sábado, 18 de fevereiro de 2017

A PROCURA DA FELICIDADE DA INFÂNCIA QUE NUNCA ESQUECEMOS

Bruna usa a simplicidade para se comunicar com as pessoas.


Estava caminhando pelo centro de Campinas na sexta feira dia 10 de Fevereiro, quanto em plena praça José Bonifácio em frente a catedral deparei com uma cena inusitada, uma brincadeira de amarelinha onde as pessoas que passavam próximo a brincadeira eram convidadas a participar de um “jogo de amarelinha”.

Curioso, fui até o local para saber mais detalhes sobre a brincadeira, encontrei com Bruna Farine Milani e Josenilson Santos. A brincadeira era simples, um desenho com giz de uma amarelinha e Bruna e Josenilson convidavam as pessoas para uma participação no “jogo da amarelinha”.

A interação de Bruna e Josenilson com as pessoas acontecia com quem passava pelo local, principalmente as mulheres, mas homens também participaram, como por exemplo um trabalhador marroquino radicado no Brasil que praticou a amarelinha com muita desenvoltura.

Bruna Farine Milani é de São Jose do Rio Preto e passou parte de sua infância em Palestina no interior de São Paulo em meio á brincadeiras de criança. Arquiteta formada, atualmente faz pós-graduação em São Paulo em habitação social e mora em Santos.


O jogo da amarelinha, na realidade é uma ação de chamamento das pessoas para se divertirem e resgatarem a criança que todos ainda temos em nós mesmos e que esta esquecida em meio ao dia a dia de trabalho e atividades cotidianas. O que esta fazendo com que as tradições herdadas de nossos pais e avós sejam cada vez mais esquecidas.  A atividade faz parte de um processo seletivo do  Guerreiros sem Armas, http://institutoelos.org/gsa/, no processo seletivo Caminhos do Sim que não é nenhum tipo de disputa, mas apenas uma ação de cooperação que envolve os participantes que apenas precisam mostrar a capacidade de mobiliar para ações comunitárias.

A atividade e a brincadeira de Bruna e Josenilson no centro de Campinas, na realidade é muito mais que uma mobilização para ação comunitária porque resgata momentos de felicidade que nossa sociedade vem perdendo a muito tempo, principalmente no caos urbano das metrópoles.

Em meio a correria desenfreada do centro de Campinas, Bruna e Josenilson conseguiram fazer algumas centenas de passantes, aparentemente dominados pelas suas obrigações dos compromissos cotidianos, a pararem para um momento de brincadeira e também de reflexão sobre a procura de uma felicidade que aparentemente perderam, mas que ainda reside muito bem guardada nas lembranças de nossos melhores momentos da infância e isso   faz lembrar a bela canção Felicidade de Lupicinio Rodrigues imortalizada em uma bela versão por ninguém menos que Caetano Veloso:

Felicidade foi-se embora
E a saudade no meu peito ainda mora
E é por isso que eu gosto lá de fora
Porque eu sei que a falsidade não vigora

A minha casa fica lá detrás do mundo
Onde eu vou num segundo quando começo a cantar
O pensamento parece uma coisa à toa
mas como é que a gente voa quando começa a pensar...



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