domingo, 29 de janeiro de 2012

FALSAS ACUSAÇÕES DE PERSEGUIÇÕES NO TRABALHO COM MENTIRAS EXISTEM E PRECISAM SER DENUNCIADAS TANTO QUANTO AS PRÓPRIAS PERSEGUIÇÕES A TRABALHADORES QUE, INFELIZMENTE, AINDA FAZEM PARTE DO DIA A DIA NO MUNDO DO TRABALHO.


Nos anos setenta do século passado o Cacique Mario Juruna não
 teve outra alternativa senão a de gravar suas conversas 
para não ser chamado de mentiroso.


O Blog “A Essência Além da Aparência” esta mais uma vez fazendo que mais gosta, está incentivando o debate ao colocar em questão para discussão um tema que a maioria das pessoas gosta de literalmente colocar bem “debaixo do tapete”.


Estamos falando da mentira como forma de escamotear a verdade que acontece principalmente nos locais de trabalho em algumas situações.

Em todos os locais de trabalho existe hierarquia. Se não existir, como uma gestão poderá ser feita? Existem hierarquias para diversas situações tanto na iniciativa privada quanto no serviço público. No serviço público temos o caso dos setores militarizados, as Forças Armadas e as Forças Policiais, que tem relações de hierarquia mais rígidas.

Infelizmente, a estabilidade no trabalho, uma conquista dos servidores públicos e da sociedade, em determinadas situações é confundida com um direito a imunidade diante da hierarquia que na realidade não existe, ou seja, a estabilidade não foi conquistado para se transformar em justificativa para não se respeitar os superiores hierárquicos no local de trabalho.

Uma minoria de pessoas, infelizmente, tem o comportamento de usar o direito adquirido da estabilidade no trabalho como justificativa para não cumprir ordens e também não prestar contas de suas obrigações a seus superiores. Isto felizmente acontece em relação a uma minoria muito ínfima, digo felizmente porque a imensa maioria dos servidores que tem o direito à estabilidade no trabalho ou emprego respeita seus superiores e só age denunciando eles quando acontecem injustiças e abusos de poder.

O comportamento não ético dessa minoria de pessoas que tem acesso a estabilidade no emprego, um beneficio, que é bom lembrar a imensa maioria dos trabalhadores no Brasil e no mundo não tem, pode chegar ao cúmulo de se inventar situações de falsas perseguições que culminam em denuncias falsas contra superiores, que podem estar apenas somente tentando que o trabalho sério aconteça no dia a dia. Obviamente que existem perseguições por parte de superiores hierárquicos que devem ser denunciadas prontamente. Um ato não invalida o outro e vice-versa.

Assim, se mergulharmos em uma relação não ética que descambe para o campo da denuncia falsa estaremos caminhando para uma situação de insegurança total no trabalho e como forma de não sermos prejudicados, em qualquer circunstância que estivermos seja como chefes ou subordinados, seremos obrigados a se defendermos. Tal autodefesa poderá descambar para o irracional e as pessoas poderão ser tentadas a gravarem suas conversas com seus desafetos como forma de não serem prejudicadas por calúnias.

Dessa forma, somos então obrigados se lembrar do saudoso Cacique Mario Juruna, que nos anos setenta do século passado “cansado” de ser taxado de mentiroso depois de suas conversas com os políticos e representantes do governo que negavam o que teriam dito a ele, não teve alternativa senão a de passar a gravar todas suas conversas para poder depois provar que não estava mentindo.

Conclusão, o índio Juruna na sua simplicidade trouxe à tona uma questão fundamental em relação ao que representa a verdade a e mentira para nossa sociedade. Sua ação que foi encarada como folclórica pela maioria das pessoas, na realidade marcou uma geração e até hoje ainda serve de referencia para situações como a que este blog coloca em debate. Gostaríamos muito de ouvir a opinião das pessoas sobre isto, afinal a democracia precisa disto, ou seja, das provocações e questionamentos, caso contrário, não existiria razão de ser para a própria democracia.


Flávio Luiz Sartori - flavioluiz.sartori@gmail.com