sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Lou Reed o poeta das esquinas de Nova Iorque

Hoje de manhã sai de casa com esta música na minha cabeça por isso resolvi compartilhar o vídeo dela com vcs.




Bom fim de semana.

Flávio Luiz Sartori

MESMO EM QUEDA NAS PESQUISAS SERRA NÃO DESISTE, CONTINUA CIRCULANDO EM PROGRAMAS DE TELEVISÃO A ESPERA DE UMA CRISE MILAGROSA

Quem disse que José Serra jogou a toalha? Ainda não, José Serra esta em campanha para presidência, esta atrás dos pontos perdidos nas pesquisas desesperadamente. Recentemente esteve no Programa da Hebe Camargo e depois no Programa Todo Seu do Roni Von. Nas suas falas José Serra se comportou como bom moço, não atacou o Governo e se recusou a fazer comentários sobre o Presidente Lula.

Ontem apareceu de novo na TV no Programa da Luciana Gimenez, o Super Pop, que de Pop não tem nada, é um programa que vive as custas de mexericos sobre a vida de artistas, paparazos e baixarias. Estou falando do perfil do programa. De vez em quanto faz uma média com alguém ligado ao poder, ontem foi com Serra.

Pelo comportamento de Serra é possível perceber qual será a atitude de Serra até a definição dele próprio, se realmente irá disputar a Presidência da República ou não. Por hora Serra ainda não jogou a toalha e continua candidatíssimo. Sua estratégia é posar de bom moço, passar a imagem de que é um homem do bem, preocupado com as boas ações do dia a dia.

Ontem no Super Pop estava acompanhado de pacientes de uma entidade; a Instituto de Reabilitação Lucy Montoro. Serra circulava entre as pessoas atendidas pela entidade e também pelas que trabalham na entidade. Serra também apareceu em uma reportagem junto com a apresentadora do Som Pop na sede da entidade dando depoimentos de lição de vida.

Não o estou escrevendo estas palavras em tom de deboche como fizeram os apresentadores dos noticiários da Globo quando aconteceu o blecaute na semana passada, aliás, tem uma pessoa muito próxima a mim com AVC que não anda e não fala, sei o que isso representa para as pessoas e suas famílias que sofrem isso no dia a dia, por isso não estou nem expondo muitos detalhes sobre a entidade em questão, para mim ela foi apenas o pano de fundo no tour eleitoral de Serra.

Pelo comportamento de Serra nos últimos dias fica claro que ele tem esperança ainda de disputar a eleição presidencial com chance de ganhar. Serra deve saber que sua posição, pelo menos nesse momento está recuando nas pesquisas e que Dilma esta subindo, mas, para ele, inclusive devido a sua formação, não existe crise sem solução e por isso mesmo o que ele precisa é de um plano para tentar reverter a situação, afinal estamos a praticamente pouco menos de um ano da eleição presidencial e quem no final de 2007 apostaria na vitória de Barack Obama?

Serra, provavelmente recorreu às pesquisas qualitativas com grupos de eleitores por perfil de estratificação social para tentar entender essa queda que ele e seus assessores devem ter detectado antes dela se tornar pública. Provavelmente o diagnóstico da pesquisa qualitativa deve ter mostrado que a solução seria associar, tanto Dilma como Ciro, a comportamentos autoritários, arrogantes e desumanos e, nesse caso, o contra ponto a estas possíveis características negativas seria o do comportamento bondoso e preocupado com questões associadas ao humanismo. Atacar o Presidente Lula? Nem pensar.

Por isso mesmo Serra desfila por programas como de televisão posando de bom moço.

A pergunta que fica é a seguinte; Se Serra vai posar de bom moço durante toda campanha eleitoral do ano que vem, será que teremos uma campanha eleitoral monótona? Como será feita a tentativa de associar Dilma e Ciro a comportamentos desumanos?

Resposta: a campanha eleitoral, se Serra realmente levar o seu plano adiante, será uma das mais tensas do Brasil porque os ataques virão do PIG, principalmente da Globo, podem acreditar.

Aliás, enquanto eu estava digitando este texto, assistia o inicio do Jornal da Globo e ouvia o impagável Sardemberg dizer que a crise que estourou de ontem para hoje devido ao calote do Emirado Árabe Dubai certamente deverá atingir o Brasil de alguma forma.

Uma crise no sistema financeiro, fruto da ação de emires caloteiros e da ganância de celebridades e banqueiros? É tudo que Serra e seus sócios da Globo e do PIG precisam nesse momento.

Flávio Luiz Sartori – flavioluiz.sartori@gmail.com

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

JORNALISTA MARCO ANTÔNIO ARAUJO DO "O PROVOCADOR" DO R7 COLOCA TRALLI DA GLOBO NO SEU DEVIDO LUGAR

Marco Antônio Araujo da coluna "O Provocador" do site R7 colocou tão bem em seu devido lugar o repórter Cesar Tralli, que eu aproveitei a sugestão dele de espalhar o texto e coloquei aqui. Realmente foi a fundo na critica, leiam:

O milagre de César Tralli

No meu post sobre o ombudsman da Folha de S.Paulo, a maioria dos comentários era sobre a Rede Globo. Achei emblemático o ato falho do internauta.

cesar-tralli
Então aproveito para passar a limpo uma sujeira. Essa, sim, é das grossas. Um crime de imprensa, indesculpável, venal, premeditado. Sórdido.

Seu autor foi meu colega de trabalho na rádio Jovem Pan. Seguiu de lá para uma “carreira vitoriosa”, como se diz, não sem dar alguns tropeços pelo caminho. Ele sempre teve aquela voracidade que costuma ser a marca dos vencedores. Um grande repórter. Tinha meu respeito por isso.

Aí comecei a prestar atenção nos seguidos furos jornalísticos dele. Não gostei do que vi. A gente treina o olho para identificar que interesse está por trás de uma notícia exclusiva. E como ela se constrói.

Em setembro de 2005, quando da prisão de Flavio Maluf, o jornalista foi flagrado no exato momento da operação usando boné e roupas semelhantes às usadas por policiais federais. Somente ele presenciou e gravou a prisão do empresário. Hum.

Ano passado, foi chamado a depor na PF sobre o vazamento da Operação Satiagraha. De novo, o repórter sabia antecipadamente dos mandados de prisão e de busca e apreensão às casas dos banqueiros Daniel Dantas e Naji Nahas, e do ex-prefeito Celso Pitta. Humpf.

Um profissional assim é o sonho de muitos patrões da mídia. Consegue se misturar com tiras e meganhas.

E os bandidos? Questão de tempo?

O fato é que Cesar Tralli deve ser visto com ótimos olhos pelos seus superiores. E, portanto, é lembrado na hora dos trabalhos mais difíceis. E, todos sabemos, alguém tem que fazer o serviço sujo.

Pois bem, assistam a essa reportagem do Domingo Espetacular do último dia 15 de novembro. A matéria é longa, começa muito bem, perde o ritmo lá pelas tantas e se permite algumas subjetividades. Mas na essência é bom jornalismo. E faz uma denúncia grave, que não teve a repercussão merecida. Vale a pena ser vista:

Assistam a matéria no endereço de "O Provocador": http://blogs.r7.com/o-provocador/2009/11/26/o-milagre-de-cesar-tralli/

Como dá pra ver, a manipulação cometida por Tralli é grosseira. E, repito, criminosa. Uma vergonha.

Para atingir seus fins maquiavélicos, se ajoelha, lambe as botas de quem lhe paga o salário e transforma instituição de caridade em Igreja (qual seria, ó duvida?) e aparelho de TV de plasma em emissora de televisão (Qual? Qual? Me ajudem!).

Bater na Globo faz tempo é esporte nacional. Desde as Diretas Já o povo grita que não é bobo. Com a efetiva democratização deste país e a consequente (e ainda tímida) desconcentração de poder, a velha senhora do Jardim Botânico já não é mais a mesma. E tem que se expor, passar recibo, dar bandeira do quanto está preocupada em perder sua liderança outrora intocável.

Mas façam isso de forma leal. Se alguém aceita perder sua credibilidade, só podemos lamentar. Ninguém faz o serviço sujo e fica de mãos limpas.

Na minha opinião certas coisas vem do berço, aliás, como ensinou Dona Canô, mãe do Caetano Veloso, no episódio em que seu filho chamou o Presidente Lula de analfabeto e ela divulgou uma nota pedindo desculpas. Nesse caso ficamos torcendo para que os pais de Cesar Tralli tenham assistido a reportagem e em função disto tenham tomado alguma providência.

Flávio Luiz Sartori - flavioluiz.sartori@gmail.com


segunda-feira, 23 de novembro de 2009

PESQUISA CNT CENSUS TEM NÚMEROS CONFUSOS PARA INDUZIR O ELEITOR A NÃO PERCEBER O OBVIO: A QUEDA DE SERRA, A SUBIDA DE DILMA E A FORÇA DE CIRO.

Apesar dos resultados favoráveis para a candidatura da Ministra Dilma Roussef, mesmo levando em consideração que ela poderia ter subido mais, a Pesquisa CNT Sensus tem armadilhas que permitem a oposição interpretações de que a candidatura governista ainda esta fraca e que José Serra pode ser considerado ainda franco favorito.

Basicamente o resultado traz uma verdadeira bomba para oposicionistas e o PIG, a queda de José Serra em aproximadamente 15 pontos desde o inicio do ano até esta pesquisa do final de Novembro de 2009 que é, sem sombra de dúvidas, um impacto inimaginável junto as forças políticas que defendem a candidatura serrista. Porém imaginar que a oposição e o PIG deverão jogar a toalha depois dessa pesquisa seria ingênuo demais. Na primeira e mais importante leitura dos números temos: Serra com 31,8%, Dilma com 21,7%, Ciro com 17,5% e Marina Silva com 5,9%.

A primeira tentativa de interpretação dos números no sentido modificar a leitura esta está na simulação estimulada em uma situação com as candidaturas de Ciro Gomes, liderando com 25%, Dilma Roussef com 21,3%, Aécio com 14,7% e Marina Silva com 7,3%. Fica claro neste quadro que Ciro Gomes pode ser super dimensionado no sentido de que ele possa ser tentado a um vôo próprio e dividir o bloco governista.

Depois temos um outro quadro sem Ciro Gomes, com José Serra na liderança com 40,5%, Dilma com 23,5% e Marina Silva com 7,3%. Quando todo o Brasil sabe que Ciro Gomes é desafeto confesso de Serra, imaginar que a maioria dos 17,5% (8,7 pontos, portanto 49,7% das intenções de votos de Ciro) migram automaticamente para Serra é de se desconfiar desses números exatamente porque apenas 2,2% dos votos de Ciro migram para Dilma Roussef quando também é claro e notório para a opinião pública que Ciro Gomes é aliado do Presidente Lula. Sinto muito, mas, não da para acreditar.

Outros números foram divulgados na pesquisa, dentre eles os mais importantes foram os que colocam o Presidente Lula como principal cabo eleitoral da eleição de 2010. Para 76% dos entrevistados, Lula é melhor que FHC. No caso de um candidato(a) indicado por Lula, 20,1% dos entrevistados responderam que votariam somente neste candidato.

Por outro lado 49,3% dos 2000 entrevistados na Pesquisa CNT/Sensus não votariam de forma alguma em um candidato indicado por FHC.

No entanto, os números que provocaram maior questionamento deste analista foram os referentes a rejeição, pelo relatório da pesquisa CNT/Sensus disponível no endereço http://www.cnt.org.br/portal/webCNT/page.aspx?p=3f0f966a-00bb-4398-8e6b-1d1c18dd0c41 descobri como foi feita a pergunta sobre rejeição na pesquisa, o eleitor entrevistado foi perguntado pelo Sensus da seguinte forma:

Das seguintes Chapas para Presidente da República, em qual o Sr(a) votaria ou não votaria se as Eleições fossem hoje?

As respostas foram estimuladas em duas múltiplas escolhas.

Primeiro em um total de quatro possibilidades para respostas: o único candidato em que o eleitor votaria,o candidato em que o eleitor poderia votar, o candidato em que o eleitor não votaria e a possibilidade do eleitor não conhecer o candidato.

Segundo com o eleitor tendo que escolher em uma lista com seis possibilidades de candidaturas a presidência e a vice presidência combinadas as quatro possibilidades já citadas:

- José Serra presidente e Aécio Neves vice, com 17,2% de votos somente para eles, 39,1% de possibilidade de serem votados, 25,6% de escolha do item em quem o eleitor não votaria (rejeição) e 3,8% de não conhecimento do candidato;

- Dilma Roussef presidente e Michel Themer vice, com 14,5% de votos somente para eles, 24,1% de possibilidade de serem votados, 36,3% de escolha do item em quem o eleitor não votaria (rejeição) e 10,4% de não conhecimento do candidato;

- Aécio Neves presidente e José Serra vice, com 12% de votos somente para eles, 38% de possibilidade de serem votados, 27,3% de escolha do item em quem o eleitor não votaria (rejeição) e 5,3% de não conhecimento do candidato;

- Ciro Gomes presidente e Carlos Lupir vice, com 8,9 % de votos somente para eles, 34,4% de possibilidade de serem votados, 33,5% de escolha do item em quem o eleitor não votaria (rejeição) e 6,9% de não conhecimento do candidato;

- Aécio Neves presidente e Ciro Gomes vice, com 7,8% de votos somente para eles, 35,3% de possibilidade de serem votados, 31,7% de escolha do item em quem o eleitor não votaria (rejeição) e 6,9% de não conhecimento do candidato;

- Marina Silva presidente e Guilherme Leal vice, com 5,9% de votos somente para eles, 13,51% de possibilidade de serem votados, 45,3% de escolha do item em quem o eleitor não votaria (rejeição) e 17,5% de não conhecimento do candidato;

Como os vocês devem ter percebido o Sensus planejou uma pergunta extremamente complicada para um assunto tão simples que eu mesmo já tinha desvendado aqui mesmo neste blog quando da divulgação da última pesquisa Vox Populi dirigido por Marcos Coimbra que já afirmei considero meu gurú.

No texto lembrei que em trabalhos feitos por mim, sou profissional de pesquisa de opinião e mercado, constatei que existe uma parcela de eleitores que respondem sempre não ter nada contra nenhum dos candidatos e que essa parcela oscila sempre entre 30% e 40%.

Na pesquisa Vox, os números mostraram a rejeição de Aécio de 5%, de Ciro com 8%, Heloisa Helena com 10%, Serra e Marina com 11% e Dilma Roussef com 12% de rejeição. Somando a rejeição de todos candidatos o resultado foi 57%, e na escala de 100% ficaram faltando 43%, que representam os eleitores que não tem rejeição contra nenhum candidato e que não responderam a pergunta do Vox Populi.

Esses números foram obtidos porque o Vox provavelmente fez a coisa certa, na pergunta sobre rejeição apresentou um ficha em formato circular dividida em partes, como que se fosse uma pizza, com o nome de cada candidato em cada uma das partes da pizza e a opção do eleitor não ter rejeição contra nenhum candidato.

Como vocês podem perceber, a pesquisa CNT/Sensus foi planejada para confundir a cabeça do eleitor entrevistado no momento da resposta ao questionário e também, ao mesmo tempo, para produzir um resultado que não permita ao eleitor perceber o óbvio: A queda de José Serra, a subida de Dilma Roussef e a força de Ciro Gomes no bloco governista.

Flávio Luiz Sartori – flavioluiz.sartori@gmail.com

PARA ESTAREM NO PODER DESDE 1994, TUCANOS CONTAM COM UMA VERDADEIRA REDE EMISSORAS DE TV, JORNAIS ESCRITOS E RÁDIOS EM TODO ESTADO DE SÃO PAULO

Depois de alguns dias de descanso, inicio aqui uma série de textos com análises de como o PSDB e seus aliados construíram uma rede empresas de comunicação, principalmente no interior de São Paulo, com o intuito de formar opinião favorável a seus governos:

Estive nos últimos dias um pouco fora do ar em relação a postar textos de minha autoria, basicamente isso aconteceu por dois motivos, primeiro porque sou um trabalhador, preciso ganhar o sustento da minha família, depois porque, realmente, nos últimos dias, noticias de impacto mesmo foram: a declaração desastrosa do Caetano Veloso em relação ao Presidente Lula e a reação de sua mãe, dona Canô de pedir desculpas ao presidente, o blecaute (chamado de apagão pelo PIG), a queda da ponte do anel viário em São Paulo e do encontro de Ciro Gomes com Aécio Neves.

Depois desses fatos, no feriado de fim de semana, dia 20, dia da consciência negra (Viva Zumbi), com as poucas notícias já tendo a repercussão necessária na mídia sobrou espaço e tempo para uma elucubração muito pertinente sobre o PIG (Partido da Imprensa Golpista) e sua influência, principalmente no Estado de São Paulo,onde os tucanos vencem as eleições desde 1994, quando Mário Covas foi eleito governador.

Puxando bem lá no fundo das lembranças iniciei minha análise com a constatação obvia de que o PIG não é apenas a Globo, o Estadão e a Folha. O PIG esta muito mais presente no nosso dia a dia do que as pessoas imaginam. Mas de onde vem esse PIG aparentemente invisível?

Não vou dar aqui uma resposta acadêmica sobre a influencia das elites, digo das classes dominantes que representam, os setores hegemônicos na economia e na política brasileira durante até o início deste século, pretendo sim fazer um relato de minha história de vida nas últimas décadas acompanhando a influencia da mídia no noticiário político, a partir de duas importantes cidades do interior de São Paulo; Piracicaba e Campinas.

Morei em Piracicaba de 1993 a 1997, trabalhei para dois jornais no município, inclusive no mais importante, planejei e coordenei a pesquisa sobre o perfil do leitor de jornal em Piracicaba para O Jornal de Piracicaba para a primeira mudança da grade editorial do jornal em 1994. O Jornal de Piracicaba pertence a uma tradicional família da cidade, era praticamente o único de Piracicaba, não tinha concorrentes, exceto uns poucos jornais de bairro. Todo mercado publicitário de Piracicaba estava praticamente no Jornal de Piracicaba, o monopólio era total, os jornais de bairro e os outros jornais (de inserção insignificante) do município tinham o espaço para venda de anúncios reduzidíssimos, as empresas não compravam espaços publicitários nestes jornais porque não dava retorno e sem dinheiro os jornais ficavam sem saída, ou fechavam ou sobreviviam as custas de muita luta.

Em 1988, o PT elegeu o prefeito de Piracicaba, José Machado, durante seu mandato, o Jornal de Piracicaba fez oposição cerrada ao Governo Machado e na eleição de 1992 o Jornal de Piracicaba apoiou abertamente o candidato do PSDB, Mendes Thame, que foi eleito Prefeito, a partir de 1993 as críticas a administração municipal sumiram do jornal.

Em Campinas não foi diferente, em 1988 o PT também elegeu o Prefeito de Campinas, o líder sindical petroleiro Jacó Bittar, durante seu mandato sofreu ataques praticamente diários, do PSDB na Câmara de Vereadores, cujas denúncias eram repercutidas nas páginas do Jornal Correio Popular, que também pertence a uma família tradicional de Campinas. Os ataques surtiram efeito e em 1992, o PSDB elegeu Magalhães Teixeira prefeito, que já tinha governado Campinas de 1983 a 1988.

Depois da chegada ao poder do PSDB no Governo do Estado de São Paulo em 1994 a Rede Anhanguera de Comunicação, a RAC, empresa proprietária do Jornal Correio Popular, expandiu seus negócios e praticamente assumiu o monopólio da mídia dos jornais escritos em Campinas ao comprar o outro jornal de Campinas, o Diário do Povo. Recentemente a cerca de dois anos, temerosa de surgisse em Campinas um jornal, tipo tablóide, similar ao Metro, que faz muito sucesso em São Paulo, a RAC lançou em Campinas o seu próprio tablóide, o Jornal Já.

Como que se não bastasse o fato de que em praticamente todas cidades do interior de São Paulo existem “Correios Populares e Jornais de Piracicaba” é importante lembrar que existe a Empresa Paulista de Televisão, a EPTV, que também pertence a uma tradicional família paulista e retransmite a programação da Rede Globo de Televisão combinada a uma programação voltada para o jornalismo, com noticias das cidades onde seu sinal chega. A EPTV é um braço regional do PIG, manipula seus noticiários, de forma a informar obras do governo estadual e ao mesmo tempo criticar prefeituras que não são de partidos que apóiam governos tucanos, sempre de forma sutil.

Com um aparato como este, de propaganda a favor, em uma sociedade historicamente com tradições conservadoras fica fácil para os tucanos se manterem no poder em São Paulo. Ou seja, além da propaganda eleitoral, os tucanos contam com a ajuda, fazendo propaganda a favor e criticando a oposição, de todo um sistema de mídia na televisão, que inclui jornais escritos, rádios e emissoras de televisão em praticamente todo Estado de São Paulo.

Flávio Luiz Sartori – flavioluiz.sartori@gmail.com