quarta-feira, 4 de maio de 2011

2001: O ANO QUE SÓ COMEÇOU ACABAR EM 2011, AGORA SÓ FALTA ESCLARECER A MORTE DO EX PREFEITO ANTONIO DA COSTA SANTOS DE CAMPINAS



Caso não tivesse acontecido o 11 de Setembro de 2001 de Nova York, o assassinato do 
Prefeito Antônio da Costa Santos poderia ter tido um peso maior na mídia com 
consequente maior repercussão na opinião pública que forçaria as autoridades policiais e o poder judiciário agirem com mais rigor.


Ao lerem o título deste texto possivelmente muitas pessoas poderão imaginar que este "escevinhador" (me desculpem os verdadeiros inventores da palavra) concorda com assassinatos a sangue frio como o que aconteceu com Osama Bin Laden.


Isso não, de maneira alguma, mesmo uma pessoa como Bin Laden que transformou um embate político na chacina do World Trade Center em 2001 deveria ter tido um julgamento justo, de preferência por um tribunal isento, algo parecido com Nuremberg pós Segunda Guerra Mundial.


É muito difícil não esquecer aquela quase madrugada de 10 de setembro de 2001 quando o sempre amigo Isaac Martins, liderança comunitário da região do Campo Grande aqui em Campinas me telefonou para informar que os noticiários da noite, quase dia seguinte, informavam que o Prefeito Antonio da Costa Santos tinha sido assassinado em um crime que parecia comum, um aparente caso de tentativa de assalto, que depois paulatinamente foi se transformando em um crime por encomenda que permanece impune como, um verdadeiro mistério até hoje.


Horas depois, ja em pleno onze de setembro, enquanto eu trabalhava gerenciando uma pesquisa sobre transporte intermunicipal, fiquei sabendo ao telefonar para minha esposa que a televisão mostrava ao vivo uma das torres gêmeas em fumaça depois de ter sido atingida por um avião de passageiros Boing, não aguentei, não podia  perder aquele momento histórico de maneira nenhuma, dispensei a equipe e fui embora para casa assistir a cobertura do fato ao vivo pela televisão.


Logo que cheguei, minutos depois de  ir para frente de TV vi um segundo avião atingir a outra torre gêmea, em seguida uma depois a outra vieram ao chão como que se tivessem sido implodidas, impactante.


Enquanto Campinas velava Antonio da Costa Santos, diante do 11 de setembro de Nova York, sua morte ficou em segundo plano, seus assassinos, digo os verdadeiros mandantes e os motivos reais do crime também foram absorvidos pela mídia massiva voltada para o ataque orquestrado por Bin Laden e seus seguidores.


Nos últimos anos a ação terrorista parecia esquecida até de Barack Obama necessitando mais do que nunca de uma ajuda para continuar na Casa Branca nas eleições do ano que vem resolveu usar Bin Laden, uma das cartas que tinha na manga para não correr riscos.


E Antônio da Costa Santos, o Toninho, como ficará? Será esquecido?


Flávio Luiz Sartori