quinta-feira, 14 de agosto de 2014

CONTRA A MANIPULAÇÃO DA DIREITA E DO PARTIDO DA IMPRENSA GOLPISTA, O PIG, PRINCIPALMENTE A GLOBO, A MELHOR VACINA SERÁ O PLEBISCITO PARA A REFORMA POLÍTICA.


Em 2010 a campanha de Serra contratou o sinistro guru marqueteiro 
americano de ascendência indiana Ravi Singh, foi ele que planejou 
a campanha apócrifa de difamação contra Dilma Roussef, que 
acabou ajudando Marina Silva na reta final do primeiro turno 
da eleição presidencial.

A morte do candidato do PSB Eduardo Campo, ex governador de Pernambuco e também ex aliado do Ex Presidente Lula, da maneira trágica como aconteceu nesse momento é um acontecimento ainda visto pela opinião pública sob a ótica da emoção. No entanto, isso não vai durar muito tempo, logo a razão vai voltar a realidade e o voto terá que ser decidido tendo como base o que o eleitorado julgar melhor para o Brasil em função da conjuntura, principalmente econômica.

Por isso mesmo, continuo firme na minha leitura, a votação da Marina Silva no primeiro turno em 2010 foi fruto do efeito de uma campanha de difamação apócrifa, diga-se de passagem, feita pela estratégia eleitoral  do então candidato tucano  a presidência José Serra. 

Como Dilma Roussef era pouco conhecida, uma parte do eleitorado mesmo apoiando o mandato que se encerrava do Ex Presidente Lula, sob efeito da campanha de difamação serrista, titubeou e não votou em Dilma na reta final da campanha eleitoral. 

Esses votos também não foram para Serra, se transformaram em votos de protesto e acabaram em Marina Silva, que até hoje ainda acredita, com um certo ar de oportunismo, que a vitória foi dela. Então foi criado um mito em torno da figura de Marina Silva, tanto é que o próprio José Serra se refere à ela como sendo um "171". 

Hoje, tanto a campanha de Dilma, como até a de Aécio vão estar vacinados contra isso e nem uma rede de boatos terá a mesma amplitude, o povo esta vacinado. 

Pode ser que parte do clamor que teve origem em segmentos do voto jovem e na classe média alta e que levaram as manifestações do ano passado seja reativado na campanha eleitoral deste ano, principalmente na televisão e na web. Mas a vacina esta ai disponível, é a reforma política com plebiscito.


Flávio Luiz Sartori

quarta-feira, 23 de julho de 2014

PESQUISAS DO DATAFOLHA DO ULTIMO FINAL DE SEMANA FORAM MANIPULADAS E NÃO DEVEM SER LEVADAS EM CONTA COMO PARÂMETRO PARA LEITURAS POLÍTICAS SÉRIAS. O OBJETIVO DELAS FOI UM SÓ: CRIAR UM CLIMA NEGATIVO PARA O PT E ALIADOS FAVORECENDO O PSDB DE FORMA DESCARADA.


É assim que o PSDB e o Datafolha pretendem que você
esteja no dia da eleição.


Desde o ultimo final de semana com a divulgação das ultimas pesquisas do Datafolha leio análises de todos os lados, tanto daqueles que pretendem "ajudar" o Aécio, a turma do jornalismo ligada a seus patrões, como por exemplo, os irmãos Marinho e até mesmo gente do nosso campo, que infelizmente não consegue assumir o óbvio, ou seja que as pesquisas, principalmente do Datafolha, são MANIPULADAS.

Para entender o Datafolha e até mesmo o acanhado IBOPE de ontem, 22/07, é necessário analisar a situação do PSDB e de toda oposição e aliados, cada vez mais pressionados, com possibilidades de resultados positivos muito reduzidas, principalmente nos três estados mais importantes eleitoralmente, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. No Rio as chances dos tucanos coadjuvantes estão muito reduzidas, em Minas terão uma dura batalha contra o candidato petista Fernando Pimentel e São Paulo, talvez, seja para o PSDB a ultima trincheira, com mídia tradicional tentando criar um clima de ufanismo em uma realidade de condições em que se dará o debate político, com o agravante do problema da falta de água, que aponta para uma situação complicadas e não o mar de rosas que o fraudulento Datafolha tentou mostrar.

Por isso São Paulo se transformou na ultima na ultima fortaleza da oposição de direita capitaneada pelo PSDB. Derrubar a candidatura Padilha e mostrar uma gestão Haddad na cidade de São Paulo em baixa é uma questão de sobrevivência para os tucanos. Nesse sentido, o Datafolha é apenas uma ferramenta para criar fatos contra adversários do PSDB a serviço da Folha de São Paulo dos Frias, aliados de longa data da elite atrasada brasileira que já foi escravagista até o século XIX e tem sua maior concentração em São Paulo.

A estratégia tem como principal tarefa impedir que o PT esteja forte na reta final da eleição paulista, aliás como aconteceu em Campinas e São Paulo na eleição municipal de 2012, porque se isso acontecer, ainda mais com a existência da competitiva candidatura Skaf pelo PMDB, a possibilidade do PSDB perder o Governo de São Paulo, tanto para Padilha quanto para Skaf, será real como nunca aconteceu antes. Nesse caso até Aécio tem seu interesse porque quanto mais votos Alkimin tiver mais ele terá.

Por isso a ordem é desacreditar Padilha e o melhor meio é desqualificar Haddad, daí a abrupta queda de aprovação do Prefeito de São Paulo, de 36% para 47% de Ruim e Péssimo no mentiroso Datafolha do ultimo final de semana.


O desespero esta levando o PSDB e seus principais aliados na mídia tradicional apoiadora das elites, Estadão. Veja, Folha dos Frias e Rede Globo dos irmãos Marinho, a perderem o sentido da razão e apelarem para o amadorismo com mentiras sem pé nem cabeça. Fazem isso porque não respeitam as pessoas. Para eles nós sempre fomos e sempre seremos apenas e tão somente MASSA DE MANOBRA.


Flávio Luiz Sartori

segunda-feira, 30 de junho de 2014

ALEXANDRE PADILHA SEMPRE FOI E CONTINUA SENDO UM FORTÍSSIMO CANDIDATO AO GOVERNO DE SÃO PAULO. RESULTADOS DE PESQUISAS DUVIDOSAS FABRICADAS PARA ENFRAQUECER SUA CANDIDATURA SERÃO DESMASCARADOS COMO FORAM NA ELEIÇÃO PARA PREFEITO DE CAMPINAS EM 2012.


Márcio Pochmann saiu de 1% no duvidoso IBOPE em Julho de 2012 para
quase 30% dos votos em Outubro de 2012. Alexandre Padilha certamente 
repetirá a façanha quando a verdade começar a aparecer no
debate durante a campanha eleitoral.



Como profissional de pesquisa de mercado e opinião não acredito em pesquisas eleitorais do IBOPE e, principalmente do Datafolha. Os seguidos erros destas empresas de pesquisa sempre com resultados favoráveis aos candidatos do PSDB e das mídias controladas pelas elites tradionais deixam claro que as pesquisas eleitorais para essas empresas se transformaram em truques de mídia para mostrar certos candidatos em alta na opinião pública ao mesmo tempo também impedir o crescimento de outros candidatos desacreditando eles com números desfavoráveis.

Na eleição deste ano para o Governo de São Paulo a mídia nativa e tradicional, principalmente a Folha, o Estadão, a Veja e a Globo dos sonegadores irmãos Marinho, aliada do PSDB e seus parceiros a muito tempo, tem feito um esforço descomunal para tentar desacreditar a candidatura ao Governo de São Paulo do ex Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que tem apoio da Presidenta Dilma Roussef e o ex Presidente Lula.

Sabendo que a situação do Governador Geraldo Alkimin é cada vez mais difícil, depois de vinte anos de tucanos e aliados no poder, com desgastes que cada vez mais se avolumam, a elite tradicional paulista se refugia na possibilidade de ascensão da candidatura do empresário e ex presidente da FIESP, Paulo Skaf, como uma carta na manga contra Alexandre Padilha, caso o atual governador tucano não consiga ter condições de se reeleger. Por isso atacam o candidato do PT apoiado por Lula de forma covarde praticamente todas semanas nos últimos meses.

Ora, se Padilha fosse fraco como mostra a última pesquisa do duvidoso Datafolha, porque ele estaria sendo atacado e sofrendo tentativa de descrédito dessa forma a todo momento? A pouco li a repórter coxinha da Globo News, Cristiana  Franco, escrever um artigo tentando prefetizar que o PT estaria fora do embate em São Paulo. Ledo engano.

A candidatura de Alexandre Padilha é muito forte e, se o ex ministro para o sempre duvidoso Datafolha, hoje, teria 3% das intenções de votos, seria bom lembrar de uma situação similar de 2012, que é a prova concreta de que as pesquisas duvidosas sempre acabam desmascaradas.

Em 2012 na eleição para Prefeito de Campinas o IBOPE divulgou pesquisa no dia 20 de Julho onde o candidato do PT, o Professor Márcio Pochmann, aparecia com apenas 1% de intenções de votos diante de 17% do então Prefeito Pedro Serafim e 43% de Jonas Donizette. No dia 31 de Agosto de 2012 o mesmo IBOPE divulgou pesquisa mostrando Jonas com 50%, Pedro Serafim com 12% e Márcio Pochmann com 8%. Em outra pesquisa do IBOPE no dia 20 de Setembro de 2012, Jonas tinha 42%, Marcio Pochmann já era o segundo com 18% e Pedro Serafim tinha 15%. No dia 6 de Outubro, véspera da eleição, pelo mesmo IBOPE, Jonas mantinha 42%, Márcio crescia para 19% e Pedro também mantinha 15%. O resultado final da eleição mostrou Jonas com 47,6%, Márcio Pochmann com 28,56% (quase 30%) e Pedro Serafim com 18,47% dos votos válidos no primeiro turno.

Observem que Márcio Pochmann, de acordo com o duvidoso IBOPE, saiu de 1% na metade de Julho de 2012 para quase 30% de votos válidos em praticamente dois meses e meio de campanha eleitoral, portanto é o caso de se perguntar, em que se baseiam as análises que dão conta da inviabilidade da candidatura de Alexandre Padilha ao Governo de São Paulo hoje? Resposta, em nada, não tem fundamento, são meros exercícios de sofisma para iludir e enganar a opinião pública, aliás, como tem sido a prática da mídia conservadora que apóia o PSDB e seus aliados desde os anos noventa do século passado.

Como ocorreu com Márcio Pochmann em Campinas em 2012, assim que começar a propaganda eleitoral na televisão e no rádio, Alexandre Padilha vai subir nas pesquisas eleitorais e certamente estará em um segundo turno em São Paulo porque a verdade vai prevalecer e se sobrepor a mentira. Quem viver verá...


Flávio Luiz Sartori

segunda-feira, 2 de junho de 2014

VÍDEO MOSTRA FOTOGRAFIAS INÉDITAS DA ESCRAVIDÃO, UMA MANCHA NA NOSSA HISTÓRIA, QUE AS ELITES ESCRAVAGISTAS QUE SEMPRE GOVERNARAM O BRASIL DESDE O INICIO DA COLONIZAÇÃO A MAIS DE 500 ANOS, SEMPRE FIZERAM QUESTÃO DE TENTAR ESCONDER.


Mulher negra com o filho, Salvador, em 1884 
(Marc Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles).

A sequência de fotografias mostra o semblante de sofrimento diante da humilhação em que os negros eram obrigados a se submeter aqui no Brasil na condição de escravos. Vale a pena assistir e refletir.



Flávio Luiz Sartori

sábado, 24 de maio de 2014

JOAQUIM BARBOSA E RONALDO O FENÔMENO SE TRANSFORMARAM EM MEROS JOGUETES DOS INTERESSES DA MÍDIA COMPROMETIDA A SERVIÇO DA OPOSIÇÃO, PRINCIPALMENTE A GLOBO DOS IRMÃOS MARINHO.


Joaquim Barbosa e Ronaldo o Fenômeno: Nas mãos dos irmãos Marinho?

Imaginem o que aconteceria se o Jornal Nacional ou o Fantástico, mesmo com suas audiências em baixa, decidissem fazer uma reportagem com a ex esposa de Joaquim Barbosa que afirma ter sido agredida por ele. Certamente que isso seria muito ruim para Joaquim Barbosa. Isso acabaria com sua imagem, mesmo que fosse desmentido.

A alguns anos o jogador Ronaldo, o Fenômeno, foi flagrado na companhia de travestis, a confusão terminou  em uma delegacia de polícia no Rio de Janeiro.

Joaquim Barbosa e Ronaldo tem algo em comum, o “rabo preso”, podem ser reduzidos a meros mortais com suas fraquezas a qualquer momento. Eles não tem saída, estão nas mãos do Partido da Imprensa Golpista, o PIG, suas imagens podem ser destruídas perante a opinião pública a qualquer momento.

Basta um recado bem dado para qualquer um deles e não existirá outra saída a não ser ter que fazer aquilo que não desagradará figuras, como por exemplo, os irmãos Marinho da Rede Globo.

Ronaldo, o Fenômeno, mais do que ninguém precisa da Globo para sobreviver na mídia, para ele não existe outra saída. Para não correr o risco de ver sua imagem associada novamente ao episódio dos travestis, teve que se transformar em “amigo” de Aécio Neves desde de criancinha.

Algumas pessoas conhecidas minhas costumam “dar conselhos” para eu tomar cuidado quando exerço minha crítica velada ao poder dos irmãos Marinho da Rede Globo. Mesmo pessoas que militam no nosso campo, muitas vezes, se retraem e se escondem diante do poder de uma Folha de São Paulo, Estadão, Veja, Rede Globo e até mesmo o tal do Correio Popular aqui em Campinas.

As elites que dominaram o Brasil até 2002 sempre tiveram e continuam tendo como parte de seu poder de persuasão a chantagem exercida através do medo para tentar calar aqueles que discordam deles.

Recentemente o técnico da Seleção Brasileira, Luiz Felipe Scolari, teve seu nome associado a noticias de sonegação de impostos em Portugal, o craque Neymar também sofreu este tipo de pressão.

Enquanto continuarmos aceitando este tipo de pressão e chantagem seremos obrigados a viver sempre sob a realidade do medo.  Para reagir contra isso temos que ter coragem, mesmo que seja para pagar caro pelo que erramos no passado.


Se não formos capazes de reagir, não nos restará outra alternativa, a não ser, a submissão aos caprichos dos poderosos.


Flávio Luiz Sartori

terça-feira, 20 de maio de 2014

SINDICATOS COMANDADOS POR PELEGOS QUE SE RECUSAM A DEIXAR O PODER ESTÃO CADA VEZ MENOS REPRESENTATIVOS E SENDO SUBSTITUÍDOS POR LIDERANÇAS ESPONTÂNEAS.



Motoristas cruzam os braços em São Paulo sem apoio do
sindicato da categoria.

Na semana passada os motoristas e cobradores de ônibus do município do Rio de Janeiro fizeram dois dias de greve, foi um movimento não encampado pelo sindicato da categoria, que já tinha negociado com os proprietários das empresas de ônibus e inclusive aprovado em assembléia um índice de aumento que uma parte significativa da categoria não aceitou e resolveu se organizar em uma greve paralela utilizando-se de de piquetes, fechamento de vias de acesso, terminais e garagens.

Esta situação também se repetiu ontem, 20/05, em São Paulo, depois que uma parte dos trabalhadores não concordou com o acordo firmado entre trabalhadores e patrões e partiu para uma paralisação organizada em um movimento espontâneo paralelo, que acabou por causar um verdadeiro caos no município.

Em ambas situações as autoridades municipais foram “pegas” de surpresa.

A alguns anos atrás acompanhei uma eleição para o sindicato dos condutores em Campinas, a oposição estava muito bem organizada, só era possível ver a campanha eleitoral deles na rua, não aparecia nada da situação, tudo parecia indicar no sentido de que a oposição seria vitoriosa. Depois fiquei sabendo pelos motoristas e cobradores da chapa de oposição que nos dias da eleição apareceu motorista e até mesmo pessoas se dizendo motoristas, que eles nem sabiam que existiam. Resultado a situação saiu vencedora. Os membros da oposição denunciaram aquilo que seria a fraude, mas não aconteceu nada, a tempos que a imprensa faz o jogo dos proprietários das empresas de ônibus.

As oposições sindicais se organizam e vencem as eleições, porém não levam, porque são “derrotadas” por arranjos ilegais, assim pelegos que  não representam  mais a totalidade da base dos sindicatos que comandam, permanecem negociando em nome de uma categoria de trabalhadores, que na realidade querem ver eles pelas costas a muito tempo.

É exatamente isso que esta acontecendo com os sindicatos dos  condutores de São Paulo e do Rio de Janeiro.

As manifestações de junho e julho do ano passado mostraram que significativos setores da sociedade brasileira estão cada vez mais descrentes em governos, instituições e representações sociais no Brasil. Nesse quatro, os sindicatos também estão inseridos, principalmente aqueles comandados por pelegos que perderam o rumo da história e teimosamente, de forma oportunista se negam a deixar o poder.

A perda de controle sobre a base sindical por parte dos pretensos dirigentes dos sindicatos dos condutores em São Paulo e no Rio de Janeiro é um sintoma desse novo momento que a sociedade brasileira vive.

Cansados de serem traídos e passados para trás os motoristas e cobradores estão partindo para tentarem fazer valer seus direitos com “suas próprias mãos”. Simplesmente ignoraram o papel histórico e institucional de seus sindicados porque estes já a muito tempo não representam nada para eles.


As autoridades públicas, principalmente na esfera municipal, terão que se adaptar a nova realidade e passar a buscar interlocução junto a estes novos líderes, caso contrário, continuaram sendo pegas de surpresa por movimentos espontâneas que são decorrentes  da frustração de trabalhadores que, cada vez mais perdem a confiança em seus sindicatos. 


Flávio Luiz Sartori

domingo, 27 de abril de 2014

DIRETO DO BRASIL 247, ALBERTO CANTALICE MOSTRA COMO O MONOPÓLIO MIDIÁTICO PERDE TERRENO PARA AS REDES SOCIAIS E OS BLOGS.






Direto do Brasil 247: http://linkis.com/brasil247.com/PDriG

Cresce a audiência dos blogs progressistas no país. Esses são os verdadeiros defensores de uma nova visão de combate à mesmice e a ditadura do pensamento único.

Vivendo sob um cerco cada dia mais estreito por parte da mídia conservadora, as forças democráticas investem, cada vez mais, na comunicação pela via da internet. Esses novos ventos de modernidade levaram a aprovação pelo Congresso nacional da lei do marco civil da internet, colocando o Brasil na vanguarda mundial, sendo essa lei como uma verdadeira "constituinte" da rede, coletando elogios pelo mundo.

O monopólio exercido pelas famílias dos grandes meios de comunicação, no início, tentou influenciar para que a proposta viesse na medida de suas orientações. Ao não conseguir vencer a "queda de braço" com as empresas de telecomunicações acabou apoiando a proposta vencedora.
Fiz esse preâmbulo para entrar no cerne da questão: o papel preponderante das redes sociais para rebater as calúnias e mentiras que diuturnamente são disseminadas por essa mesma mídia contra as ações dos governos populares.

Infelizmente ainda não foi regulamentado o direito de resposta, que exigiria do veículo caluniador proporcionar o mesmo espaço e tempo de exposição para aqueles que fossem vítimas de crimes de imprensa. Enquanto isso não acontece só nos resta trabalhar nas redes sociais.

Cresce a audiência dos blogs progressistas no país. Esses são os verdadeiros defensores de uma nova visão de combate à mesmice e a ditadura do pensamento único. Foi tamanho o absurdo a forma como os jornalões trataram a entrevista concedida pelo ex-presidente Lula aos blogueiros, denotando uma certa inveja pelo fato destes terem sido excluídos do rol de entrevistadores.

Nós do Partido dos Trabalhadores defendemos uma verdadeira democratização das comunicações no Brasil, inclusive, ajudando a promover uma campanha nacional de coleta de assinaturas com vistas a apresentação ao congresso nacional de um projeto de lei que regulamente o mercado e ponha fim a essa vergonhosa "oligopolização" dos meios de mídia que não tem paralelo no mundo.

Entender a dinâmica das novas ferramentas de comunicação, inclusive, buscando subsídios e interações fora do chamado eixo Rio-São Paulo é um dos objetivos do PT. Temos realizado oficinas de redes sociais em todas as regiões do país, estamos tentando contribuir para a construção de uma linguagem dinâmica e mais próxima das exigências desse Brasil cada vez mais integrado e solidário, cujas potencialidades foram esquecidas ou até estigmatizadas pelo elitismo midiático.

A forma como a questão da política vem sendo tratada pela mídia comercial merece uma profunda reflexão daqueles que lutam pela preservação da democracia e do estado de direito em nosso país. A criminalização exacerbada da política visa, no meu entender, tentar apartar a maioria da população das discussões da política.

A resistência política e cultural em toda a história brasileira partiu dos setores de esquerda e progressista. O conservadorismo baseado no tripé tradição, família e propriedade, cujos sustentáculos principais são os "donos do dinheiro" e os capitães dos veículos de mídia esgrimam pela sua preservação. A luta contra esse estado de coisas além de árdua será longa. Não se pode engolir o fato destes "senhores" arvorarem em guardiões do interesse nacional quando na verdade operam pelo fortalecimento dos seus interesses de grupo.

Desmistificá-los, trazendo para a luz do debate o mal que faz a nação brasileira a persistência do monopólio, torna-se tarefa urgente e primordial das forças progressistas.
A rede petista e dos demais setores políticos e sociais do campo da esquerda têm trabalhado na conscientização e na busca de novos caminhos.



sábado, 19 de abril de 2014

DIRETO DA CARTA CAPITAL: ADVOGADO PEDRO SERRANO DENUNCIA A GRAVÍSSIMA TENTATIVA DE QUEBRAR O SIGILO DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA.


Advogado Pedro Serrano expressa sua indignação com
a tentativa de espionar a Presidenta Dilma Roussef.






sábado, 12 de abril de 2014

DIRETO DO THE GUARDIAN: GRANDE PARTE DAS MANIFESTAÇÕES DOS ÚLTIMOS DOIS ANOS FORAM ORGANIZADAS PARA DEFENDER PRIVILÉGIOS DE MINORIAS, DE CLASSES MÉDIAS ALTAS E ELITES QUE NÃO SE CONFORMAM EM ESTAREM FORA DO PODER...

Na Venezuela as maiores manifestações, que levaram milhões
as ruas, foram de apoio ao Governo Maduro.


VENEZUELA MOSTRA QUE PROTESTO PODE SER UMA DEFESA DE PRIVILEGIO. 

Direto do The Guardian por Seumas Milne

Se já não soubéssemos disso, a disparada nos protestos mundiais dos dois últimos anos ensinou uma vez mais a lição de que protestos de massa podem ter significados sociais e políticos inteiramente diferentes.
Usar bandanas e montar barricadas – ou ter queixas legítimas – não significa automaticamente que os manifestantes estejam lutando pela democracia e pela justiça social.

Nos últimos 12 meses, da Ucrânia à Tailândia, Egito e Venezuela, protestos em larga tiveram por objetivo, em alguns casos com sucesso, a derrubada de governos eleitos.

Em alguns países, as manifestações de massa foram lideradas por organizações da classe trabalhadora, em protesto contra a austeridade e o poder das grandes empresas.

Em outros, a inquietação promovida predominantemente pela classe média serve de alavanca à restauração de elites derrubadas.

Às vezes, na ausência de uma organização política, os protestos podem combinar as duas coisas. Mas não importa quem representem, na TV tendem a parecer iguais.

E as manifestações de rua vêm sendo tão efetivas em mudar governos, nos últimos 25 anos, que as grandes potências mundiais passaram a se envolver pesadamente no negócio do protesto.

Desde a derrubada do governo eleito de Mohammad Mossadegh, no Irã da década de 50, quando a Agência Central de Inteligência (CIA) norte-americana e o serviço secreto britânico MI-6 pagaram manifestantes pelos protestos contra o governo, os Estados Unidos e seus aliados são os líderes nesse campo: promovendo “revoluções coloridas”, bancando ONGs que promovem suas causas e treinando estudantes ativistas, alimentando o protesto nas mídias sociais e denunciando – ou ignorando – as ações violentas da polícia que reprime os protestos, de acordo com as conveniências de cada momento.

E depois de um período em que se vangloriavam de promover a democracia, eles estão voltando aos métodos antidemocráticos.

Um exemplo é a Venezuela, que nos dois últimos meses se viu abalada por protestos contra o governo com o objetivo de derrubar a administração socialista de Nicolas Maduro, eleito presidente no ano passado como sucessor de Hugo Chávez.

A oposição direitista da Venezuela há muito tem problemas com essa história de democracia, tendo sido derrotada em 18 das 19 eleições e referendos realizados desde que Chávez foi eleito pela primeira vez, em 1998 – em um processo eleitoral descrito pelo ex-presidente norte-americano Jimmy Carter como “o melhor do mundo”.

As esperanças da direita cresceram em abril do ano passado quando o candidato presidencial oposicionista foi derrotado por Maduro por margem de apenas 1,5% dos votos. Mas em dezembro, eleições nacionais conferiram 10% de vantagem nas urnas à coalizão chavista.

Assim, no mês seguinte líderes oposicionistas ligados aos Estados Unidos – diversos dos quais envolvidos no fracassado golpe apoiado pelos norte-americanos contra Chávez em 2002 – lançaram uma campanha para derrubar Maduro, apelando aos seus seguidores que “inflamassem as ruas com nossa luta”.

Com inflação alta, uma onda de crimes violentos e escassez de produtos básicos, havia muito com que alimentar a campanha – e os manifestantes responderam ao apelo literalmente.

Há oito semanas, eles vêm queimando universidades, edifícios públicos e estações de ônibus, e até 39 pessoas morreram [já são 40 os mortos].

A despeito das alegações do secretário de estado norte-americano John Kerry de que o governo está travando uma campanha de terror contra seus cidadãos, as provas sugerem que a maioria das vítimas fatais foi causada pela oposição, e entre elas estão oito membros das forças de segurança e três motociclistas decapitados por arames estendidos diante de barricadas.
Quatro simpatizantes da oposição foram mortos pela polícia, e diversos policiais foram detidos por conta disso.
Aquilo que vem sendo retratado como protesto pacífico tem todas as marcas de uma rebelião antidemocrática, eivada de privilégio de classe e racismo.

Formadas esmagadoramente por membros da classe média e confinadas aos bairros brancos e ricos, as manifestações agora se reduziram a atentados com bombas incendiárias e a combates ritualizados com a polícia, enquanto algumas alas da oposição concordaram em dialogar para a paz.

O apoio ao governo continua sólido nas áreas de classe trabalhadora, enquanto isso. Como disse Anacauna Marin, ativistas local no barrio 23 de Janeiro, em Caracas, “historicamente protestos eram uma maneira de os pobres exigirem melhora em suas condições. Mas aqui os ricos estão protestando e os pobres estão trabalhando”.

Não surpreende em nada, portanto, nas circunstâncias, que Maduro considere o que está acontecendo como uma desestabilização patrocinada pelos Estados Unidos, à moda da Ucrânia, como ele me disse. A alegação norte-americana de que essa é uma desculpa “infundada” é absurda.

Há volumosas provas de subversão norte-americana na Venezuela – do golpe de 2002 a cabogramas revelados pelo WikiLeaks que delineiam planos norte-americanos para “penetrar”, “isolar” e “dividir” o governo venezuelano, passando por contribuições financeiras continuadas e generosas a grupos oposicionistas.

Isso não acontece apenas porque a Venezuela controla as maiores reservas mundiais de petróleo, mas porque encabeça a maré progressista que varreu a América Latina na última década: desafiando o domínio norte-americano, recuperando recursos controlados por grandes empresas e redistribuindo a riqueza e o poder.

A despeito de seus atuais problemas econômicos, as realizações da Venezuela revolucionária são indisputáveis.

Desde que retomou o controle de seu petróleo, a Venezuela o vem usando para reduzir a pobreza à metade e a pobreza extrema em 70%, para expandir imensamente o serviço de saúde pública, a habitação, a educação e os direitos da mulher, para aumentar as aposentadorias e o salário mínimo, estabelecer dezenas de milhares de cooperativas e empreendimentos públicos, colocar recursos nas mãos de uma democracia participativa e de base, e bancar programas de saúde e desenvolvimento em toda a América Latina e Caribe.

Assim, não surpreende que os chavistas de Maduro continuem a contar com apoio majoritário. Para sustentá-lo, o governo terá de controlar a escassez e a inflação – e tem os meios para fazê-lo.
Os preços dispararam depois que as autoridades cortaram o fluxo de dólares para o setor privado, que domina as importações e a oferta de alimentos, enquanto boa parte dos produtos de preço controlado são exportados para a Colômbia e outros países para venda a preços muito mais altos.

Um recente relaxamento dos controles de câmbio já teve impacto. Apesar de todos os problemas a economia venezuelana continuou a crescer, e o desemprego e pobreza a cair.

A Venezuela está longe de ser o pandemônio que seus inimigos gostariam. Mas o risco é que, quando os protestos perderem o ímpeto, partes da oposição passem a recorrer à violência para compensar por seus fracassos nas urnas.

A Venezuela e seus aliados progressistas na América Latina importam para o resto do mundo – não porque ofereçam um modelo econômico e político pronto para ser copiado, mas porque demonstraram que existem múltiplas alternativas sociais e econômicas ao sistema neoliberal fracassado que ainda domina o Ocidente e seus aliados.

Os adversários do país esperam que o ímpeto de mudança da região tenha se esgotado com a morte de Chávez.

As recentes eleições da esquerdista Michelle Bachelet, no Chile, e do ex-líder esquerdista Sánchez Cerén, em El Salvador, sugerem que a maré continua a subir. Mas poderosos interesses, nesses países e no exterior, estão determinados a garantir que fracassem – o que significa que novos protestos ao estilo da Venezuela estão por vir.

PATATIVA DO ASSARÉ DECLAMA POESIA, FALA "AS VERDADES" AOS PODEROSOS RESPONSÁVEIS POR 500 ANOS DE ESCRAVIDÃO, DESIGUALDADE E MISÉRIA DE UM BRASIL QUE NUNCA DESISTIU DE SER MAIS JUSTO.


Patativa do Assaré, ninguém maltrata o povo sem ouvir "as verdades".


Quando eu era menino, minha mãe falava sempre que a coisa "esquentava" que o que tinha que acontecer  era "falar as verdades". Minha mãe estava certa, nada melhor que falar as verdades...

Patativa do Assaré: Senhor Doutor

segunda-feira, 7 de abril de 2014

DIRETO DO OBSERVATÓRIO DE IMPRENSA, LUCIANO MARTINS COSTA MOSTRA COMO A FOLHA DE SÃO PAULO CRIOU UM CLIMA PARA TENTAR INFLUENCIAR O RESULTADO DA PESQUISA DE SEU PRÓPRIO INSTITUTO.


As pesquisas foram transformadas em componentes de manipulação 
onde o resultado verdadeiro deixou de ser o mais
 importante para se tornar irrelevante.


A pesquisa que sumiu dos jornais
Por Luciano Martins Costa em 07/04/2014 na edição 792

O leitor e a leitora que costumam ler os jornais nas entrelinhas devem estar estranhando o fato de que, na segunda-feira (7/4), praticamente sumiram das páginas dos diários as análises sobre a mais recente pesquisa Datafolha de intenção de voto. Apenas a própria Folha de S.Paulo dá algum destaque ao assunto, no texto que anuncia uma entrevista do presidente do Partido dos Trabalhadores, Rui Falcão.

Pode parecer estranho, portanto, a quem costuma analisar criticamente a imprensa, que, depois de quase uma semana chamando a atenção para aquilo que deveria ser a hora da virada na política, os jornais tenham simplesmente abandonado o tema, depois de haverem destacado, no domingo, que a pesquisa apontava uma queda de 6 pontos porcentuais na preferência dos brasileiros pela reeleição da presidente Dilma Rousseff.

O que há por trás de tanto desânimo na imprensa com um tema que lhe é sempre muito caro?

Primeiramente, é preciso pontuar que este observador tem sérias restrições a consultas de opinião sobre determinados assuntos feitas por instituto que leva o nome do órgão de comunicação – a simples confusão entre os nomes pode influenciar diretamente na formação da opinião que será colhida. Basta uma questão para colocar areia no ventilador: quantos, entre os consultados pelo instituto, são leitores frequentes da própria Folha, ou seja, têm suas convicções alimentadas pelo jornal? Ou alguém duvida do poder de indução da imprensa?

Estabelecido esse ponto, voltemos à pesquisa propriamente dita e a seus antecedentes. No dia 1º de abril, véspera do início das consultas, a manchete do noticiário econômico da Folha era: “Inflação pode chegar ao pico de 6,72% às vésperas do 1º turno”. Coincidência? Muito improvável.

Nos dias seguintes, os três principais jornais de circulação nacional mantiveram em primeira página o escândalo da Petrobras, e nos dois dias que antecederam o anúncio da pesquisa foram unânimes em profetizar que a vantagem da atual presidente iria cair em função desse noticiário.

E qual foi o mote do Datafolha e da imprensa em geral, no domingo (6/4), ao analisar o resultado da pesquisa? O suposto pessimismo econômico que vem sendo diligentemente alimentado pelos jornais sobre uma base de dados altamente controvertida.

Vazamento de informações

Observe-se que alguns dados da pesquisa, que ainda estava em andamento, já haviam vazado na quarta-feira (2/4), primeiro dia da consulta, quando blogueiros especializados e sites de analistas financeiros começaram a anunciar que a presidente teria perdido grande parte de sua vantagem eleitoral, o que estaria provocando uma forte valorização de ações da Petrobras. Essa informação veio a ser destaque dos jornais no dia 3, quando os pesquisadores ainda estavam em campo.

Portanto, há aqui pelo menos duas questões relevantes a serem analisadas: o Datafolha vazou dados de uma pesquisa em andamento para os editores da Folha? Se as especulações do mercado, que foram veiculadas por sites respeitados entre investidores, não tinham fundamento, por que a Folha não os desmentiu antes de divulgar o resultado oficial? Pelo contrário, a Folha respaldou a ideia de que uma eventual queda na vantagem da presidente teria motivado o mercado, levando à recuperação dos negócios na Bolsa de Valores.

Essas perguntas não terão resposta, mesmo porque, se levada a fundo, a eventual vantagem de investidores, que teriam realizado lucros com ações da Petrobras com base em informação privilegiada, teria que ser investigada. Mais interessante é analisar o resultado da pesquisa em si.

Segundo o Datafolha, o ambiente social no Brasil está dominado “por crescente pessimismo com a economia e forte desejo de mudança”. Essa seria, segundo o instituto, a causa principal da queda das intenções de voto na presidente da República.

O problema é que, no cenário mais provável, tendo os candidatos Aécio Neves e Eduardo Campos como principais adversários, Dilma Rousseff ganharia a eleição no primeiro turno.

Se é verdade que há certo desejo de mudança, ele não se incorpora nos candidatos oposicionistas, mas se projeta, em primeiro lugar, na figura do ex-presidente Lula da Silva, na própria presidente Dilma e na ex-senadora Marina Silva, mas Lula e Marina não são cotados para disputar a Presidência.

O desejo de mudança é saudável, numa sociedade ainda marcada por fortes injustiças e carências. Mas o modelo defendido pela imprensa não parece convencer o eleitor.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

O QUE ESTA FALTANDO NO BLOG? TEXTO? SIIIIIIIIIMMMMM, MAS ANTES MÚSICA.....


John Fogerty - The Old Man Down The Road



Flávio

sábado, 29 de março de 2014

SEXUALIDADE E ADOLESCÊNCIA !!! POR DISLENE DE LEMOS, MÉDICA GINECOLOGISTA, OBSTETRA E SEXÓLOGA.


Para a Dra. Dislene Lemos a participação dos pais na educação sexual
dos filhos é fundamental.


Em nossa sociedade o tema sexualidade ainda é um tabu, cercado de mistérios. Os problemas relativos à sexualidade são muito freqüentes. 

Dada a relevância do tema, deveria haver clara discussão entre adultos e adolescentes, principalmente pais e filhos, professores e alunos. Por outro lado, sabemos que os adultos que cercam o adolescente, têm dificuldade para abordar esse tema, impedindo com isso que os jovens tenham uma fonte confiável e segura, para esclarecer suas dúvidas. Há a considerar o temor dos adultos de que o conhecimento do corpo pelo adolescente facilite ou o leve ao ato sexual precoce. Uma ideia errônea, que infelizmente empurra  o jovem ao início precoce da vida sexual, movido pela curiosidade, pelo apelo da mídia, e até mesmo pela pressão do grupo social ao qual está inserido. Além disso, a crença religiosa é outro  fator impeditivo, quanto a uma abordagem clara e ampla da sexualidade junto ao adolescente.

 Acompanhar desde cedo o processo de desenvolvimento desse jovem pode ajudar-lo a prevenir problemas futuros como abuso sexual, gravidez não desejada, disfunções sexuais propriamente ditas como diminuição da libido, dispareunia ( dor durante o ato sexual), disfunção erétil, ejaculação precoce, etc. 

 Diante da dificuldade encontrada em casa e do silêncio como resposta, o adolescente tende a procurar informações em outras fontes como internet, colegas, amigos também com a mesma insegurança, contribuindo, dessa maneira, para a prática sexual de forma insegura, constatada nos altos índices de gravidez indesejada na adolescência, infecções pelo HIV e outras DSTs, dentre elas HPV. Hoje 8 em cada 10 mulheres já esteve em contato com o vírus HPV. 

 

Todo jovem tem o direito ao aceso a informação de forma segura, de ser orientado corretamente sobre sua sexualidade e esta deve começar em casa, junto aos pais, estendendo-se à escola e as demais instituições da sociedade, os quais devem estar preparados para o diálogo. Daí a necessidade de buscarmos conhecer melhor os mitos, tabus e a realidade da sexualidade para que possamos abordá-la de forma mais tranquila com os adolescentes. Torná-lo capaz de decidir questões como: o momento de iniciar suas relações sexuais, usar ou não um anticoncepcional, usar camisinha, entre outras, sem sentimentos de culpa, sem transtornos de ordem emocional. 

 Manter um diálogo franco e entender as manifestações dessa sexualidade peculiar a idade é o caminho.
 Quanto ao uso de anticoncepcionais, este deve ser iniciado tão logo se inicie a atividade sexual, visto os efeitos deletérios (prejudicial) de uma gravidez indesejada na adolescência. Em geral, os adolescentes têm condições de utilizar qualquer método de anticoncepção e devem ter acesso aos mesmos. A idade em si, não constitui critério médico para contra-indicar anticoncepcional. É claro que vários critérios médicos de elegibilidade de um método contraceptivo se aplicam as jovens. Fatores sociais e comportamentais constituem importantes considerações na escolha do método. 

 Em alguns cenários as adolescentes apresentam maior risco em relação às DSTs , fator importante a ser considerado. Apesar das adolescentes poderem utilizar qualquer método anticoncepcional, a escolha de um método que não exija um regime diário, pode ser o mais adequado. As adolescentes também têm demonstrado maior intolerância aos efeitos colaterais dos anticoncepcionais, apresentando maior taxa de abandono. 

 A orientação adequada em relação ao uso do método contraceptivo pode ajudar à adolescente a lidar com os problemas específicos de cada método. 

 O uso da “camisinha” deve ser sempre encorajado, mesmo quando se faz uso de outro método e quando a relação sexual é apenas com um parceiro fixo. As meninas podem procurar o ginecologista sempre que apresentarem alguma sintomatologia e sempre antes do inicio da atividade sexual. Os meninos podem ser orientados pelo Urologista e também por sexólogo. 


Dislene Lemos
Médica ginecologista, obstetra e sexóloga.

quarta-feira, 26 de março de 2014

DIRETO DO DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO, O JORNALISTA KIKO NOGUEIRA USA O EXEMPLO DOS TRÊS TALK SHOWS DA NOITE NA TV ABERTA BRASILEIRA PARA MOSTRAR COMO ELA É RUIM E NOCIVA PARA AS PESSOAS.


A escolha de três palhaços reaças para talk shows
noturnos na TV brasileira mostra como a 
pluralidade de idéias na mídia tradicional 
brasileira praticamente não existe.


A guerra dos talk shows é o retrato da ruindade da TV aberta no Brasil

Não bastasse um, a televisão brasileira tem agora três talk shows disputando o início da madrugada. Além de Jô Soares, Danilo Gentili e Rafinha Bastos recebem convidados num sofá. Gentili é quem parece estar se saindo melhor. Chegou a bater em 5 pontos no Ibope, o que não é pouco para o horário. Até quando, não se sabe.

O público vai se dividir porque não há, essencialmente, nenhuma diferença entre eles. Ok. Vamos descontar a longa carreira de Jô Soares. Mas, na frente das câmeras, o trio é rigorosamente igual.

São entrevistadores fracos, com uma maioria de convidados fracos, cujas conversas não repercutem porque irrelevantes. Jô tenta fazer algo parecido com jornalismo. Recentemente, falou com Capriles, líder da oposição venezuelana. Nenhum pergunta mais incômoda, apenas um microfone aberto para Capriles. Não deu em nada (embora Jô tenha se gabado de uma cobertura “internacional”).

Do outro lado, Rafinha e Gentili entraram numa guerra nos bastidores. A última vítima, além do espectador, foi MC Nego do Borel, do funk ostentação. Depois de ir ao seu programa, Gentili teria impedido Borel de se apresentar no concorrente, com direito a uma ameaça de um diretor do SBT se ele fosse à Band. Bastos respondeu com uma reportagem fake sobre o sequestro do funkeiro.

A ruindade não é culpa totalmente dos apresentadores, mas da falta de tradição brasileira nesse tipo de atração. Sempre se menciona o nome de Silveira Sampaio, mas ninguém nunca o viu. O grande modelo é mesmo Jô Soares, que aparece mais do que o convidado. Rafinha e Gentili são o que são. O que esperar de humoristas que fazem graça com a Apae e com uma doadora de leite para crianças carentes?

Que tipo de conversa boa, inteligente, bem humorada, pode sair disso?

A TV nacional é expert em novelas e Silvio Santos. Os americanos inventaram e cultivam o formato do sujeito que recebe gente num show de variedades. O homem que o consagrou foi Johnny Carson, que ficou 30 anos no ar no “Tonight Show”. Engraçado, boa pinta e talentoso, estabeleceu o padrão monólogo de abertura, entrevista, música, comédia. Lançou nomes como David Letterman, Jay Leno, Jerry Seinfeld, Ellen DeGeneres e Drew Carey.

Nos anos 70, numa época pré-internet, Carson virou ícone. O cineasta Billy Wilder o definiu assim: “Ele não tem vaidade. Ele faz o seu trabalho e chega preparado. Se está falando com o autor de um livro, ele leu o livro. Ele cativou a burguesia americana sem ofender os intelectuais e nunca disse nada que não fosse liberal ou progressista”.

O titular do “Tonight Show”, hoje, é Jimmy Fallon, num cenário em que compete com Letterman, Jimmy Kimmel, Jon Stewart, entre outros. Fallon emplacou na internet, também. Canta e toca violão muito bem. Incorpora Neil Young, Bruce Springsteen e Bob Dylan melhor do que os próprios.

Não é só uma questão de talento e não é complexo de vira-latas. As versões brasileiras importaram a estética, mas não o conteúdo. É a audiência a qualquer preço, com apresentadores sem graça especializados, no caso de Gentili e Rafinha, em ofender negros, pobres e deficientes para alegria de um público sádico. É a TV aberta com um terninho, mas indigente. Como dizia Johnny Carson: “Se a vida fosse justa, Elvis estaria vivo e todos os seus imitadores estariam mortos”.


terça-feira, 25 de março de 2014

segunda-feira, 24 de março de 2014

NA SEMANA EM QUE LEMBRAMOS 50 ANOS DO NEFASTO GOLPE MILITAR DE 1964, FEITO DIGA-SE DA PASSAGEM, COM TOTAL APOIO DOS EUA, MÚSICA POPULAR BRASILEIRA DE PROTESTO CONTRA A DITADURA MILITAR.


Só se for por um passeio ou temporada.


Por indicação do amigo Marco Túlio Oliveira Reis.





Para ouvir em silencio e refletir...


Flávio Luiz Sartori

domingo, 23 de março de 2014

A PRESSÃO DA MÍDIA NATIVA A SERVIÇO DAS OLIGARQUIAS É TÃO GRANDE QUE ACABA CAUSANDO STRESS NAS PESSOAS E AI ELAS PERDEM A NOÇÃO DA REALIDADE E ACABAM ASSUMINDO POSTURAS IRRACIONAIS. FOI ISSO QUE ESTA MARCHA DA FAMÍLIA DESTE FINAL DE SEMANA MOSTROU.


A marcha pela família ja tinha se tornado chacota mesmo antes de
acontecer, ou melhor não acontecer...

Assistam o vídeo abaixo e respondam por favor. Existe Governo Cubano no Brasil? Só se for no meio de loucos.

A irracionalidade tomou conta do dia a dia destas pessoas, elas pararam no tempo.


No final um fascista careca fica gritando, ''marco civil vai pra PQP'', ai eu parei e pensei, eles são loucos mas sabem o que fazem, sabem que a internet esta sendo decisiva para o povo se livrar da influencia e da imbecilidade deles...


Me lembrei de uma estória de loucos que meu pai me contava desde quando eu era menino.


''Meu pai contava que um homem foi visitar um amigo louco em um hospital de loucos, estacionou o carro e entrou no hospital. Depois da visita o homem saiu e quando chegou no carro um dos pneus tinha murchado. O homem trocou o pneu e na hora de colocar os parafusos não achava eles. Tinha três loucos observando ele no muro do hospital. O tempo passava e o homem não achava os parafusos. Ai vendo o desespero do home, um dos loucos deu uma ideia, tira uma parafuso de cada uma das outras rodas poe o pneu e vai numa loja e compra os parafusos que faltam. O homem espantado perguntou a eles, "mas vocês não são loucos? E os loucos responderam, "somos loucos mas não somos burros".



sábado, 22 de março de 2014

DIRETO DE SEU BLOG, O CAFEZINHO, MIGUEL DO ROSÁRIO MOSTRA COMO A GLOBO MANIPULOU DE FORMA DESCARADA A ENTREVISTA DE JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI, EX PRESIDENTE DA PETROBRAS, NO JORNAL NACIONAL DE QUINTA FEIRA.


Em 1989 a Globo manipulou o debate de Lula com Collor para
prejudicar o petista. Um ato da emissora dos Marinhos
que custou muito caro para o Brasil como a história
mostra com a cassação de Collor em 1992.


Em 1989 o Jornal Nacional por ordem do próprio Roberto Marinho editou o debate de Collor com Lula na eleição presidencial daquele ano. O próprio todo poderoso da Globo naquela época, Boni, confessou a manipulação para favorecer Collor.

A atitude da Globo com com José Sérgio Gabrielli esta semana foi a mesma,  ja esta na hora da justiça ser acionada, isto que a Globo faz é interferir no processo politico brasileira de forma descarada. Se o saudoso Brizola ja mostrou o caminho com um direito de resposta contra os Marinho, podemos fazer o mesmo

Acessem o link da Globo para assistirem a entrevista de José Sérgio Gabrielli, editada e modificada criminosamente por ordem dos irmãos Marinho:


Agora assistam a toda a entrevista de Gabrielli completa sem a edição criminosa da Globo:




VERGONHA. VOCÊ QUE GOSTA DE BASEAR SUAS ANÁLISES PELO NOTICIÁRIO DA GLOBO, DEVERIA PARAR E PENSAR MUITO ANTES DE FICAR USANDO MENTIRAS PARA JUSTIFICAR SUAS POSTURAS POLÍTICAS.




quinta-feira, 20 de março de 2014

DIRETO DO BRASIL 247: A VERDADEIRA DILMA DAS PESQUISAS VENCE A FALSA IMAGEM DA DILMA QUE A MÍDIA FORMADA PELA GLOBO, FOLHA, ESTADÃO, VEJA E OUTROS MOSTRAM...


Presidente segue soberana nas pesquisa de opinião, acima dos rumores sobre uma suposta perda de pontos; explicação para a manutenção da popularidade de Dilma, apesar de todas as apostas em contrário dos chamados formadores de opinão espalhados pela mídia familiar e tradicional, está nela mesma; o que soa como falta de habilidade política e administrativa nas notícias da imprensa está chegando ao público como sinceridade e objetivo; a cada levantamento publicado desde o início de seu governo a presidente Dilma Rousseff mostra que é bem mais difícil de derrotar do que sugerem tantos comentaristas


Com 43% de intenções de votos, segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira 20 pelo instituto Ibope, e indicações de sobra para, além de ganhar em primeiro turno, bater qualquer outro adversário num forjado segundo turno, a presidente Dilma Rousseff parece ser duas.

Uma Dilma é, exatamente, a líder popular que jamais perdeu a liderança nas pesquisas desde que assumiu seu mandato, em janeiro de 2011. A figura que, mesmo após as manifestações de junho do ano passado, o máximo que permitiu de esperança aos adversários foi uma remota possibilidade de segundo turno. Nunca uma ultrapassagem. Aquela que o público identifica como patrocinadora de políticas sociais compensatórias e inclusivas, co-responsável pela retirada de 40 milhões de brasileiros da linha da pobreza.

A presidente Dilma Rousseff, enfim, que segue tranquila – de acordo com a ciência das pesquisas, frise-se – para a reeleição.

Outra Dilma é a que surge ao público, diariamente, pela ótica dos veículos da mídia familiar e tradicional. A presidente que não gosta ou não saber fazer política partidária (1); não se entende com o Congresso (2); perde aliados por tratá-los de maneira espartana (3); pilota uma política econômica que sobe juros e é leniente com a inflação (4); confunde e desanima empresários (5); não sabe o que fazer com a crise no setor elétrico (6); ignora assuntos internacionais polêmicos (7); etc etc.

Uma Dilma, portanto, que, de acordo com análises publicadas aos borbotões, estaria cada vez mais isolada no Palácio do Planalto.

Mas à hipotética pergunta 'qual Dilma você considera a verdadeira', a mais recente pesquisa Ibope indica que o público vê muito mais a presidente competente do que a executiva enrolada em dificuldades. A ponto de demonstrar, nas 43% de intenções de voto, que quer mantê-la já em primeiro turno no cargo.

Desta vez, a novidade da pesquisa foi exatamente a de não ter novidade. Nos boatos que cercaram a sua divulgação, capazes de mexer forte no desempenho das empresas estatais na bolsa de valores de São Paulo, a pesquisa Ibope iria mostrar uma queda nas intenções de voto da presidente. Não seria de estranhar. Afinal, o levantamento de campo se deu na semana passada, depois que os pré-candidatos da oposição puderam fazer todas as críticas que bem entenderam ao desempenho da economia no ano passado. E também ao comportamento político da própria presidente. Como se viu pelos 43% dados a Dilma na pesquisa Ibope, suficientes para mantê-la no Palácio do Planalto, por mais quatro anos, em primeiro turno.

Nem mesmo os reflexos do julgamento do chamado mensalão, o agravamento da violência urbana, a estiagem no Sudeste ou as enchentes no Sul foram capazes de abalar o desempenho de Dilma.  

Uma das explicações para a manutenção na popularidade da presidente está em seu estilo. Dilma, como se diz popularmente, dá a cara para bater. Em discursos nos palanques de inaugurações, nas redes nacionais convocadas para pronunciamentos oficiais e na maneira de agir nos bastidores, a presidente vai-se notabilizando por enfrentar os problemas sem subterfúgicos. Especialmente aqueles que, em tese, serviriam para proteger sua imagem.

Nesta semana, cujos fatos não influenciaram a pesquisa, fechada anteriormente, a presidente mostrou bem como gosta de agir. Ela respondeu pessoalmente a acusações em off – sem identificação da fonte de informação – publicadas nos jornais O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo. Os jornais alegaram ter obtido de diretores da Petrobras informações segundo as quais Dilma teria tido todas as informações necessárias para, em 2006, barrar a compra, pela estatal, da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.

Fiel ao seu estilo de não deixar para depois o que pode responder agora, Dilma, divulgou uma nota garantindo que o parecer que orientou o conselho de administração da Petrobras foi "omisso" quanto a pontos do contrato, notadamente a cláusula de compra obrigatória em caso de litígio entre sócios, e "juridicamente falho".

Não é a primeira vez que Dilma encara de frente uma questão grave. No início de sua gestão, ela demitiu ministros por suspeitas de malfeitos. Por menos que isso, no oitavo mês de governo, mandou o então ministro da Defesa interromper viagem à Amazônia e voltar imediatamente para ser demitido do cargo. Motivo: em entrevista, ele haia criticado duas das mais próximas auxiliares da presidente, a atual ministra Ideli Salvatti e a ex Gleisi Hoffman.

Não é comum, no Brasil, que os políticos façam o que de melhor se espera deles. Explicações objetivas sobre situações de suspeita ou atitudes diretas para casos de disciplina quase sempre são trocados por pronunciamentos obtusos e posições dúbias. A conciliação é a regra sobre o enfrentamento.

Residem no estilo tratoral que Dilma cultiva para si própria – e na suprema realização deu seu governo até aqui, a criação de 4,8 milhões de empregos desde janeiro de 2011 – as explicações para a perfomance superior da presidente sobre seus adversários. A presidente vem ocupando redes de rádio e televisão para falar até mesmo sobre o Dia da Mulher, como fez em 8 de março. Para a oposição, isso é uso do cargo para fins eleitorais. Mas além dos tribunais já terem recusado essa tese, não aceitando nem mesmo a imposição de pequenas multas à presidente, o que mais sobressai é que o povo não indica estar vendo nenhum problema nisso.

A julgar pelos números atuais, o povo gosta sim da Dilma que a mídia não costuma mostrar.


ACESSEM E CONHEÇAM: http://www.brasil247.com/


CHEGA DE SER "MASSA DE MANOBRA DOS IRMÃOS MARINHO DA GLOBO".

quarta-feira, 19 de março de 2014

PARA O MINISTRO GUILHERME AFIF DOMINGOS, DA SECRETARIA DA MICRO E PEQUENA EMPRESA, "AQUELE NEGÓCIO DE DISTRIBUIR DINHEIRINHO PARA GANHAR ELEIÇÃO" SE ESGOTOU.


As sábias palavras do Ministro Afif valem
para muitos mais políticos do que 
simplesmente para os tucanos.


Direto do Estadão em 17/03/2014

Afif critica Alckmin e diz que gestão tucana tem visão de 'varejinho'


São Paulo - O vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos (PSD), que há dez meses acumula a Secretaria da Micro e Pequena Empresa da Presidência da República, criticou a gestão do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), seu ex-aliado político. Em entrevista ao Broadcast Político, o ministro fala que o eleitor de São Paulo está querendo mudanças, pois a atual gestão (Alckmin) tem visão de "varejinho".  Ele também afirma que este modelo de "distribuir dinheirinho para um, para ganhar eleição, já se esgotou".

Na entrevista, Afif diz também que, mesmo se estivesse apenas no cargo de vice-governador, não poderia fazer muita coisa pelo Estado, porque estava subaproveitado e alijado do processo de administração no governo Alckmin. "Pelo menos no governo federal estou trabalhando, inclusive por São Paulo", destacou. A seguir, os principais trechos da entrevista:

O PSD deve disputar o governo de São Paulo nessas eleições, com Gilberto Kassab, qual a sua expectativa?
Estamos otimistas, temos de colocar a nossa marca, o nosso DNA, que é o do empreendedorismo. Além disso, São Paulo está explodindo com uma série de problemas.

Quais problemas?
No setor de infraestrutura, por exemplo, depois de mais de 20 anos no poder (PSDB), temos apenas 74 quilômetros de linha de metrô nas regiões metropolitanas. Isso mostra que não houve planejamento nem visão de longo prazo.

O senhor acredita que há outros setores problemáticos São Paulo?
Veja o problema da falta de água no Sistema Cantareira, com os mais baixos índices de sua história. A questão é que a Sabesp sentou em cima do monopólio que ela tem. O governo já deveria ter aberto uma PPP para o investimento no setor, mas não fez. E, pior, agora não quer reconhecer que, por falta de investimento, vai faltar água para atender a demanda em função de um problema climático que era previsível. Por isso, agora, serão necessários planos de contingência para evitar esse vexame (o risco de faltar água na Copa do Mundo de Futebol no País).

Como criticar uma gestão da qual o senhor continua sendo o vice-governador?
Ser vice-governador é uma expectativa de poder, pois aqui (no governo de São Paulo) eu estava sendo subaproveitado, e eu não poderia fazer nada como um vice alijado do processo de administração.

E em Brasília, na função de ministro do governo Dilma Rousseff (PT)?
Pelo menos no governo federal não estou alijado, eu estou trabalhando, inclusive em favor de São Paulo.

O senhor se sente mais confortável atuando no Ministério?
Jamais vou trabalhar contra, sempre a favor, mas no governo (Alckmin) não estava conseguindo, inclusive propus bons projetos que não saíram da gaveta.

Quais projetos?
Hoje se fala na desativação do projeto cultural da cracolândia, o que lamento profundamente, porque já havia proposto transferir toda a administração pública do Estado para o bairro dos Campos Elísios, o que traria ganhos em todos os níveis para o governo, seus funcionários e para a região.

E por que não saiu do papel?
Foi um plano jogado na gaveta. Creio que não há interesse, não há visão estratégica. A visão do atual governo (Alckmin) é de "varejinho" e essa visão de "varejinho" já se esgotou. Aquele negócio de distribuir dinheirinho para um, para ganhar eleição, já se esgotou. Acredito que o eleitor de São Paulo está querendo outra coisa.