quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O TAL DE BIG BROTHER, QUE NÃO É GRANDE IRMÃO COISA NENHUMA É SÓ NA REALIDADE APENAS UM GRANDE VILÃO E POR ISSO MESMO AI VAI UM CORDEL DE BRASILEIRO QUE NÃO CONCORDA COM ESSE TAL DE BBB, QUE É SÓ APENAS MAIS UM PROGRAMA FULEIRO.

Eis que quando chego em casa
Para os e mails do dia ler
Encontro a amiga Maristela
Com cordel maravilhoso
Que só me desafia
A simplesmente colocar ele
Aqui no meu blog

Vocês conhecem Antonio Barreto?
Cordelista natural de Santa Bárbara-BA, residente em Salvador?
E grito dele contra a manipulação do BBB?


Poesia em Cordel - repúdio ao BBB




A letra:


Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.

Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.


Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.

O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.

Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.

Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.

Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dar muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.

Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.

A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.

E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.

A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.

Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.

Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?

Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal…
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal…





E ainda conheçam o próprio Antonio Barreto em uma entrevista:








Obrigado para todos, Maristela Braga, pela sua grande idéia e que este blog publicou e caprichou.


Flávio

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A DIREITA NOS EUA, A DIREITA NO BRASIL, TUDO A MESMA COISA. SERRA TENTOU CRIAR O "TEA PARTY BRASILEIRO" PARA TENTAR VENCER A ELEIÇÃO PRESIDENCIAL CONTRA DILMA A QUALQUER CUSTO, SUA INICIATIVA ACIRROU SENTIMENTOS QUE PARECIAM ADORMECIDOS MAS QUE SEMPRE VAGARAM POR NOSSA SOCIEDADE COMO FANTASMAS QUE APENAS SE ESCONDEM.

Direto do Viomundo, sensacional artigo de Robert Kennedy Jr. revela os bastidores do assassinato do Presidente John Kennedy, leiam e reflitam:

Robert Kennedy Jr.: Quando a mídia ajuda a matar


Após a morte de JFK, vozes do extremismo de direita se afastaram um pouco do rádio e TV. Agora voltaram, diz sobrinho de Kennedy

por Robert F. Kennedy Jr., traduzido por Terezinha Martino, no Estadão

No dia 22 de novembro de 1963, minha mãe foi me buscar na Sidwell Friends School, em Washington. Quando seguíamos para casa, em Hickory Hill, norte da Virgínia, observei que todas as bandeiras da cidade estavam a meio pau. Minha mãe disse que um homem malvado tinha atirado no tio Jack e ele tinha ido para o céu. Um amigo do meu pai, Dean Markhan, ex-companheiro do time de futebol em que ele jogava e promotor da divisão de combate ao tráfico, foi buscar meu irmãozinho David na escola Our Lady of Victory. “Por que eles mataram tio Jack?”, David perguntou a ele. Dean, ex-fuzileiro naval, veterano de combates, conhecido como um dos mais robustos atacantes do Esquadrão GI Bill — o mais forte time de futebol [americano] da história da Universidade de Harvard –, não era tão forte para enfrentar aquela pergunta. E chorou silenciosamente durante todo o caminho percorrido.

Quando cheguei em casa meu pai estava no jardim com Brumus, nosso terra-nova, e Rusty, um setter irlandês. Corremos em sua direção e o abraçamos. Todos choravam. Ele nos disse: “John teve a vida mais maravilhosa possível e jamais teve um dia triste”.

Nem Glenn Beck, Sean Hannity ou Michael Savage, nem os odiosos mercadores da Fox News e dos programas de rádio podem dizer que inventaram seu estilo.

[PS do Viomundo: O autor se refere a jornalistas-militantes da extrema-direita]

A virulência tóxica da direita dominava de tal forma as ondas de rádio desde a era McCarthy até 1963 que o presidente John Jack Kennedy, naquele ano, lançou uma campanha para implementar a Fairness Doctrine (Doutrina da Imparcialidade), que exigia exatidão e equilíbrio no rádio e na TV. Estudantes, grupos religiosos e de cidadãos registraram mais de 500 queixas na Comissão Federal de Comunicações contra extremistas de direita e apresentadores que disseminavam o ódio.

Os programas transmitidos em Dallas eram radioativos: pregadores, líderes políticos e empresários locais cuspiam a virulência extremista, inflamando as paixões de legiões de fanáticos desequilibrados. Havia alguma coisa naquela cidade — cólera ou loucura — que, conscientemente ou não, parecia preparar o terreno para o assassinato de Jack. A Voice of America, meia hora após o assassinato do presidente, descreveu Dallas como o “centro da extrema direita”. Texas era um tal caldeirão de corrupção da direita que o historiador William Manchester a retratou como a cidade que lembrava os dias finais da República de Weimar. “Coisas insanas ocorriam”, reportou Manchester. “Enormes cartazes exigiam o ‘impeachment’ de Earl Warren (presidente da Suprema Corte, responsável pelo fim da segregação nas escolas; depois presidiu a comissão Warren, que investigou o assassinato de Kennedy)”.

Lojas de judeus eram pichadas com suásticas. Jovens donas de casa se sacudiam em público ao canto “Stevenson’s going to die — his heart will stop, stop, stop and he will burn, burn, burn”(Stevenson vai morrer — e seu coração vai parar, parar, parar e ele vai queimar, queimar, queimar).

Manchester continua: “Dallas tornou-se a meca dos festivais de cura dos evangélicos da National Independence Convention, das Cruzadas Cristãs, dos Milicianos, da Sociedade John Birch e das Sociedades Patrick Henry e a sede do explorador de petróleo, de direita, H. L. Hunt e suas atividades duvidosas. O prefeito da cidade, o direitista Earl Carrol, era conhecido como ‘prefeito socialista de Dallas’ por ter mantido sua filiação no Partido Democrata”.


[Nota do Viomundo: O autor se refere, acima, a grupos da extrema-direita de então, antecessores do Tea Party]

O discurso de tio Jack em Dallas deveria ser um ataque violento contra a direita. Ele encontrou as ruas abarrotadas de democratas seus partidários, mas entre eles eram vistos os ornamentos familiares do ódio contra o presidente: bandeiras confederadas, centenas de cartazes exibindo uma foto de Jack com a inscrição “Procurado por traição”. Um homem portava uma faixa que dizia: Você um traidor (sic)”. Outras faixas o acusavam de ser comunista. Quando os alto-falantes da escola anunciaram o assassinato de Jack, alunos do quarto anos aplaudiram. Um ouvinte de rádio ligou para dizer que “qualquer branco que fez o que fez pelos negros deve ser morto a tiros”.

Quando meus irmãos e eu fomos à Casa Branca para consolar meus primos John e Caroline, um grupo desfilava diante da residência exibindo um cartaz que dizia “Deus puniu JFK”.

Jack tinha recebido uma infinidade de advertências para não visitar a cidade texana. De fato, um pressentimento tomava conta da nossa família quando ele e a tia Jackie se preparavam para a viagem. Jack fez uma visita não programa a Cape Cod para se despedir do meu avô doente. Na noite anterior à viagem, minha mãe sentiu que ele estava ausente e taciturno no jantar para os juízes da Suprema Corte.

A morte de Jack forçou um autoexame nacional. Em 1964, os americanos repudiaram as forças do ódio e da violência da direita com histórica e esmagadora vitória na eleição presidencial disputada por Lindon Johnson e Barry Goldwater. Por um tempo os promotores do extremismo de direita se afastaram do pódio público. Agora retornaram, pensando em vingança, ao rádio e à TV e a importantes posições no cenário político.

Gabrielle Giffords continua num quarto de hospital lutando pela vida. Uma garota de 9 anos e outras cinco pessoas estão mortas. Rezemos por elas e pelo nosso país e esperemos que essa tragédia leve a um novo exame de consciência.


Alerta geral, a direta facista nazista de hoje se camufla mas esta sempre lá, pronta para dar o golpe.

Flávio