sábado, 24 de maio de 2014

JOAQUIM BARBOSA E RONALDO O FENÔMENO SE TRANSFORMARAM EM MEROS JOGUETES DOS INTERESSES DA MÍDIA COMPROMETIDA A SERVIÇO DA OPOSIÇÃO, PRINCIPALMENTE A GLOBO DOS IRMÃOS MARINHO.


Joaquim Barbosa e Ronaldo o Fenômeno: Nas mãos dos irmãos Marinho?

Imaginem o que aconteceria se o Jornal Nacional ou o Fantástico, mesmo com suas audiências em baixa, decidissem fazer uma reportagem com a ex esposa de Joaquim Barbosa que afirma ter sido agredida por ele. Certamente que isso seria muito ruim para Joaquim Barbosa. Isso acabaria com sua imagem, mesmo que fosse desmentido.

A alguns anos o jogador Ronaldo, o Fenômeno, foi flagrado na companhia de travestis, a confusão terminou  em uma delegacia de polícia no Rio de Janeiro.

Joaquim Barbosa e Ronaldo tem algo em comum, o “rabo preso”, podem ser reduzidos a meros mortais com suas fraquezas a qualquer momento. Eles não tem saída, estão nas mãos do Partido da Imprensa Golpista, o PIG, suas imagens podem ser destruídas perante a opinião pública a qualquer momento.

Basta um recado bem dado para qualquer um deles e não existirá outra saída a não ser ter que fazer aquilo que não desagradará figuras, como por exemplo, os irmãos Marinho da Rede Globo.

Ronaldo, o Fenômeno, mais do que ninguém precisa da Globo para sobreviver na mídia, para ele não existe outra saída. Para não correr o risco de ver sua imagem associada novamente ao episódio dos travestis, teve que se transformar em “amigo” de Aécio Neves desde de criancinha.

Algumas pessoas conhecidas minhas costumam “dar conselhos” para eu tomar cuidado quando exerço minha crítica velada ao poder dos irmãos Marinho da Rede Globo. Mesmo pessoas que militam no nosso campo, muitas vezes, se retraem e se escondem diante do poder de uma Folha de São Paulo, Estadão, Veja, Rede Globo e até mesmo o tal do Correio Popular aqui em Campinas.

As elites que dominaram o Brasil até 2002 sempre tiveram e continuam tendo como parte de seu poder de persuasão a chantagem exercida através do medo para tentar calar aqueles que discordam deles.

Recentemente o técnico da Seleção Brasileira, Luiz Felipe Scolari, teve seu nome associado a noticias de sonegação de impostos em Portugal, o craque Neymar também sofreu este tipo de pressão.

Enquanto continuarmos aceitando este tipo de pressão e chantagem seremos obrigados a viver sempre sob a realidade do medo.  Para reagir contra isso temos que ter coragem, mesmo que seja para pagar caro pelo que erramos no passado.


Se não formos capazes de reagir, não nos restará outra alternativa, a não ser, a submissão aos caprichos dos poderosos.


Flávio Luiz Sartori

terça-feira, 20 de maio de 2014

SINDICATOS COMANDADOS POR PELEGOS QUE SE RECUSAM A DEIXAR O PODER ESTÃO CADA VEZ MENOS REPRESENTATIVOS E SENDO SUBSTITUÍDOS POR LIDERANÇAS ESPONTÂNEAS.



Motoristas cruzam os braços em São Paulo sem apoio do
sindicato da categoria.

Na semana passada os motoristas e cobradores de ônibus do município do Rio de Janeiro fizeram dois dias de greve, foi um movimento não encampado pelo sindicato da categoria, que já tinha negociado com os proprietários das empresas de ônibus e inclusive aprovado em assembléia um índice de aumento que uma parte significativa da categoria não aceitou e resolveu se organizar em uma greve paralela utilizando-se de de piquetes, fechamento de vias de acesso, terminais e garagens.

Esta situação também se repetiu ontem, 20/05, em São Paulo, depois que uma parte dos trabalhadores não concordou com o acordo firmado entre trabalhadores e patrões e partiu para uma paralisação organizada em um movimento espontâneo paralelo, que acabou por causar um verdadeiro caos no município.

Em ambas situações as autoridades municipais foram “pegas” de surpresa.

A alguns anos atrás acompanhei uma eleição para o sindicato dos condutores em Campinas, a oposição estava muito bem organizada, só era possível ver a campanha eleitoral deles na rua, não aparecia nada da situação, tudo parecia indicar no sentido de que a oposição seria vitoriosa. Depois fiquei sabendo pelos motoristas e cobradores da chapa de oposição que nos dias da eleição apareceu motorista e até mesmo pessoas se dizendo motoristas, que eles nem sabiam que existiam. Resultado a situação saiu vencedora. Os membros da oposição denunciaram aquilo que seria a fraude, mas não aconteceu nada, a tempos que a imprensa faz o jogo dos proprietários das empresas de ônibus.

As oposições sindicais se organizam e vencem as eleições, porém não levam, porque são “derrotadas” por arranjos ilegais, assim pelegos que  não representam  mais a totalidade da base dos sindicatos que comandam, permanecem negociando em nome de uma categoria de trabalhadores, que na realidade querem ver eles pelas costas a muito tempo.

É exatamente isso que esta acontecendo com os sindicatos dos  condutores de São Paulo e do Rio de Janeiro.

As manifestações de junho e julho do ano passado mostraram que significativos setores da sociedade brasileira estão cada vez mais descrentes em governos, instituições e representações sociais no Brasil. Nesse quatro, os sindicatos também estão inseridos, principalmente aqueles comandados por pelegos que perderam o rumo da história e teimosamente, de forma oportunista se negam a deixar o poder.

A perda de controle sobre a base sindical por parte dos pretensos dirigentes dos sindicatos dos condutores em São Paulo e no Rio de Janeiro é um sintoma desse novo momento que a sociedade brasileira vive.

Cansados de serem traídos e passados para trás os motoristas e cobradores estão partindo para tentarem fazer valer seus direitos com “suas próprias mãos”. Simplesmente ignoraram o papel histórico e institucional de seus sindicados porque estes já a muito tempo não representam nada para eles.


As autoridades públicas, principalmente na esfera municipal, terão que se adaptar a nova realidade e passar a buscar interlocução junto a estes novos líderes, caso contrário, continuaram sendo pegas de surpresa por movimentos espontâneas que são decorrentes  da frustração de trabalhadores que, cada vez mais perdem a confiança em seus sindicatos. 


Flávio Luiz Sartori