sábado, 22 de março de 2014

DIRETO DE SEU BLOG, O CAFEZINHO, MIGUEL DO ROSÁRIO MOSTRA COMO A GLOBO MANIPULOU DE FORMA DESCARADA A ENTREVISTA DE JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI, EX PRESIDENTE DA PETROBRAS, NO JORNAL NACIONAL DE QUINTA FEIRA.


Em 1989 a Globo manipulou o debate de Lula com Collor para
prejudicar o petista. Um ato da emissora dos Marinhos
que custou muito caro para o Brasil como a história
mostra com a cassação de Collor em 1992.


Em 1989 o Jornal Nacional por ordem do próprio Roberto Marinho editou o debate de Collor com Lula na eleição presidencial daquele ano. O próprio todo poderoso da Globo naquela época, Boni, confessou a manipulação para favorecer Collor.

A atitude da Globo com com José Sérgio Gabrielli esta semana foi a mesma,  ja esta na hora da justiça ser acionada, isto que a Globo faz é interferir no processo politico brasileira de forma descarada. Se o saudoso Brizola ja mostrou o caminho com um direito de resposta contra os Marinho, podemos fazer o mesmo

Acessem o link da Globo para assistirem a entrevista de José Sérgio Gabrielli, editada e modificada criminosamente por ordem dos irmãos Marinho:


Agora assistam a toda a entrevista de Gabrielli completa sem a edição criminosa da Globo:




VERGONHA. VOCÊ QUE GOSTA DE BASEAR SUAS ANÁLISES PELO NOTICIÁRIO DA GLOBO, DEVERIA PARAR E PENSAR MUITO ANTES DE FICAR USANDO MENTIRAS PARA JUSTIFICAR SUAS POSTURAS POLÍTICAS.




quinta-feira, 20 de março de 2014

DIRETO DO BRASIL 247: A VERDADEIRA DILMA DAS PESQUISAS VENCE A FALSA IMAGEM DA DILMA QUE A MÍDIA FORMADA PELA GLOBO, FOLHA, ESTADÃO, VEJA E OUTROS MOSTRAM...


Presidente segue soberana nas pesquisa de opinião, acima dos rumores sobre uma suposta perda de pontos; explicação para a manutenção da popularidade de Dilma, apesar de todas as apostas em contrário dos chamados formadores de opinão espalhados pela mídia familiar e tradicional, está nela mesma; o que soa como falta de habilidade política e administrativa nas notícias da imprensa está chegando ao público como sinceridade e objetivo; a cada levantamento publicado desde o início de seu governo a presidente Dilma Rousseff mostra que é bem mais difícil de derrotar do que sugerem tantos comentaristas


Com 43% de intenções de votos, segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira 20 pelo instituto Ibope, e indicações de sobra para, além de ganhar em primeiro turno, bater qualquer outro adversário num forjado segundo turno, a presidente Dilma Rousseff parece ser duas.

Uma Dilma é, exatamente, a líder popular que jamais perdeu a liderança nas pesquisas desde que assumiu seu mandato, em janeiro de 2011. A figura que, mesmo após as manifestações de junho do ano passado, o máximo que permitiu de esperança aos adversários foi uma remota possibilidade de segundo turno. Nunca uma ultrapassagem. Aquela que o público identifica como patrocinadora de políticas sociais compensatórias e inclusivas, co-responsável pela retirada de 40 milhões de brasileiros da linha da pobreza.

A presidente Dilma Rousseff, enfim, que segue tranquila – de acordo com a ciência das pesquisas, frise-se – para a reeleição.

Outra Dilma é a que surge ao público, diariamente, pela ótica dos veículos da mídia familiar e tradicional. A presidente que não gosta ou não saber fazer política partidária (1); não se entende com o Congresso (2); perde aliados por tratá-los de maneira espartana (3); pilota uma política econômica que sobe juros e é leniente com a inflação (4); confunde e desanima empresários (5); não sabe o que fazer com a crise no setor elétrico (6); ignora assuntos internacionais polêmicos (7); etc etc.

Uma Dilma, portanto, que, de acordo com análises publicadas aos borbotões, estaria cada vez mais isolada no Palácio do Planalto.

Mas à hipotética pergunta 'qual Dilma você considera a verdadeira', a mais recente pesquisa Ibope indica que o público vê muito mais a presidente competente do que a executiva enrolada em dificuldades. A ponto de demonstrar, nas 43% de intenções de voto, que quer mantê-la já em primeiro turno no cargo.

Desta vez, a novidade da pesquisa foi exatamente a de não ter novidade. Nos boatos que cercaram a sua divulgação, capazes de mexer forte no desempenho das empresas estatais na bolsa de valores de São Paulo, a pesquisa Ibope iria mostrar uma queda nas intenções de voto da presidente. Não seria de estranhar. Afinal, o levantamento de campo se deu na semana passada, depois que os pré-candidatos da oposição puderam fazer todas as críticas que bem entenderam ao desempenho da economia no ano passado. E também ao comportamento político da própria presidente. Como se viu pelos 43% dados a Dilma na pesquisa Ibope, suficientes para mantê-la no Palácio do Planalto, por mais quatro anos, em primeiro turno.

Nem mesmo os reflexos do julgamento do chamado mensalão, o agravamento da violência urbana, a estiagem no Sudeste ou as enchentes no Sul foram capazes de abalar o desempenho de Dilma.  

Uma das explicações para a manutenção na popularidade da presidente está em seu estilo. Dilma, como se diz popularmente, dá a cara para bater. Em discursos nos palanques de inaugurações, nas redes nacionais convocadas para pronunciamentos oficiais e na maneira de agir nos bastidores, a presidente vai-se notabilizando por enfrentar os problemas sem subterfúgicos. Especialmente aqueles que, em tese, serviriam para proteger sua imagem.

Nesta semana, cujos fatos não influenciaram a pesquisa, fechada anteriormente, a presidente mostrou bem como gosta de agir. Ela respondeu pessoalmente a acusações em off – sem identificação da fonte de informação – publicadas nos jornais O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo. Os jornais alegaram ter obtido de diretores da Petrobras informações segundo as quais Dilma teria tido todas as informações necessárias para, em 2006, barrar a compra, pela estatal, da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.

Fiel ao seu estilo de não deixar para depois o que pode responder agora, Dilma, divulgou uma nota garantindo que o parecer que orientou o conselho de administração da Petrobras foi "omisso" quanto a pontos do contrato, notadamente a cláusula de compra obrigatória em caso de litígio entre sócios, e "juridicamente falho".

Não é a primeira vez que Dilma encara de frente uma questão grave. No início de sua gestão, ela demitiu ministros por suspeitas de malfeitos. Por menos que isso, no oitavo mês de governo, mandou o então ministro da Defesa interromper viagem à Amazônia e voltar imediatamente para ser demitido do cargo. Motivo: em entrevista, ele haia criticado duas das mais próximas auxiliares da presidente, a atual ministra Ideli Salvatti e a ex Gleisi Hoffman.

Não é comum, no Brasil, que os políticos façam o que de melhor se espera deles. Explicações objetivas sobre situações de suspeita ou atitudes diretas para casos de disciplina quase sempre são trocados por pronunciamentos obtusos e posições dúbias. A conciliação é a regra sobre o enfrentamento.

Residem no estilo tratoral que Dilma cultiva para si própria – e na suprema realização deu seu governo até aqui, a criação de 4,8 milhões de empregos desde janeiro de 2011 – as explicações para a perfomance superior da presidente sobre seus adversários. A presidente vem ocupando redes de rádio e televisão para falar até mesmo sobre o Dia da Mulher, como fez em 8 de março. Para a oposição, isso é uso do cargo para fins eleitorais. Mas além dos tribunais já terem recusado essa tese, não aceitando nem mesmo a imposição de pequenas multas à presidente, o que mais sobressai é que o povo não indica estar vendo nenhum problema nisso.

A julgar pelos números atuais, o povo gosta sim da Dilma que a mídia não costuma mostrar.


ACESSEM E CONHEÇAM: http://www.brasil247.com/


CHEGA DE SER "MASSA DE MANOBRA DOS IRMÃOS MARINHO DA GLOBO".

quarta-feira, 19 de março de 2014

PARA O MINISTRO GUILHERME AFIF DOMINGOS, DA SECRETARIA DA MICRO E PEQUENA EMPRESA, "AQUELE NEGÓCIO DE DISTRIBUIR DINHEIRINHO PARA GANHAR ELEIÇÃO" SE ESGOTOU.


As sábias palavras do Ministro Afif valem
para muitos mais políticos do que 
simplesmente para os tucanos.


Direto do Estadão em 17/03/2014

Afif critica Alckmin e diz que gestão tucana tem visão de 'varejinho'


São Paulo - O vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos (PSD), que há dez meses acumula a Secretaria da Micro e Pequena Empresa da Presidência da República, criticou a gestão do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), seu ex-aliado político. Em entrevista ao Broadcast Político, o ministro fala que o eleitor de São Paulo está querendo mudanças, pois a atual gestão (Alckmin) tem visão de "varejinho".  Ele também afirma que este modelo de "distribuir dinheirinho para um, para ganhar eleição, já se esgotou".

Na entrevista, Afif diz também que, mesmo se estivesse apenas no cargo de vice-governador, não poderia fazer muita coisa pelo Estado, porque estava subaproveitado e alijado do processo de administração no governo Alckmin. "Pelo menos no governo federal estou trabalhando, inclusive por São Paulo", destacou. A seguir, os principais trechos da entrevista:

O PSD deve disputar o governo de São Paulo nessas eleições, com Gilberto Kassab, qual a sua expectativa?
Estamos otimistas, temos de colocar a nossa marca, o nosso DNA, que é o do empreendedorismo. Além disso, São Paulo está explodindo com uma série de problemas.

Quais problemas?
No setor de infraestrutura, por exemplo, depois de mais de 20 anos no poder (PSDB), temos apenas 74 quilômetros de linha de metrô nas regiões metropolitanas. Isso mostra que não houve planejamento nem visão de longo prazo.

O senhor acredita que há outros setores problemáticos São Paulo?
Veja o problema da falta de água no Sistema Cantareira, com os mais baixos índices de sua história. A questão é que a Sabesp sentou em cima do monopólio que ela tem. O governo já deveria ter aberto uma PPP para o investimento no setor, mas não fez. E, pior, agora não quer reconhecer que, por falta de investimento, vai faltar água para atender a demanda em função de um problema climático que era previsível. Por isso, agora, serão necessários planos de contingência para evitar esse vexame (o risco de faltar água na Copa do Mundo de Futebol no País).

Como criticar uma gestão da qual o senhor continua sendo o vice-governador?
Ser vice-governador é uma expectativa de poder, pois aqui (no governo de São Paulo) eu estava sendo subaproveitado, e eu não poderia fazer nada como um vice alijado do processo de administração.

E em Brasília, na função de ministro do governo Dilma Rousseff (PT)?
Pelo menos no governo federal não estou alijado, eu estou trabalhando, inclusive em favor de São Paulo.

O senhor se sente mais confortável atuando no Ministério?
Jamais vou trabalhar contra, sempre a favor, mas no governo (Alckmin) não estava conseguindo, inclusive propus bons projetos que não saíram da gaveta.

Quais projetos?
Hoje se fala na desativação do projeto cultural da cracolândia, o que lamento profundamente, porque já havia proposto transferir toda a administração pública do Estado para o bairro dos Campos Elísios, o que traria ganhos em todos os níveis para o governo, seus funcionários e para a região.

E por que não saiu do papel?
Foi um plano jogado na gaveta. Creio que não há interesse, não há visão estratégica. A visão do atual governo (Alckmin) é de "varejinho" e essa visão de "varejinho" já se esgotou. Aquele negócio de distribuir dinheirinho para um, para ganhar eleição, já se esgotou. Acredito que o eleitor de São Paulo está querendo outra coisa.

segunda-feira, 17 de março de 2014

PAUL CRAIG ROBERTS, EX MEMBRO DO GOVERNO AMERICANO DENUNCIA COMO O GOVERNO DOS EUA ARTICULAM MANIFESTAÇÕES NA UCRÂNIA E NA AMÉRICA LATINA PARA ENFRAQUECER A RÚSSIA E O BRASIL E ASSIM DESARTICULAR OS BRICS.



Ex membro do Governo dos EUA,
Paul Craig Roberts denuncia o terrorismo
de seu pais contra governos 
democraticamente eleitos.


Indicado pelo amigo do Facebok Marcelo Fernandes

Quem é Paul Craig Roberts?

Economista norte-americano, nascido 1939, colunista do Creators Syndicate. Serviu como secretário-assistente do Tesouro na administração Reagan e foi destacado como um co-fundador da Reaganomics. Ex-editor e colunista do Wall Street Journal, Business Week e Scripps Howard News Service. Testemunhou perante comissões do Congresso em 30 ocasiões em questões de política econômica. Durante o século XXI, Roberts tem frequentemente publicado em Counterpunch, escrevendo extensamente sobre os efeitos das administrações Bush (e mais tarde Obama) relacionadas com a guerra contra o terror, que ele diz ter destruído a proteção das liberdades civis dos americanos da Constituição dos EUA, tais como habeas corpus e o devido processo legal. Tem tomado posições diferentes de ex-aliados republicanos, opondo-se à guerra contra as drogas e a guerra contra o terror, e criticando as políticas e ações de Israel contra os palestinos. Roberts é um graduado do Instituto de Tecnologia da Geórgia e tem Ph.D. da Universidade de Virginia, com pós-graduação na Universidade da Califórnia, Berkeley e na Faculdade de Merton, Oxford University.


A Venezuela também está sendo derrubada pelo regime criminoso dos EUA. A violência dos "coxinhas" na Venezuela é comandada por Washington. 

O golpe orquestrado pelos EUA na Ucrânia manteve a Venezuela fora das manchetes.
Um confronto com a Rússia com armas nucleares é mais perigoso do que com a Venezuela. Mas a violência que os EUA desencadearam na Venezuela, quase simultaneamente com a Ucrânia, é testemunho da criminalidade gritante em Washington.

A América do Sul sempre consistiu de uma pequena elite espanhola com todo o dinheiro e poder sobre grandes populações majoritárias de povos indígenas que não tinham representação política. Na Venezuela, Chávez rompeu esse padrão. Foi eleito um presidente indígena que representava o povo e trabalhou em seu favor, em vez de saquear o país. Chávez tornou-se um modelo, e presidentes indígenas foram eleitos no Equador e na Bolívia.

Chávez foi odiado por Washington e demonizado por presstitutos americanos.

Quando Chávez morreu de câncer, Washington comemorou.

Evo Morales, presidente da Bolívia, estava inclinado em favor de conceder asilo a Edward Snowden. Consequentemente, Washington ordenou a seus estados fantoches europeus negar a permissão de sobrevoo do avião do presidente Morales em seu retorno da Rússia à Bolívia. O avião de Morales, em violação a todos os protocolos diplomáticos, foi forçado a aterrissar e foi revistado. Morales, desde então, sofreu outras humilhações nas mãos dos criminosos dos EUA.

Rafael Correa, presidente do Equador, tornou-se um alvo dos EUA através da concessão de asilo político a Julian Assange. Sob as ordens de Washington, o estado britânico fantoche de Washington recusou-se a conceder a livre passagem para Assange, e Assange está vivendo na Embaixada do Equador em Londres, assim como o Cardeal Mindszenty passou sua vida na Embaixada dos EUA na Hungria comunista.

Com a morte de Chávez, Nicolás Maduro tornou-se presidente. Maduro não tem o carisma de Chávez, o que o torna alvo fácil para a pequena elite espanhola que detém a mídia.
Washington começou o ataque contra Maduro atacando a moeda venezuelana e reduzindo o seu valor nos mercados cambiais. Em seguida, os estudantes universitários, muitos dos quais são filhos das ricas elites espanholas, foram enviados para protestar.

A moeda venezuelana em queda aumentou os preços, e a insatisfação se espalhou entre os pobres da base indígena de Maduro. Para acabar com os tumultos, os danos à propriedade e o distúrbio que Washington está usando para lançar um golpe, Maduro teve que usar a polícia.

O Secretário de Estado John Kerry chamou o esforço do governo para restabelecer a ordem pública e evitar um golpe de estado uma “campanha de terror contra seus próprios cidadãos”.

Tendo orquestrado os protestos e conspirado um golpe de estado, Kerry culpou Maduro pela violência que Kerry desencadeou e exortou Maduro “a respeitar os direitos humanos.

Para os EUA, é sempre o mesmo roteiro. Cometer um crime e culpar a vítima.

Se os EUA conseguirem derrubar Maduro, o próximo alvo será Correa. Se Washington conseguir se livrar de Correa e reempossar um governo fantoche das ricas elites espanholas, Washington pode fazer o governo equatoriano revogar o asilo político que Correa concedeu a Julian Assange. A embaixada equatoriana em Londres será ordenada a mandar Assange para os braços da polícia britânica, que irá mandá-lo para a Suécia, que vai mandá-lo a Washington para ser torturado até que ele confesse o que Washington quiser.

Os pobres idiotas úteis protestando nas ruas venezuelanas não têm mais ideia do dano que estão fazendo a si mesmos e aos outros do que suas contrapartes na Ucrânia.

Os venezuelanos já se esqueceram de como a vida era para eles sob o domínio das elites espanholas. Parece que os venezuelanos estão determinados a ajudar Washington a devolvê-los à sua servidão.

Se os EUA reconquistarem a Venezuela e o Equador, a Bolívia será a próxima. Em seguida, o Brasil. 

Washington está de olho no Brasil, porque o país é membro dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul), e Washington tem a intenção de destruir esta organização antes que esses países possam estabelecer um bloco comercial que não utilize o dólar norte-americano.

Não faz muito tempo, um funcionário norte-americano disse que assim que nós (EUA) colocarmos a Rússia contra a parede, nós vamos lidar com os emergentes da América Latina.

O programa está dentro do cronograma.


domingo, 16 de março de 2014

DIRETO DA CARTA CAPITAL, O ARTIGO DE MARCOS COIMBRA DESTE FINAL DE SEMANA SOBRE A ELEIÇÃO PRESIDENCIAL DESTE ANO QUE TODOS NÓS PRECISAMOS LER PARA NÃO FICARMOS FANTASIANDO LEITURAS ENVIESADAS, QUE NÃO REPRESENTAM A REALIDADE.

As realidades dos quadros eleitorais para Lula em 2006 e para
Dilma em 2014, apesar de diferenciadas, se combinam.


Análise / Marcos Coimbra
As reeleições de Lula e Dilma
Poucos se lembram, mas o ex-presidente enfrentou maiores dificuldades em 2006
por Marcos Coimbra — publicado 16/03/2014 00:11


Existem muitas diferenças e algumas semelhanças entre os primeiros mandatos de Lula e Dilma Rousseff. No plano eleitoral, essas são especialmente visíveis no modo como chegaram ao quarto ano e ao início do processo sucessório.

A vitória de Lula em 2006 foi tão significativa e o segundo mandato tão consagrador que tendemos a esquecer as dificuldades que o ex-presidente atravessou naquele ano. Ele sempre liderou as pesquisas, é verdade, e o governo manteve-se majoritariamente aprovado ao longo do período, mas sua posição só se tornou confortável nos últimos meses.

Se tomássemos como estava no fim de fevereiro, constataríamos um quadro nada tranquilizador. O governo tinha uma avaliação positiva de 37%, maior que a negativa, de 22%, mas menor que a soma daqueles que o consideravam “regular”, 39%, segundo dados do Datafolha.

Essa falta de entusiasmo em relação ao governo se manifestava nas intenções de voto: na mesma pesquisa, Lula obtinha 39% na lista em que José Serra, com 31%, aparecia então como a opção do PSDB. Os demais candidatos totalizavam 16%. A chance de o petista vencer no primeiro turno era quase nula.

Nos levantamentos subsequentes, a vantagem de Lula sobre os concorrentes ampliou-se, mas muito pelo fato de Geraldo Alckmin ter sido o escolhido para representar os tucanos. Em março, o ex-presidente tinha 42% e o paulista alcançava 23%. No mês seguinte, a diferença entre os dois permaneceu idêntica. Lula só chegou à marca de 45% em maio, quando deixaram de ser pesquisados os nomes de possíveis candidatos do PMDB, após o partido decidir não lançar um nome.

Como se vê, foi lenta a ascensão de Lula, e deveu-se mais a movimentos internos do sistema político do que ao crescimento do apoio popular à candidatura.

A razão, provavelmente, era a avaliação do governo. Pois, se é fato que os números de fevereiro (embora não fossem maravilhosos) mostrassem expressiva recuperação em relação a dezembro, os meses seguintes foram de interrupção da tendência de melhora.
No fim de 2005, o governo Lula havia chegado a seu pior momento: apenas 28% dos entrevistados o avaliavam positivamente, abaixo dos 29% que o reprovavam. Recompôs-se e foi a 37% em fevereiro. Mas lá empacou: 38% em março, 37% em abril, 39% em maio, 38% em julho. Parecia incapaz de voltar ao patamar de 45%, onde estivera em dezembro de 2004.

Quem acompanha as pesquisas atuais percebe a semelhança com o momento atual. As quatro fases pelas quais Lula passou entre meados de 2005 e a pré-campanha de 2006 repetem-se com Dilma. A presidenta estava em seu máximo no começo de 2013, perdeu boa parte da popularidade entre junho e julho, recuperou-se em agosto, mas sem voltar aos níveis anteriores ao “derretimento”, e parou de melhorar de lá para cá. Sua avaliação e intenção de voto estão “congeladas” desde setembro.  O mesmo padrão do ocorrido com Lula.

Em 2006, houve, porém, uma nova fase, inaugurada quando foi dada a largada efetiva da campanha. Mais especificamente, a partir de agosto, ao começar a propaganda eleitoral na televisão e no rádio.  Foi somente quando Lula teve acesso aos meios de comunicação de massa, para mostrar seu trabalho e defender o governo, que as condições de competição se tornaram menos desequilibradas. A intensa campanha da mídia antipetista contra ele e o governo não cessou, mas outro discurso pôde ser exposto aos eleitores.

A avaliação positiva foi a 45% em agosto, 46% no início e 49% no fim de setembro. Continuou a crescer em outubro e chegou a 53%, superior à alcançada por qualquer presidente que o antecedeu, em qualquer momento (dados sempre do Datafolha). 
E Lula venceu a eleição.

A lembrança do acontecido em 2006 serve para deixar menos ansiosos aqueles que apoiam a reeleição de Dilma. Tudo considerado, o fato de ela “ter parado de subir” desde agosto de 2013 não parece ser problema grave.

Inversamente, serve para diminuir as esperanças da oposição. Não são apenas Aécio Neves e Eduardo Campos que podem se beneficiar da propaganda eleitoral. Na verdade, como vimos nas disputas pela reeleição, tanto com Fernando Henrique Cardoso em 1998 quanto com Lula em 2006, quem está no governo tende a crescer, pois possui obras a apresentar e argumentos concretos para convencer os eleitores.

Ainda mais quando, como Dilma neste ano, lidera uma coalizão que lhe assegura abundante tempo de televisão.