sábado, 25 de julho de 2015

A CADA DIA QUE PASSA A GESTÃO DO ATUAL PREFEITO DE CAMPINAS JONAS DONIZETTE E SEUS ALIADOS, PRINCIPALMENTE OS TUCANOS, FICA MAIS IMPOPULAR.


A elite de Campinas teima em ignorar quem são os eleitores 
que realmente decidem quem deverá governar a
cidade a cada quatro anos.


SE PERSISTIR O ATUAL QUADRO, NEM MESMO COM APOIO DE PRATICAMENTE TODOS PRINCIPAIS JORNAIS, RÁDIOS E CANAIS DE TELEVISÃO DE CAMPINAS, JONAS CONSEGUIRÁ SUA REELEIÇÃO.  


A eleição para Prefeito de Campinas, depois da eleição para Prefeito de São Paulo é a mais importante do Estado porque Campinas é a principal cidade de uma das regiões metropolitanas mais fundamentais do Brasil e porque o eleitorado de Campinas continua sendo extremamente crítico e pragmático ao mesmo tempo, isso fica evidente na história da disputa política do município a partir dos anos sessenta do século passado.

Figuras públicas, que chegaram ao cargo de Prefeito de Campinas, por exemplo, Rui Novaes, Orestes Quércia, Chico Amaral e Jacó Bittar, foram para a condição de irrelevantes esquecidos com a mesma facilidade em que chegaram ao poder como esperança dos seus eleitores. Magalhães Teixeira só não teve o mesmo destino porque morreu precocemente. Dr. Hélio, depois de quase sete anos no poder e de ter seu mandato cassado pela Câmara de Vereadores, ainda é considerado o melhor Prefeito de Campinas, aprovado por significativa parcela dos eleitores campineiros, ainda mais depois de três anos de uma gestão não convincente do atual prefeito Jonas Donizette.

Na medida em que Outubro de 2016 se aproxima e o governo Jonas não consegue se consolidar diante do exigente eleitorado campineiro, a opção política pela oposição ocupa cada vez mais espaços na opinião pública em um processo que logo se tornará irreversível para Jonas em sua pretensão de ser reeleito.

Jonas Donizette foi eleito não só pela coligação de partidos que o apoiou, mas também com apoio dos principais veículos de comunicação de Campinas, principalmente o RAC do Jornal Correio Popular, a Globo EPTV dos Coutinho Nogueira, os “irmãos Marinho” do interior de São Paulo e o Jornal Metro, que não passa um panfleto tucano distribuído nas esquinas do centro e adjacências de Campinas. Todas estas empresas de comunicação que incluem jornais escritos, rádios, sites e canais de televisão, possuem praticamente a mesma linha editorial política notadamente de direita refletindo o interesse de uma elite campineira branca com origem escravagista.

Como o Governo Jonas esta em situação cada vez mais difícil para tentar a reeleição, a única maneira que restará ao segmento da elite campineira que apóia os partidos que dão sustentação política ao Governo Jonas será usar o poder do Correio Popular, EPTV e Metros da vida que,  apoiam este governo, para atacar os principais adversários oposicionistas que tem condições de derrotar a aliança conservadora tucana de Jonas. Praticamente todos os dias estes veículos de comunicação dedicam boa parte de seus noticiários para atacar o PT e desqualificar legados do ex-prefeito Dr. Hélio.

O Correio Popular e o Metro tem se destacado por ataques praticamente diários ao PT e ao Governo Dilma, estes jornais funcionaram praticamente como panfletos nas manifestações organizadas por grupos de direita recentemente em Campinas, exagerando no número de participantes nos eventos com números falsos. No Correio Popular basta uma leitura rápida na página 3 na secção Correio do Leitor para conferir como o antipetismo tem espaço garantido no jornal, mas não é só isso, a maneira encontrada pelo jornal para tentar diminuir o apoio que o ex-prefeito Dr. Hélio tem entre os campineiros, independente dos motivos que levaram a sua cassação e que estão correndo em processo na justiça, foi atacar em diversas reportagens de capa a obra mais emblemática do ex prefeito, a rodoviária de Campinas, até escada rolante com defeito foi motivo para reportagem.

Mesmo assim, como foi escrito no inicio deste texto, maioria dos eleitores de Campinas  tem uma postura extremamente pragmática, antes de se lavar por um clima de denuncias e acusações, deverá levar em conta suas necessidades mais prementes e optar por candidatos que convençam com programas de governo voltados para as necessidades da maioria da população que mora nos bairros periféricos, principalmente regiões do Ouro Verde e Campo Grande dentre outras.

Não é mais possível aceitar passivamente o sofrimento da maioria de uma população que é obrigada a passar praticamente de duas a três horas em um dia de 24 horas dentro de ônibus lotados em horários de pico com passagens consideradas dentre as mais caras do Brasil, sem contar o fato da confusa e trapalhada tentativa de implantar o pagamento da passagem via cartão com a retirada dos cobradores, com a população sendo obrigada a pagar R$ 5,50 pela passagem em dinheiro em um processo  que certamente contribuiu e continua contribuindo para a impopularidade de Jonas, tanto é que foi interrompido sem maiores explicações, restando agora aos motoristas de ônibus acumular a função de cobrador.

Serão os eleitores campineiros críticos à gestão de Jonas Donizette frente a Prefeitura de Campinas que votarão para escolher o próximo prefeito em Outubro de 2016 e não aqueles que os Correio Popular, EPTV e o Metro estão tentando criar para salvar o ineficaz governo Jonas.


Flávio Luiz Sartori

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