sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O FATO DE DILMA ROUSSEF TER APARECIDO EM PRIMEIRO LUGAR NO DATAFOLHA E NO IBOPE NÃO SIGNIFICA QUE AS PESQUISAS NOS ESTADOS NÃO ESTÃO SENDO MANIPULADAS

As pessoas devem estar imaginando que o Datafolha e o IBOPE fizeram autocrítica e a partir de agora só vão publicar pesquisas verdadeiras. Errado, o que levou estas empresas ao recuo foi o mercado. Como os empresários, principalmente os que atuam no mercado de publicidade, que contratam as importantes pesquisas de mercado iriam confiar no Datafolha e no IBOPE se eles continuassem a divulgar pesquisas falsas?

Obviamente que na medida em que o três de Outubro se aproxima, a verdade apareceria e o ridículo a que eles estavam se submetendo ia ficar cada vez pior, então a solução foi aceitar a verdade e se justificar, nem que fosse com lágrimas de crocodilo, como fez o Montenegro do IBOPE.

Não vamos se enganar, o processo eleitoral ainda reserva duas eleições estaduais importantíssimas: Minas Gerais e São Paulo.

Comecemos por Minas onde a possibilidade de manipulação pode ser menor, mas, nem por isso devemos descartar a possibilidade de o candidato Anastásia, apoiado pelo tucano Aécio estar sendo inflado em alguns pontinhos pelo Datafolha e pelo IBOPE. A verdade só vai aparecer para valer bem próximo ao três de Outubro, ai vamos medir a transferência de Lula para a chapa Hélio Costa / Patrus Ananias e de Aécio para seu candidato. Olho vivo no Vox Populi em Minas se estão acertando tão bem no Brasil certamente que acertarão em Minas Gerais.

Aqui em São Paulo a situação é mais grave, os interesses da elite dominante e do PIG, o Partido da Imprensa Golpista são os mesmos e para eles uma derrota do PSDB ou até mesmo a disputa de um segundo turno representarão um sintoma de fragilidade inadmissível. Por isso mesmo o PIG vai lutar com todas as forças e armas até o fim, o Datafolha e o IBOPE só vão admitir uma subida de Mercadante na reta final da campanha. Manter Mercadante bem atrás de Alkimin ajudará a segurar a onda petista que já está acontecendo em São Paulo com Dilma Roussef.

Posso estar muito enganado, mas, hoje, eu diria que vamos ter segundo turno em São Paulo, querendo ou não a elite que sempre governou São Paulo e o PIG e sua imensa rede de afiliados seguidores de todo o Estado. Podem acreditar.

PARA MATAR AS SAUDADES: Tina Turner -Let's Stay Together




Flávio

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

O SERRA DEVE ESTAR DE BRINCADEIRA. QUER FAZER O BRASIL ACREDITAR EM UM "PAU MANDADO"

Como se planeja um golpe, ou melhor, o motivo para um golpe?

Serra ja sabia que a parada seria dura, talvez menosprezasse o poder de transferência de votos do Presidente Lula para sua candidata Dilma Roussef, mas ja sábia e a muito tempo que o oposicionista que enfrentasse Dilma seria derrotado.

Serra tentou de tudo, principalmente manipular a opinião pública com pesquisas fajutas do Datafolha e do IBOPE, também contou com a sempre providencial ajuda da Globo, que inclusive chegou a ensaiar uma campanha publicitária para comemorara 45 anos de aniversário com refrão igual ao da campanha de Serra.

Nesse momento em que a viola de Serra esta literalmente indo para o saco, Serra se desespera e para tanto conta com seus asseclas do PIG de sempre. Agora pouco ouvi um dos "colonistas" dos irmão Marinhos, os que não tem nome, na GloboNews, um tal de Merval Pereira, que acusou a campanha Dilma e o Lula de forma descarada como que se fosse um cabo eleitoral de Serra.

Que é isso Serra? O que você quer? Ganhar no tapetão. Pensou que venceria a eleição?

Para com isso e saia do processo com dignidade, não como um golpistazinho de meia tijela.

Este caso da Receita federal, que inclui com o nome da filha do Serra é coisa de picareta desqualificado, se Serra insistir nisto vai acabar ficando, de fato, desmoralizado porque a massa, a maioria dos eleitores não vai cair nessa verdadeira "conversa fiada". Tudo que Serra e o PIG tentarem não vai colar, o povo está vacinado.

Flávio

terça-feira, 31 de agosto de 2010

SERRA E O PIG NÃO “NÃO JOGARAM A TOALHA”: A ESTRATÉGIA DA GLOBO DE DESCOLAR LULA DE DILMA E OS ATAQUES DE SERRA E DA FOLHA SÃO TUDO UMA COISA SÓ



Agora a pouco terminou o horário eleitoral gratuito na televisão, pela primeira vez o programa eleitoral de Serra fez ataques pesados diretos a Dilma Roussef associando a figura da candidata a pretensos erros do Governo Lula, principalmente na Saúde.

O UOL e a Folha continuam firmes nas notícias sobre o requentado “escândalo” do vazamento de dados da Receita Federal com pessoas ligadas ao PSDB, agora a pouco o UOL noticiou que dados da filha de Serra foram acessados.

Por outro lado a Globo começou a dar um destaque ao Presidente Lula que nunca deu antes, principalmente em sua página na Web, a globo.com. Lula é destaque na festa de 100 anos Corinthians e recebe homenagem do Clube dos 13.

E o ataque de Serra a Dilma continua nas inserções durante a programação da televisão, Dilma e Zé Dirceu foram associados a Collor.

O que esta acontecendo? A Globo ficou boazinha? Serra só vai atacar Dilma? A Folha e o UOL continuam suas cruzadas cegas anti PT?

Não é bem assim, não são fatos isolados independentes, de jeito nenhum, são apenas facetas de uma estratégia única do PIG contra Lula e Dilma. Prestem atenção.
A Globo afaga Lula para não parecer que ela é contra o presidente mais popular da história do Brasil, a Folha e também a Globo continuam firme levantando a bola e com agravantes no requentado escândalo da Receita Federal e Serra no programa eleitoral na televisão vai com tudo para cima de Dilma, enquanto a Globo tenta descolar o presidente da campanha eleitoral colocando ele como uma figura acima da disputa.

Está claro, está em marcha à estratégia do PIG e de Serra, provavelmente saída da cabeça de FHC, para tentar enganar o eleitorado e dessa forma empurrar a eleição presidencial para o segundo turno. Também deve ter alguma “surpresa de última hora” que está sendo preparada por Ali Kamel, o verdugo.

A Globo reconhecendo Lula, nem pensar. É só uma jogada, uma tacada de última hora de Serra e do PIG, podem acreditar.

Flávio Luiz Sartori – flavioluiz.sartori@gmail.com

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

DIZER EU ERREI NÃO DIMINUI NINGUÉM, NEM MESMO O MONTENEGRO DO IBOPE QUE FOI, NO MÍNIMO, CORAJOSO NESTA ENTREVISTA.

Montenegro do IBOPE foi criticado por mim aqui diversas vêzes. Discussões metodológicas à parte, Montenegro, nesta entrevista à Isto É foi autêncico e isso precisa ser reconhecido:

'O Brasil já tem um presidente', diz Montenegro, do Ibope

Octávio Costa e Sérgio Pardellas, ISTOÉ

Há exatamente um ano, o presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, declarou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não faria o sucessor, apesar da alta popularidade. Na ocasião, o responsável por um dos mais tradicionais institutos de pesquisas do País assegurava que o presidente não conseguiria transferir seu prestígio pessoal para um “poste”, como tratava a ex-ministra Dilma Rousseff.
Agora, a um mês das eleições e respaldado por números apresentados em pesquisas diárias, Montenegro faz um mea-culpa. “Errei e peço desculpas. Na vida, às vezes, você se engana”, afirmou. “O Brasil já tem uma presidente. É Dilma Rousseff.”
Segundo Montenegro, a ex-ministra da Casa Civil vem se conduzindo de forma convincente e confirma, na prática, o que o presidente disse sobre ela na histórica entrevista concedida à ISTOÉ na primeira semana de agosto: “Lula acertou. Dilma é um animal político. Está mostrando muito mais capacidade do que os adversários.”

O sr. disse que o presidente Lula não conseguiria transferir seu prestígio para a ex-ministra Dilma Rousseff, mas as pesquisas mostram o contrário. O sr. ainda sustenta que o presidente não fará o sucessor?
Eu nunca vi, em quase 40 anos de Ibope, uma mudança na curva, como aconteceu nesta eleição, reverter de novo. Por mais que ainda faltem 30 e poucos dias para a eleição, o Brasil já tem uma presidente. É Dilma Rousseff. Ela tem 80% de chances de resolver a eleição no primeiro turno. Mas, se não for eleita agora, será no segundo turno.

A que o sr. atribui essa virada?
Houve uma série de fatores. Primeiro a transferência do Lula, que realmente vai sair como o melhor presidente do Brasil. Um pouco acima até do patamar de Getúlio Vargas e de Juscelino Kubitschek. O segundo ponto é o preparo da candidata Dilma. Ela tem mostrado capacidade de gestão, equilíbrio, tranquilidade e firmeza. A terceira razão é seu bom desempenho na televisão, inclusive nos debates e entrevistas. Lula acertou ao dizer, em entrevista à ISTOÉ, que ela era um animal político. Está mostrando muito mais capacidade que os adversários e mostra que tem preparo para ser presidente.

Mas há um ano o sr. declarou que Lula dificilmente faria o sucessor.
Errei. Eu dizia de uma forma clara que, apesar de o Lula estar bem, ele não elegeria um poste. Foi uma declaração extemporânea, descuidada e muito mais fundamentada num pensamento político do que com base em pesquisas. Foi um pensamento meu. Acho que eu tinha o direito de pensar daquela forma, mas não tinha o direito de tornar público. Peço desculpas. Na vida, às vezes, você se engana.

O que mais o surpreendeu desde o momento do lançamento das candidaturas?
A oposição errou e essa é a quarta razão para o sucesso de Dilma. A campanha do Serra está velha e antiga. Não tem novidade. O PSDB repete 2002 e 2006. Está transmitindo para o eleitor uma coisa envelhecida. Vejo um despreparo total. O PSDB está perdido, da mesma forma que o Lula ficou nas eleições de 1994 e 1998 contra o Plano Real. Na ocasião, ele não sabia se criticava ou se apoiava e perdeu duas eleições.

O bom momento da economia, a geração de empregos e o consumo em alta não fazem do governo Lula um cabo eleitoral imbatível?
Essa, para mim, é a razão principal. O Brasil nunca viveu um momento tão bom. E as pessoas estão com medo de perder esse momento. O Plano Real acabou derrotando o Lula duas vezes. Mas o Lula, com o governo dele, sem querer ou por querer, acabou criando um plano que eu chamo de imperial. É o império do bem, em que cerca de 80% a 90% das pessoas pelo menos subiram um degrau. Quem não comia passou a comer uma refeição por dia, quem comia uma refeição passou a fazer duas, quem nunca teve crédito passou a ter crédito, quem andava a pé passou a andar de bicicleta ou moto, quem tinha carro comprou um mais novo e quem nunca viajou de avião passou a viajar. Os industriais também estão felizes, vendendo o que nunca venderam. Os banqueiros idem.

Mas esse fator não pesou logo de início, quando os candidatos lançaram os seus nomes e Serra permaneceu vários meses na frente.
No início, houve transferência do Lula. Mas, de uns três meses para cá, o Lula está associando o êxito dele ao êxito do governo como um todo. E está mostrando que Dilma é a gestora desse governo. O braço direito dele. E as pessoas estão confiantes nisso e não estão querendo perder o que ganharam.

É possível dizer então que o programa de tevê do PT é mais eficiente do que o da oposição?
A tevê ajudou na consolidação. Mas a virada de Dilma Rousseff na corrida para presidente da República se deu antes da tevê. Pelo menos antes do horário eleitoral gratuito.

Isso derruba o mito de que o programa eleitoral é capaz de virar a eleição?
Quando a eleição é disputada por candidatos pouco conhecidos, ele pode ser decisivo, sim. Por exemplo, a televisão está ajudando a eleição de Minas Gerais a se tornar mais dura. O Aécio está entrando agora, o Anastasia é o governador e eles estão mostrando as realizações do governo. Por isso, o Anastasia está crescendo. O Hélio Costa largou na frente porque já era uma pessoa muito mais conhecida do que o Anastasia. Mas, quando você pega uma eleição em que todos os candidatos são bem conhecidos, o uso da tevê é muito mais de manutenção e preenchimento do que para proporcionar uma virada.

E os debates? Eles podem mudar a eleição?
Só se houvesse um desastre. Cada eleitor acha que o seu candidato teve desempenho melhor. Vai ouvir o que está querendo ouvir. Já conhece as propostas anunciadas durante a propaganda eleitoral. Falando especificamente dessa eleição presidencial, repito que a população está de bem com a vida. Quer continuar esse bom momento. O Brasil quer Dilma presidente.

A candidatura de Marina Silva não tem força para levar a eleição até o segundo turno?
Cada vez mais a vitória de Dilma no primeiro turno fica cristalizada. Temos pesquisas diárias que mostram que essa eleição presidencial acabou. Agora, mais uma vez, o Brasil está dando um show de democracia. É bom dizer que os três principais candidatos são excelentes. Todos têm passado político, currículo e história. A história da Marina Silva, por exemplo, é maravilhosa. A luta dela pelo meio ambiente é muito importante. Mas a Marina até outro dia estava com Lula e as pessoas a relacionam com o presidente. Você pega a luta do Serra e ela também é fantástica. E o Serra, até outro dia, também estava no palanque do Lula, na luta contra a ditadura.

O fato de Dilma nunca ter disputado uma eleição não deveria pesar a favor de José Serra?
No Chile, Michele Bachelet tinha 80% de aprovação, mas não conseguiu fazer o sucessor. Por quê? Porque ele tinha passado. Já tinha concorrido. Quando você concorre, você pega experiência por um lado, mas a pessoa deixa de ser virgem, politicamente falando. Sempre há brigas que você tem que comprar e vem a rejeição. No caso da Dilma, o fato de ela nunca ter concorrido, ter sido sempre uma gestora, uma técnica, precisando só exercitar o seu lado político, ajudou muito.

Em que medida o fato de Dilma ser mulher a ajudou nessas eleições?
Acho que não ajudou muito. Mas é algo diferente. O Brasil já tem implementado coisas novas na política, como foi a eleição de um sindicalista. É um fato interessante, mas a competência do Lula e da Dilma ajudaram muito mais.

O atabalhoado processo de escolha do vice na chapa do PSDB prejudicou a candidatura de José Serra?
Não. Nunca vi vice ganhar eleição. Nem perder.

O sr. acredita que Lula possa puxar votos para candidatos do PT nos Estados, como em São Paulo, por exemplo?
Acho muito difícil. O Lula tinha toda essa popularidade em 2008, apoiou a Marta e ela perdeu do Gilberto Kassab, que estava fazendo uma boa administração.

Dilma eleita, qual a saída para a oposição?
Está provado que o modelo da oposição não deu certo. Talvez ganhe em alguns Estados importantes, como São Paulo, Minas, Paraná e Goiás. Sempre terá um papel importante. Mas essa eleição mostra que está na hora de uma reforma política. É preciso diminuir o número de partidos. Os programas partidários também precisam ser mais respeitados. Os partidos são os pilares da democracia.


A lição que fica depois da entrevista de Montenegro serve para todos os arrogantes do Brasil, pessoas que se consideram superiores e que agem sem respeitar o próximo no dia a dia, é muito simples: Reespeeitem o próximmmooo seus egoiiisttass....

Flávio