lava Jato que investigue pastor Everaldo, ex candidato a Presidência da República em 2014.

Em petição ao juiz Sérgio Moro, fundador do partido Vitor Nósseis diz que candidato à Presidência em 2014 e secretário-geral da agremiação, Antônio Oliboni, receberam 'vultosas quantias de dinheiro' de empresas investigadas na operação.

Por Mateus Coutinho e Julia Affonso direto do Estadão
07 Novembro 2016 | 05h00

Enquanto partidos tentam articular uma brecha para anistiar o caixa 2, em meio aos avanços da Lava Jato com delações que devem atingir as principais siglas do País, um dos fundadores do Partido Social Cristão (PSC), Vitor Abdala Nósseis, denunciou o candidato de sua própria agremiação à Presidência em 2014, pastor Everaldo. Em petição ao juiz federal Sérgio Moro, em Curitiba, Nósseis pediu que a força-tarefa da Lava Jato investigue o pastor e o secretário-geral do PSC, Antônio Oliboni.


DOCUMENTO

Na denúncia, Nósseis pede ainda ao juiz da Lava Jato que bloqueie os bens de Everaldo e Oliboni. Segundo ele, o pastor e o secretário-geral do partido receberam ‘vultosas quantias de dinheiro’ de empresas investigadas na operação ‘com indício de prática de crime de lavagem de capitais e organização criminosa’.
Como ‘provas’ das suspeitas levantadas contra seus correligionários, Nósseis anexou à denúncia comprovantes de doações registradas na Justiça Eleitoral ao PSC e ao candidato à Presidência pela sigla em 2014.
Uma das linhas de investigação da Lava Jato é de que as doações oficiais eram uma forma de lavar dinheiro de corrupção para as siglas e os candidatos.
A tese é uma das maiores preocupações dos partidos atualmente com o avanço da operação. Até agora nenhum representante partidário havia afirmado que as doações recebidas pela sigla eram propinas do esquema de corrupção na Petrobrás.
Para o fundador do PSC, seus correligionários receberam ‘vultosas quantias em dinheiro oriundo do esquema criminoso’.
“Verifica-se que esses repasses eram periódicos e aconteciam à medida que o esquema criminoso se desenvolvia, confiantes na impunidade, protegidos por parlamentares e membros do Executivo, mentores de todo o esquema criminoso”, segue a denúncia.
Desentendimento. A denúncia encaminhada para a sede da Lava Jato, em Curitiba, não é o primeiro episódio em que Nósseis, que presidiu o PSC por 30 anos, acusa seus correligionários na Justiça por supostas irregularidades.
Na convenção do PSC realizada em 17 de julho do ano passado, ele foi destituído do cargo de presidente nacional da legenda. Inconformado com o resultado ele está questionando a convenção – que classifica como ‘fraudulenta’ – na Justiça.
Até o momento, seus questionamentos não obtiveram sucesso.
Em manifestação a Moro na quinta-feira, 3, a força-tarefa da Lava Jato pediu indeferimento da solicitação de Nósseis, que pediu para ser cadastrado aos autos do processo.
Segundo os procuradores da República que integram a força-tarefa, o fundador do PSC não atende aos ‘requisitos mínimos’ para ser cadastrado nas investigações penais da Lava Jato.
“É possível verificar que, embora os fatos narrados possam se inserir no âmbito do esquema criminoso investigado na Operação Lava Jato, eles não se relacionam diretamente com o objeto dos autos a que o peticionário requereu habilitação. Os representados Everaldo Dias Pereira e Antônio Oliboni não
são partes e não trabalharam para as empresas investigadas nos autos em consideração, não apresentando, em uma análise prévia, conexão com os fatos que fundamentam as investigações neles promovidas, o que demonstra que, efetivamente, não existe interesse do requerente em ser habilitado aos autos”, assinalam os procuradores da Lava Jato.
Os investigadores informaram ainda a Moro que também receberam a denúncia feita por Nósseis e que ainda vão analisar o caso.

COM A PALAVRA O PSC:
“O Partido Social Cristão (PSC) esclarece, por meio do seu departamento jurídico, que:
Vitor Nósseis foi presidente do PSC durante 30 anos, desde a sua fundação em 1985 até 2015.
Em um processo democrático de alternância de poder, ocorrido durante convenção partidária legítima, Nósseis foi sucedido por Everaldo Dias Pereira na presidência do PSC, eleito por unanimidade, no dia 17 de julho de 2015.
Nósseis passou, então, a ocupar o cargo de Presidente de Honra do PSC – também ficou responsável pelo desenvolvimento dos trabalhos da Fundação Pedro Aleixo, onde está até os dias de hoje como vice-presidente. Tudo está registrado em ata notarial (lavrada no 1º Ofício de Notas e Protestos de Brasília-DF, Livro 0007-AN, fl. 081).
Ocorre que Nósseis não aceitou a sucessão. Inconformado em ter perdido a presidência nacional do PSC, vem proferindo uma série de ataques infundados ao presidente nacional do PSC, Everaldo Dias, e ao seu secretário Geral, Antonio Oliboni.
Nósseis impetrou ação na 25ª Vara Civil de Brasília (processo nº 2015.01.1.111705-0), contestando a legitimidade da Convenção e perdeu. Ele também informou ao MP de Fundações de Belo Horizonte sobre essa suposta denúncia agora feita ao juiz Sergio Moro. Porém mais uma vez não obteve sucesso – o promotor entendeu que os fatos não são da competência daquela Promotoria de Justiça Especializada.
O PSC lamenta que a Operação Lava Jato, a maior operação de combate à corrupção já realizada no país, esteja sendo usada como objeto de disputa pessoal por um dos seus quadros.”

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

ELEIÇÕES MUNICIPAIS 2016: A ESTRANHA ESTÓRIA DAS DUAS PESQUISAS ELEITORAIS CUJOS RESULTADOS NÃO FORAM DIVULGADOS. O QUE AS PESQUISAS MOSTRARAM QUE OS ELEITORES DE CAMPINAS NÃO PODEM SABER?

Até quando vai durar a mentira das elites retrogradas de Campinas?

O blog a Essência Além da Aparência, atento ao cenário político, percebeu que nas últimas quatro semanas uma empresa de nome INSTITUTO VERITA LTDA – EPP, (http://www.institutoverita.com.br/), CNPJ 00.654.576/0001-72, localizada no bairro Tabajara em Uberlândia, triângulo mineiro registrou por conta própria e risco na Justiça Eleitoral duas pesquisas referentes a disputa para prefeito de Campinas. No registro das duas o Véritas figura como realizador e contratante da pesquisa. A primeira pesquisa de número SP-02457/2016, com 607 entrevistas, com valor de R$ 18.000,00, foi registrada no dia 22/08/2016 com previsão de divulgação para o dia 28/09/2016, o que não aconteceu misteriosamente. A segunda pesquisa de número SP-09576/2016, 709 entrevistas, com valor de R$ 20.000,00, foi registrada no dia 06/09/2016 com previsão de divulgação para o dia 12/09/2016. E para nossa surpresa novamente não foi divulgado o resultado. Por que não se divulgou? O que estas pesquisas revelaram que o eleitor campineiro não pode saber?

Como não ocorreram as divulgações, que inclusive teve a primeira pesquisa anunciada que seria divulgada até no jornal conservador Correio Popular na sua coluna “Xeque Mate”, o Instituto Verita foi cobrado por este blog e se limitou, sem maiores detalhes a dizer que o resultado da pesquisa não seria mais divulgado. A não divulgação acabou gerando um fato político que está mexendo no tabuleiro político da cidade.

Diante do fato de que a mídia local não deu importância a este assunto fomos atrás das razões da não divulgação da pesquisa. Insistentemente passamos a ligar para a assessoria de imprensa do Instituto Verita para saber por que somente os números da pesquisa para prefeito de Campinas não tinham sido divulgados, já que em outros municípios que a empresa realizou suas pesquisas recentemente a divulgação foi feita. Vale lembrar que os telefonemas nunca tiveram retorno.

Com a negativa do Veritá em esclarecer o assunto, a cobrança se tonou mais incisiva e ontem (14/09/2016) por volta das 11 horas, o assessor de imprensa do Veritá que se identificou como Paulo, entrou em contato com o blog e argumentou que por decisão da contratante das pesquisas elas não seriam divulgadas. A justificativa acabou expondo uma contradição. Como que a contratante que é o próprio Veritá não teria mais interesse de divulgar os números de suas pesquisas? Percebendo a visível contradição o assessor encerrando a conversa nos recomendou a leitura da Resolução do TSE de nº 23.453, de 15 de dezembro de 2015, que dispõe sobre pesquisas eleitorais para o pleito de 2016.

Segundo a Resolução 23.453 no seu “Capítulo II DO REGISTRO DAS PESQUISAS ELEITORAIS na Seção II Da Divulgação dos Resultados, no Art. 13. Mediante requerimento ao Juiz Eleitoral, o Ministério Público Eleitoral, os candidatos, os partidos políticos e as coligações poderão ter acesso ao sistema interno de controle, à verificação e à fiscalização de coleta de dados das entidades e das empresas que divulgarem pesquisas de opinião relativas aos candidatos e às eleições, incluídos os referentes à identificação dos entrevistadores e, por meio de escolha livre e aleatória de planilhas individuais, mapas ou equivalentes, confrontar e conferir os dados publicados, preservada a identidade dos entrevistados (Lei nº 9.504/1997, art. 34, § 1º).

§ 1º  Além dos dados de que trata o caput, poderá o interessado ter acesso ao relatório entregue ao solicitante da pesquisa e ao modelo do questionário aplicado, para facilitar a conferência das informações divulgadas.

§ 2º  A solicitação de que trata o caput deverá ser instruída com cópia da pesquisa, disponível na página do respectivo Tribunal Eleitoral, na Internet.

§ 3º  Os requerimentos a que este artigo se refere serão autuados na classe Petição (Pet).

§ 4º  Autorizado pelo Juiz Eleitoral, a empresa responsável pela realização da pesquisa será intimada para disponibilizar o acesso aos documentos solicitados.

§ 5º  Sendo de interesse do requerente e deferido o pedido, a empresa responsável pela pesquisa lhe encaminhará os dados solicitados para o endereço eletrônico informado, ou por meio da mídia digital fornecida por ele, no prazo de dois dias, e, em igual prazo, permitirá seu acesso, ou de representante por ele nomeado, à sede ou à filial da empresa para o exame aleatório das planilhas, mapas ou equivalentes, em horário comercial, na forma definida pelo relator da Petição – Pet.”

Diante do silêncio do Veritá em relação a não divulgação dos números das pesquisas cabe aos partidos políticos de Campinas entrar com uma petição junto ao Juiz Eleitoral de Campinas e solicitar as informações que a legislação eleitoral permite que sejam fornecidas. No entanto, para a opinião pública dos eleitores permanece a indagação: a quem interessou a não divulgação das pesquisas?


Por Cezar Oda e Flávio Luiz Sartori



quarta-feira, 24 de agosto de 2016

COMO SEMPRE, O IBOPE E A GLOBO JUNTOS PARA TENTAR MANIPULAR MAIS UMA ELEIÇÃO. EM CAMPINAS NÃO FOI E NÃO SERÁ DIFERENTE COM MAIS PESQUISAS MANIPULADAS.

Se você não tomar cuidado o IBOPE te fará de bobo e
você acabará acreditando até na existência do "Chupa Cabras".


O IBOPE sempre foi e sempre será um instrumento de manipulação a serviço das elites tradicionais brasileiras, principalmente da família Marinho da Rede Globo. Suas pesquisas sempre mostram os candidatos da direita e comprometidos com as elites dominantes na frente até os últimos momentos antes do dia da eleiçõe, tanto faz se for para presidente, governador ou prefeito.

Em todo o início de campanha eleitoral a tática é sempre a mesma, o IBOPE lança pesquisas com os candidatos apoiados por partidos e empresas de comunicação que contratam as pesquisas, com números de intenção de votos artificialmente inflados para colocar estes candidatos na liderança. A manipulação é tão descarada que o IBOPE não tem o menor pudor em esconder as provas de que usa cotas de entrevistados por estratificação social diferentes das que representam a realidade da sociedade brasileira, que estão disponíveis tanto na Justiça Eleitoral quanto em instituições, como por exemplo, o IBGE.

O relatório apresentado pelo IBOPE e disponível em seu site apresenta, em relação a amostragem de 602 pessoas entrevistadas, uma estratificação com 174 (29%) entrevistados com escolaridade à nível de Ensino Fundamental até a 8ª série , também foram entrevistadas 264 (44%) pessoas com escolaridade à nível de Ensino Médio e 165 (27%) pessoas com escolaridade até o Ensino Suprior. Observem bem que de acordo o IBOPE a escolaridade da população de Campinas, hoje, em relação as pessoas que chegaram ao Ensino Fundamental e ao Ensino Superior seria praticamente a mesma .

Em contraposição aos números usados pelo IBOPE temos os números da Justiça Eleitoral que mostram a população de Campinas com a seguinte estratificação em relação a escolaridade dos eleitores: 1,9% são analfabetos, 36,8% cursaram até o Ensino Fundamental incluídos os que lêem e escrevem, 44,9% cursaram até o Ensino Médio e 16,3% teriam chegado até o Ensino Superior. Sendo que em relação aos números da Justiça Eleitoral existem questionamentos sobre se os resultados disponíveis estariam ou não atualizados, no entanto é importante destacar que o próprio IBOPE usa em sua amostra a estratificação por Ensino Médio, de 44% de entrevistas e na  Justiça Eleitoral são 44,9% do eleitores campineiros com Ensino Médio de escolaridade, que são praticamente iguais, enquanto que apresenta números diferentes nas cotas de entrevistados à nível de Ensino Fundamental e Superior.

Uma pesquisa, como esta recente do IBOPE, com uma cota alta de entrevistados com escolaridade à nível de Ensino Superior e uma cota baixa de entrevistados com Ensino Fundamental em relação aos números da Justiça Eleitoral significa que que as entrevistas do IBOPE certamente podem ter sido realizadas em bairros nas áreas de Campinas onde reside a população de classe média alta, que ainda consegue ter mais acesso ao Ensino Superior apesar da popularização das faculdades e universidades nos últimos anos. No em tanto, infelizmente, a classe média brasileira em sua maioria ainda é historicamente influenciada pelas elites tradicionais que é de onde vem o apoio aos partidos comprometidos com o recente golpe contra a democracia no Brasil, o PSDB, PMDB, DEM, PSB e outros.

Diante do quadro colocado, o resultado da pesquisa não surpreende, com os candidatos a prefeito de Campinas, Jonas Donizetti e Arthur Orsi favorecidos por terem apoio de seguimentos da sociedade campineira originários das áreas onde residem os eleitores das classes sociais mais abastadas e onde o IBOPE teria realizado mais entrevistas. Por outro lado, os candidatos Márcio Pochmann, Dr Hélio e Marcela Moreira, muito provavelmente teriam sido prejudicados no resultado da pesquisa IBOPE porque o instituto, pelos números de sua amostra, teria realizado menos entrevistas nas áreas periféricas de Campinas onde residem os potenciais eleitores destes candidatos e que fazem parte das classes sociais menos bastadas economicamente.

Com uma pesquisa como esta do IBOPE, na realidade uma manipulação, não é possível fazer uma leitura sobre seus resultados. Porém, mesmo assim não foi possível para IBOPE disfarçar, mesmo com seus números não confiáveis, que a 43% dos campineiros desaprovam a gestão do atual prefeito Jonas Donizetti e que a rejeição de um de seus principais oponentes, o professor Márcio Pochmann do PT, mesmo com os ferozes ataques a seu partido, é uma das mais baixas, apenas 12%.

Nos últimos 30 anos, Campinas, na maioria das eleições municipais, sempre tem contrariado os grupos financeiros poderosos e as elites tradicionais com suas pesquisas manipuladas, votando em candidatos com base popular, foi assim em 1988 quando elegeu Jacó Bittar, também em 2000 quando elegeu Antonio da Costa Santos, o Toninho do PT, em 2004 e 2008 com Dr. Hélio ao rejeitar o PSDB e também em 2012, quando mesmo diante de um massacre terrível pela mídia local, o PT conseguiu colocar seu candidato Márcio Pochmann no segundo turno e por pouco não venceu.

Emoções fortes virão nos próximos dias porque mesmo com os números manipulados do IBOPE, podem ter certeza, Jonas e seus apoiadores não estão dormindo tranqüilos.


COMO SEMPRE, O IBOPE E A GLOBO JUNTOS PARA TENTAR MANIPULAR MAIS UMA ELEIÇÃO. EM CAMPINAS NÃO FOI E NÃO SERÁ DIFERENTE COM MAIS PESQUISAS MANIPULADAS.

Se você não tomar cuidado o IBOPE te fará de bobo e
você acabará acreditando até na existência do "Chupa Cabras".


O IBOPE sempre foi e sempre será um instrumento de manipulação a serviço das elites tradicionais brasileiras, principalmente da família Marinho da Rede Globo. Suas pesquisas sempre mostram os candidatos da direita e comprometidos com as elites dominantes na frente até os últimos momentos antes do dia das eleições, tanto faz se for para presidente, governador ou prefeito.

Em todo o início de campanha eleitoral a tática é sempre a mesma, o IBOPE lança pesquisas com os candidatos apoiados por partidos e empresas de comunicação que contratam as pesquisas, com números de intenção de votos artificialmente inflados para colocar estes candidatos na liderança. A manipulação é tão descarada que o IBOPE não tem o menor pudor em esconder as provas de que usa cotas de entrevistados por estratificação social diferente das que representam a realidade da sociedade brasileira, que estão disponíveis tanto na Justiça Eleitoral quanto em instituições, como por exemplo, o IBGE.

O relatório apresentado pelo IBOPE e disponível em seu site apresenta, em relação a amostragem de 602 pessoas entrevistadas, uma estratificação com 174 (29%) entrevistados com escolaridade à nível de Ensino Fundamental até a 8ª série , também foram entrevistadas 264 (44%) pessoas com escolaridade à nível de Ensino Médio e 165 (27%) pessoas com escolaridade até o Ensino Suprior. Observem bem que de acordo o IBOPE a escolaridade da população de Campinas, hoje, em relação as pessoas que chegaram ao Ensino Fundamental e ao Ensino Superior seria praticamente a mesma .

Em contraposição aos números usados pelo IBOPE temos os números da Justiça Eleitoral que mostram a população de Campinas com a seguinte estratificação em relação a escolaridade dos eleitores: 1,9% são analfabetos, 36,8% cursaram até o Ensino Fundamental incluídos os que lêem e escrevem, 44,9% cursaram até o Ensino Médio e 16,3% teriam chegado até o Ensino Superior. Sendo que em relação aos números da Justiça Eleitoral existem questionamentos sobre se os resultados disponíveis estariam ou não atualizados, no entanto é importante destacar que o próprio IBOPE usa em sua amostra a estratificação por Ensino Médio, 44% no IBOPE e na  Justiça Eleitoral são 44,9% ,que são praticamente iguais, enquanto que apresenta números diferentes nas cotas de entrevistados à nível de Ensino Fundamental e Superior.

Uma pesquisa, como esta recente do IBOPE, com uma cota tão alta de entrevistados com escolaridade à nível de Ensino Superior e uma cota tão baixa de entrevistados com Ensino Fundamental em relação aos números da Justiça Eleitoral, mostra que as entrevistas do IBOPE certamente foram realizadas em bairros nas áreas de Campinas onde reside a população de classe média alta, que ainda consegue ter mais acesso ao Ensino Superior apesar da popularização das faculdades e universidades nos últimos anos. No em tanto, infelizmente, a classe média brasileira em sua maioria ainda é historicamente influenciada pelas elites  tradicionais que é de onde vem o apoio aos partidos comprometidos com o recente golpe contra a democracia no Brasil, o PSDB, PMDB, DEM, PSB e outros.

Diante do quadro colocado, o resultado da pesquisa não surpreende, com os candidatos a prefeito de Campinas, Jonas Donizetti e Arthur Orsi favorecidos por terem apoio de seguimentos da sociedade campineira originários das áreas onde residem os eleitores das classes sociais mais abastadas e onde o IBOPE teria realizado mais entrevistas. Por outro lado, os candidatos Márcio Pochmann, Dr Hélio e Marcela Moreira, muito provavelmente teriam sido prejudicados no resultado da pesquisa IBOPE porque o instituto, pelos números de sua amostra, teria realizado menos entrevistas nas áreas periféricas de Campinas onde residem os potenciais eleitores destes candidatos e que fazem parte das classes sociais menos bastadas economicamente.

Com uma pesquisa como esta do IBOPE, na realidade uma manipulação, não é possível fazer uma leitura sobre seus resultados. Porém, mesmo assim não foi possível para IBOPE disfarçar, mesmo com seus números não confiáveis, que a 43% dos campineiros desaprovam a gestão do atual prefeito Jonas Donizetti e que a rejeição de um de seus principais oponentes, o professor Márcio Pochmann do PT, mesmo com os ferozes ataques a seu partido, é uma das mais baixas, apenas 12%.

Nos últimos 30 anos, Campinas, na maioria das eleições municipais, sempre tem contrariado os grupos financeiros poderosos e as elites tradicionais com suas pesquisas manipuladas, votando em candidatos com base popular, foi assim em 1988 quando elegeu Jacó Bittar, também em 2000 quando elegeu Antonio da Costa Santos, o Toninho do PT, em 2004 e 2008 com Dr. Hélio ao rejeitar o PSDB e também em 2012, quando mesmo diante de um massacre terrível pela mídia local, o PT conseguiu colocar seu candidato Márcio Pochmann no segundo turno e por pouco não venceu.

Emoções fortes virão nos próximos dias porque mesmo com os números manipulados do IBOPE, podem ter certeza, Jonas e seus apoiadores não estão dormindo tranqüilos.


quinta-feira, 28 de julho de 2016

VERDADE X MENTIRA: PESQUISA IPSOS COM RESULTADOS DIFERENTES DO DATAFOLHA COLOCOU EM CHEQUE A PRATICA DA MANIPULAÇÃO NAS PESQUISAS DE OPINIÃO NO BRASIL.


Em todos os momentos, todos cuidados são 
poucos em relação ao que se publica nas 
Folhas, Uols, Estadões e Globos da vida....

A divulgação da pesquisa IPSOS, na terça feira 26/07, mostrando resultados diferentes ao do ultimo Datafolha foi uma verdadeira ducha de água fria nos defensores do golpe parlamentar que afastou a presidenta Dilma Roussef. Incrível como as pessoas que defendem o golpe contra a democracia no Brasil aceitam a mentira com a maior "cara de pau".

A pesquisa IPSOS, ao contrário do Datafolha, que chegou ao absurdo de tentar convencer a opinião pública que apenas 3% dos brasileiros estariam defendendo uma eleição direta como saída para a crise política, mostrou claramente que 38% dos brasileiros desejam que o interino Michel Temer convoque eleições diretas para outubro ainda em 2016, outros 14% dos entrevistados pelo IPSOS responderam que desejam que a presidenta afastada volte para presidência e que convoque novas eleições também para outubro deste ano. A soma dos dois segmentos de entrevistados pelo IPSOS mostrou que 52% dos brasileiros querem eleições diretas.

Diante da discrepância dos resultados apresentados os apoiadores do golpe parlamentar no Brasil, os coxinhas, obviamente que devem ter imaginado, em um primeiro momento, se o IPSOS não seria então uma empresa apoiadora da esquerda, com simpatia pelos movimentos anti golpe parlamentar no Brasil.

Na realidade esta linha de raciocínio nada mais é que pura falta de conhecimento sobre a empresa IPSOS, que não tem nada haver com qualquer ideologia de esquerda, sendo apenas uma empresa que conta com aproximadamente 16 mil funcionários em todo a planeta que esta presente em 87 países, com 40 anos de experiência de mercado e que no Brasil se associou a Marplan, que atuava em nosso país desde o inicio dos anos 60 do século passado. O IPSOS trabalha com contratos globais, com suporte internacional e global. O IPSOS tem profundo conhecimento dos mercados, dos consumidores e das marcas, sendo a terceira maior empresa de pesquisa de mercado do mundo e também a principal de pesquisas eleitorais e com o detalhe de ter mais de 5 mil clientes em todo mundo, inclusive a própria Folha de São Paulo. No Brasil, mais 90% do mercado automotivo é cliente do IPSOS.

Definitivamente, é praticamente impossível afirmar que uma empresa como IPSOS possa ter algum tipo de ligação com os defensores da volta da Presidenta Dilma ao poder. Mesmo porque o IPSOS é parte dos mercados, sua existência depende basicamente do mercado de consumo, que é sem sombra de dúvidas, parte essencial do capitalismo. Por isso mesmo o IPSOS apresenta como uma de suas premissas um ponto de vista único sobre os brasileiros, não importando se na condição de eleitores, clientes, consumidores, cidadãos, telespectadores ou internautas. Certamente que no IPSOS trabalham gestores e dirigentes brasileiros que tem suas opções políticas das mais variadas tendências. No entanto, a empresa tem princípios básicos comprometidos com a verdade, que todos que fazem parte dela precisam seguir.

Não pretendemos fazer qualquer tipo de proselitismo em relação ao IPSOS, mas apenas demonstrar como deveria ser a prática diária em uma empresa de pesquisa comprometida com resultados que representem a verdade, porque a cada momento que empresas de pesquisa como o Datafolha praticam a mentira, com a divulgação de falsos resultados, com o intuito de manipular, a perda maior será sempre do próprio segmento da prestação de serviço de pesquisa de mercado e opinião, que será sempre cada vez mais associado a praticas desonestas e não éticas por um número cada vez maior de empresas e cidadãos.



quinta-feira, 21 de julho de 2016

A FARSA DO DATAFOLHA DO ULTIMO FIM DE SEMANA MOSTRA UMA BATALHA PERMANENTE DE INFORMAÇÕES E CONTRA INFORMAÇÕES ENTRE GOLPISTAS E SUAS MANIPULAÇÕES VERSUS ANTI GOLPISTAS QUE, LUTAM INCESSANTEMENTE PELA LEGALIDADE E A VERDADE.

A falsa pesquisa do Datafolha do ultimo final de semana foi mais 
um factoide criado com a finalidade de enganar a opinião 
pública e pressionar os senadores que podem afastar a 
Presidenta Dilma Roussef em agosto agora. 

Fica cada vez mais claro que o Brasil pós-golpe parlamentar vive um intenso momento onde acontece uma verdadeira batalha de informação e contra informação entre a mídia tradicional dominada por grupos familiares com origem na elite tradicional brasileira, com origem escravagista e os blogs e sites progressistas surgidos na esteira da expansão da Internet no Brasil a partir da segunda metade dos anos 90 do século passado.

Nas eleições presidenciais, principalmente em 2006, 2010 e em 2014, e nesta ultima com mais intensidade, tanto nos períodos pré-eleitoral quanto durante as campanhas eleitorais, enquanto as empresas familiares de jornalismo, principalmente a Globo dos irmãos Marinho, Folha UOL, Estadão, Veja, Isto É, Band e IG, dentre tantos outros espalhados pelo Brasil, atacaram Lula, Dilma, o PT e aliados, os blogs e sites progressistas na trincheira oposta, denunciavam as manipulações e as mentiras que eram espalhadas.

Em 2006, Paulo Henrique Amorim através do Conversa Afiada, ainda como parte do site IG, enfrentou a máquina das empresas de comunicação das elites retrogradas familiares, depois chamadas de Partido da Imprensa Golpista, o PIG, praticamente sozinho e certamente foi um dos pontos positivos em favor de Lula na sua reeleição. No ultimo final de semana, o Datafolha, ligado ao jornal Folha de São Paulo e ao site UOL, publicou uma pesquisa tentando mostrar à opinião pública que o governo golpista de Michel Temer estaria iniciando uma recuperação de popularidade, porem logo se percebeu que a tal pesquisa era uma farsa, que esta sendo desmascarada por praticamente todos os sites e blogs progressistas: Brasil 247, Conversa Afiada, Viomundo, Tijolaço, Diário do Centro do Mundo e Jornal GGN.

E não esta ficando somente nisto, principalmente porque a farsa da Folha UOL já esta em um estágio de denúncia na mídia mundial, via Glenn Greenwald, jornalista americano que mora no Brasil e é mundialmente respeitado como ganhador  do Pulitzer, pela sua participação nas revelações no caso Snowden. Greenwald esta denunciando a farsa do Datafolha em seu site o Intercept.

No dia 21/07/2016, a batalha da informação e da contra-informação ganhou contornos de guerra de notícias entre golpistas e anti-golpistas e chegou em mais um de seus ápices, com a divulgação de duas notícias destinadas a manipular a opinião pública em favor dos golpistas: a prisão de supostos terroristas que estariam planejando um ataque durante as olimpíadas e a denuncia do Ministério Público Federal de que Lula teria tentado obstruir investigação na Lava Jato, dois factoides destinados a repercutirem nos jornais da noite nas casas dos ainda milhões de brasileiros que se informam pelos telejornais. Isto é uma mostra do embate que se trava pelo convencimento da opinião pública dos eleitores brasileiros.

Todas pesquisas indicam que o PT poderia ter hoje cerca de 25% a 30% de apoio entre os eleitores, a própria pesquisa do Datafolha, mesmo sendo comprovadamente uma farsa, mostrou que 32% dos eleitores brasileiros já pedem o retorno de Dilma Roussef. Se pararmos para pensar com calma, a conclusão será obvia de que um terço dos brasileiros não compactuam totalmente com o golpe e apoiam o discurso das forças políticas que tem, principalmente Lula como referência, mesmo diante de um bombardeia midiático golpista sem trégua.

Em relação aos outros dois terços de eleitores que não se manifestam pela volta de Dilma, também é obvio, que mesmo levando em conta que na farsa do Datafolha com 50% que estariam optando pela permanência de Temer, isto estaria muito longe de uma segurança plena para os golpistas, visto que se comparados à parcela de cerca de 32% eleitores que hoje estão a favor volta de Dilma, podemos tranquilamente afirmar que estes quase um terço de eleitores são muito mais consistentes em suas opções.

Os eleitores, cerca de dois terços, que ainda não são favoráveis a volta de Dilma, não são tão coesos em suas posições e estão mesmo em uma posição de observadores neste momento, podendo se deslocar em parcela significativa para o campo do anti golpismo, na medida em que a experiência com o atual governo for sendo frustrante e que denúncias que já derrubaram ministros de Temer continuem surgindo.

Por isso mesmo é que a Globo, Folha UOL, Estadão e outros tantos golpistas bombardeiam a opinião pública com factoides a todo momento. O golpe depende sempre e incessantemente de farsas como a do Datafolha do último fim de semana. No entanto, convém sempre lembrar que o povo sabe de cor e salteado que a mentira tem perna curta e que os mentirosos não enganam muito tempo.

terça-feira, 1 de março de 2016

CANDIDATURA DE ARTUR ORSI PELO PSD A PREFEITO DE CAMPINAS SERÁ MAIS UMA “PEDRA NO SAPATO” DE JONAS DONIZETTE NA SUA CAMPANHA PELA REELEIÇÃO.


Gilberto Kassab, Adriana Flosi, Artur Orsi e Guilherme Campos. Um 
importante segmento do PIB de Campinas avisa Jonas e seus aliados
que na eleição para prefeito de Campinas deste ano apresentará aos
eleitores uma proposta alternativa.


A saída do vereador Artur Orsi do PSDB para se filiar ao PSD para ser candidato a prefeito de Campinas deverá ser mais um obstáculo na articulação política, comandada pelo PSB e seus aliados, que vão tentar a reeleição do atual prefeito Jonas Donizette. Por mais que mídia tradicional de Campinas que apóia a gestão do atual prefeito, tenha tentado demonstrar que não teria dado importância a este fato, a consolidação de uma candidatura de oposição a prefeito com condições de ter respaldo na opinião pública com origem no mesmo campo ideológico que elegeu Jonas em 2012, certamente que influenciará a tendência do eleitorado no debate político durante a campanha eleitoral.

Artur Orsi foi o vereador mais votado na eleição para a Câmara Municipal de Campinas em 2012 com 13.401 votos, na eleição anterior quando concorreu para Assembléia Legislativa em 2010 já tinha tido 21.444 votos. Hoje, ele é uma liderança em ascensão e isso ao invés de ser bem recebido no PSDB, na realidade passou a representar uma possibilidade de perigo de perda de influencia para os caciques históricos e tradicionais tucanos de Campinas e Região, o Deputado Federal Carlos Sampaio e a Deputada Estadual Célia Leão.

O PSDB é um dos partidos onde as oligarquias mais atrasadas melhor se adaptaram nos últimos anos no Brasil, reproduzindo em suas direções, quer seja no planos federal, estadual ou municipal, uma estrutura de poder com praticamente nenhum espaço para o debate interno, quem ousa a desafiar esta regra logo é colocado no ostracismo e fica praticamente sem espaço para atuar.

Foi exatamente isto que aconteceu com Artur Orsi aqui em Campinas logo depois que o PSDB voltou ao poder aliado a Jonas Donizette em 2012, principalmente porque mesmo que se discorde em parte da sua linha ideológica, um fato não pode ser negado, Artur Orsi é um político que tem um discurso autentico com uma proposta de não compactuar de nenhuma maneira com qualquer tipo desmando na administração pública. Logo que surgiram as primeiras denuncias contra a gestão de Jonas em Campinas, Artur Orsi foi um dos primeiros a se posicionar no sentido de exigir esclarecimento dos fatos e isso o distanciou mais ainda do PSDB e de Jonas. Sua atuação independente na Câmara Municipal o levou inexoravelmente para o campo da oposição.

Com um posicionamento político definido e filiado ao PSD, um partido que no plano nacional faz parte da base de sustentação do Governo Dilma, onde tem o importante Ministério das Cidades com o ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, como ministro, Artur Orsi tem tudo para articular um discurso de oposição que certamente irá aglutinar uma significativa parcela de eleitores que votaram em Jonas na ultima eleição e que, hoje, ainda não foram convencidos a reelegerem o atual prefeito exatamente porque seu governo ainda esta muito aquém das expectativas que criou quando chegou ao poder.


Mesmo que Artur Orsi ainda tenha que lutar para conquistar a condição de liderança popular com amplitude em toda Campinas, sua participação na campanha eleitoral certamente que enriquecerá e muito o debate porque ele será um contraponto crítico dissidente que rompeu com campo governista em Campinas e isso significa que ficará mais difícil o discurso de Jonas e aliados na defesa do atual governo.


Flávio Luiz Sartori
Aqui como cidadão de brasileiro de Campinas

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

ATAQUE A JAQUES WAGNER NO ESTADÃO SIGNIFICA QUE ELE JA INCOMODA. GOLPISTAS E TREVOSOS SE MOVIMENTAM A PARTIR DO MESMO SUBMUNDO DE ONDE VEIO EDUARDO CUNHA.

Não se iludam, contra Jaques Wagner, todos forças das 
trevas e do golpismo se unirão.


Até que demorou muito para que o Partido da Imprensa Golpista, o PIG, partisse para o ataque contra o Ministro Chefa da Casa Civil, Jaques Wagner, principalmente porque depois que ele assumiu o posto, a melhora nas ações políticas do Governo Dilma cada vez mais pode ser sentida no dia a dia.

A segurança com que o ministro deixou bem claro que o governo já teria os votos necessários para barrar o golpe disfarçado de Impeachement na Câmara dos Deputados deve ter alertado os grupos golpistas, principalmente o PSDB, que rapidamente acionaram seus parceiros, por enquanto notadamente o Estadão, que imediatamente direcionaram suas artilharias contra Jaques Wagner.

Não interessa neste momento, mesmo depois da histórica derrota no Supremo no final do ano passado, aos setores golpistas liderados pelo PSDB, que as coisas, principalmente na economia e na articulação política, comecem a ficar um pouco melhores para o Governo Dilma. Para estes setores da oposição que não aceitam a derrota de 2014, o clima precisa continuar pesado e instável porque só assim eles poderão manter suas expectativas de chegar ao poder antes de 2018.

Por isso mesmo, neste momento, atacar um dos principais ministros da Presidenta Dilma Roussef, parece ser a melhor saída, até mesmo porque isto teria também a finalidade de esconder um pouco o noticiário sobre os atos corruptos e a possível cassação ou afastamento do Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, que até recentemente era para a oposição golpista e seus apoiadores na imprensa, principalmente a Globo dos irmãos Marinho, Estadão e Folha UOL, o principal meio de levar adiante o golpe da estado “a la Paraguai”.

Jaques Wagner, no entanto, deverá ficar cada vez mais esperto e ligado em todas movimentações que ocorrerão em torno de sua ação política, os interessados em ver seu poder diminuído ou sua ação política enfraquecida, certamente que poderão não estar só na oposição, porque é notório que dentro do Governo Dilma existem ações políticas que fogem a lógica da própria sustentação política do Governo a partir do PT e seus principais aliados. Não precisamos voltar muito no tempo para lembrar que, até filhos do ex Presidente Lula, já foram vítimas do que seria o “fogo amigo” do Governo.

Por isso mesmo, não seria de se estranhar muito se parte destes ataques a Jaques Wagner estivessem vindo de setores instalados no próprio Governo, o que seria um imensa idiotice e falta de consciência de unidade no campo progressista que sustenta o Governo Dilma.


Flávio Luiz Sartori