sexta-feira, 13 de novembro de 2009

O QUE DIZ MARCOS COIMBRA, DIRETOR DO VOX POPULI E MEU GURÚ, SOBRE A POSSIVEL INFLUENCIA DO APAGÃO DESTA SEMANA NA CORRIDA PRESIDENCIAL

"Não se pode dizer que é culpa da Dilma (Rousseff, ex-ministra de Minas e Energia, atual titular da Pasta da Casa Civil do governo Luiz Inácio Lula da Silva e provável candidata à Presidência). Por mais que a oposição tenha usado isso, não convenceria (o eleitorado)"

"raríssimas pessoas fariam ligação entre ela e o apagão. Portanto, me parece que, do ponto de vista eleitoral, não deve ter impacto relevante"

"O que teve impacto relevante na (eleição) de 2002, não foi o fato de, em um determinado dia, o País ter ficado sem luz, mas o que foi muito ruim para a imagem do Fernando Henrique foi o racionamento (de energia elétrica). Foi as pessoas terem de discutir como iria funcionar o elevador e o sinal de trânsito ou em que horário poderiam tomar banho. O prejuízo da imagem de Fernando Henrique (ao longo de 2001) foi muito grave e uma das causas prováveis da derrota (nas urnas)"

"Em 2000, o governo foi se recuperando, mas quando chegou no inicio de 2001 - entre março e abril -, começou a crise energética, e o governo Fernando Henrique imbicou numa decrescente e não se recuperou mais. Em 2002, ele tinha nível de aprovação ótimo e bom em torno de 25%. O Lula tem hoje cerca de 70% de aprovação"

NADA CONVENCE MAIS QUE A VERDADE: PROFESSOR CARLOS PIO DA UNIVERSIDADE DE BRASILIA COLOCA UM PONTO FINAL NO SONHO DA OPOSIÇÃO (PSDB, DEM E PIG)


Ai esta um artigo que ninguém pode deixar de ler:

Daqui a exatos 12 meses os brasileiros vão escolher o seu novo presidente. Poucos analistas parecem ter dúvidas de que teremos segundo turno e de que este será disputado pela candidata do presidente Lula, a ministra Dilma Rousseff, e por um dos candidatos do principal partido da oposição, provavelmente o governador José Serra. Mas quase ninguém arrisca um prognóstico sobre o pleito, cautela essa provocada pelo que parece ser uma disputa apertada entre dois candidatos "sem graça", tecnocratas de cabeça e coração. Eu vou arriscar: Dilma ganha de Serra (ou Aécio Neves) no segundo turno, com folgada margem. Vou explicar por quê.

Para começo de conversa, é fundamental enfatizar como o processo de seleção dos candidatos presidenciais afeta o desenlace da campanha. No nosso caso, demonstra o quanto a democracia brasileira ainda é dominada por indivíduos que estão no topo das organizações partidárias (e não por regras institucionalizadas). Em si mesmo, esse fato limita um verdadeiro debate de ideias sobre os problemas nacionais e sobre as diferentes alternativas existentes para resolvê-los. Dilma foi escolhida por uma única pessoa - o presidente Lula -, possivelmente após ouvir a opinião de alguns de seus conselheiros mais próximos. Serra será (ou não!) candidato a partir de uma decisão individual sua, à qual os dois partidos que o apoiam (PSDB e DEM) acederão sem maiores questionamentos. Se ele preferir não se candidatar a presidente, como em 2006, Aécio assumirá o posto também por decisão individual - mesmo que sob forte pressão dos aliados. Nesse processo terão sido ouvidas, talvez, quatro ou cinco outras pessoas. Ciro Gomes e Marina Silva se autodeclararam candidatos e suas legendas aceitaram - esta última tendo, por sinal, saído do PT com esse propósito.

Em suma, em todos os "partidos" a escolha do candidato a presidente se dará de forma não institucionalizada e, por conseguinte, sem debate público sobre as diferenças entre os eventuais postulantes no que diz respeito aos diagnósticos de nossos principais problemas e ao conteúdo das soluções que virão a propor. O eleitor também não saberá de antemão a diferença entre os candidatos no que concerne à governabilidade - isto é, como o eleito articulará sua base de apoio congressual e seu Ministério para viabilizar as ações do governo. Assim, a decisão do eleitor será tomada sob forte névoa de incerteza.

Sem debate público interno aos partidos, sem processo institucionalizado de escolha dos seus respectivos candidatos e sem um mínimo de clareza sobre a montagem futura das alianças políticas necessárias para governar, as eleições tendem a assumir um caráter ainda mais plebiscitário do que normalmente ocorre em regimes presidencialistas. Plebiscitário aqui assume o sentido de julgamento dos méritos do atual governo, desconsiderando a oposição. Destituí-lo, pela rejeição à candidata do presidente, representa incorrer em grau ainda mais acentuado de incerteza e insegurança para todo eleitor que tem algo de substancial a perder com a vitória da oposição - uma Bolsa-Família, uma tarifa de importação elevada, um subsídio tributário, uma vaga em universidade federal ou bolsa do governo federal, um emprego em empresa estatal ou de capital misto.

Um plebiscito sobre a renovação do mandato do grupo político do presidente será decidido em função do apoio do eleitor mediano (aquele que separa a distribuição dos votos de todo o eleitorado entre 50% + 1 e 50% - 1) à seguinte questão: "Você concorda que as coisas estão claramente melhores hoje do que no passado recente?" Esse foi o sentimento que marcou claramente as eleições de 1994, 1998 e 2006, todas vencidas pelos governos da ocasião. E parece-me razoável supor que tal sentimento é característico de períodos em que 1) a inflação está sob controle, 2) o governo tem capacidade de manejar os instrumentos de política necessários para dar um mínimo de segurança e estabilidade diante de um contexto externo instável e ameaçador, 3) há perspectiva de crescimento econômico e de queda do desemprego, 4) o gasto público e as políticas sociais focalizadas nos mais pobres estão em expansão. É isso o que vivemos hoje, não?

Pois bem, em tal conjuntura tão favorável ao governo o melhor que a oposição oferece é dar seguimento às políticas correntes e prometer mais eficiência administrativa e menos corrupção! É pouco, muito pouco! A oposição precisa ter propostas novas e capacidade para convencer o eleitorado de que elas são necessárias, viáveis e urgentes. Mas como fazer isso sem debate intrapartidário aberto e institucionalizado, assentado na diferença de diagnósticos e soluções? E como "testar", antes do pleito, o potencial eleitoral das ideias e os riscos embutidos nas novidades sem realizar prévias?

Afinal, alguém aí sabe o que Serra e Aécio pensam sobre os problemas nacionais? Alguém acha que algum deles ousaria propor mudança de rumos em relação ao que Lula vem fazendo? O que eles farão em relação a Bolsa-Família, câmbio com viés de apreciação, Mercosul paralisado, protecionismo comercial excessivo, política industrial e tecnológica concentradora de renda, educação de mal a pior, malha de transportes precária, regulação arcaica do setor de energia, infraestrutura em frangalhos e política externa terceiro-mundista? Algum deles propõe privatizar o que ainda está nas mãos do governo federal? Algum deles propõe que o Mercosul feche um acordo de livre-comércio com os Estados Unidos ou a China, como fizeram México e Chile?

Sem que as diferenças sejam explicitadas o eleitor mediano não aceitará correr o risco de votar na oposição.

E o tempo para esse debate já terminou!

* Carlos Pio, professor de Economia Política Internacional da Universidade de Brasília (licenciado), é pesquisador visitante da Universidade de Oxford, Inglaterra. E-mail:crpio@unb.br

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

PARA O PESSOAL DO PIG E DA GLOBO MORREREM DE RAIVA: A CAPA DO THE ECONOMIST

O site viomundo.com.br do Luiz Carlos Azenha acaba de divulgar a capa do The Economist sobre o Brasil com o tema "O Brasil Decola".


É isso ai gente, o PIG, a Globo, todos tucanos e demos podem tentar mas, como diz o Antonilson Teles de Lima: Nada convence mais que a verdade.

Flávio Luiz Sartori - flavioluiz.sartori@gmail.com

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

NÚMEROS DA PESQUISA VOX POPULI/BAND QUE DESMASCARARAM A FARSA DAS PESQUISAS DO PIG DEVEM LEVAR A OPOSIÇÃO AO DESESPERO

A pesquisa do Vox Populi/Band divulgada ontem, dia 10 de Novembro é extremamente esclarecedora sobre questões que levantei aqui desde de que iniciei o blog.
Vamos as questões:

Sempre questionei as amostragens do IBOPE e também do Sensus porque sei muito bem e de cor e salteado que o ensino superior no Brasil até 2002, principalmente nas universidades do governo (federais e estaduais) e também particulares sempre teve seu acesso direcionado para as camadas da população com maior poder aquisitivo. As novas políticas educacionais que estão abrindo as portas do ensino superior para as classes C, D e E e a ascensão social que acontece no Brasil no Governo Lula já produzem uma nova realidade na escolaridade do eleitor brasileiro, mas estamos em transição e os números referentes a parcela do eleitorado brasileiro que chegou até o ensino superior ainda representam a média entre a realidade do passado que ainda predomina e a nova situação. Dessa forma, de acordo com os números atuais referentes a escolaridade do eleitor brasileiro, que inclusive podem ser conferidos do site do TSE http://www.tse.gov.br/internet/eleicoes/distr_instr_blank.htm, qualquer super dimensionamento em uma amostragem de uma pesquisa eleitoral com a cota por escolaridade com ensino superior acima da média reflete no resultado de uma pesquisa em variáveis de 3 a 5 pontos para determinado candidato. Quando temos números entre 13% e 19%, cinco pontos a menos nos 19% se transformam em 14% e cinco pontos a mais em 13% se transformam em 18% e, ai está feito o resultado, basta manipular a amostragem.

Outro aspecto importante é sobre a questão da rejeição, concordo plenamente com o método do Vox Populi, eu mesmo que sou profissional de pesquisa de opinião e mercado já constatei na prática que existe uma parcela de eleitores que respondem sempre não ter nada contra nenhum dos candidatos. Essa parcela oscila sempre entre 30% e 40%. Para que exista um índice acima de 30% de rejeição é necessário que o candidato tenha feito muitas coisas ruins.
Esta questão da rejeição metodologicamente tem que ser verificada por perguntas estimuladas por fichas em forma de pizza com o nome de todos candidatos e a opção do eleitor entrevistado não rejeitar nenhum candidato. A rejeição sempre é exposta combinada com uma indignação em relação a atos de conduta de algum candidato. Que eu saiba, pode existir descontentamento em relação a Jose Serra, Dilma, Ciro, Marina e Heloisa, agora indignação não, isto é para coisas muito graves, que a maioria da população não tem conhecimento.
Os números do Vox mostram que a rejeição de Aécio é de 5%, Ciro tem 8%, Heloisa Helena tem 10%, Serra e Marina tem 11% e Dilma Roussef tem 12% de rejeição. Somando a rejeição de todos candidatos temos 57%, ora na escala de 100% ficam faltando 43%, que representam os eleitores que não tem rejeição contra nenhum candidato e que não responderam a pergunta do Vox Populi. Conclusão, a pesquisa do Vox Populi é uma ducha de água fria na oposição, que já defendi aqui a tese, não se manifesta no processo político brasileiro somente através dos partidos, se manifesta também por órgãos de comunicação, como por exemplo, a Rede Globo de Televisão, a que atua da maneira mais descarada fazendo política veladamente contra o Governo Lula.

Flávio Luiz Sartori – flavioluiz.sartori@gmail.com

terça-feira, 10 de novembro de 2009

VALE A PENA ASSISTIR 12 MULHERES (ENTREVISTADAS POR MARIA CÂNDIDA) NA RECORD, DEPOIS DA MEIA NOITE, DE SÁBADO PARA DOMINGO

O Programa 12 Mulheres é uma idéia interessante, é olhar das mulheres sobre a sociedade na qual elas estão inseridas em uma perspectiva que parte do país onde elas são entrevistadas para o mundo globalizado atual.
Comecei e me interessar pela visão feminina sobre a realidade quando li por indicação de uma amiga, a Dione, que hoje prefere ser chamada de Lila (um dia escrevo mais sobre ela), o livro As Brumas de Avalon, de Marion Zimmer Bradley, no livro a saga do Rei Arthur é narrada pela ótica das mulheres, em especifico pelos personagens Guinevere, esposa do rei Arthur e Morgana, irmã do rei Arthur e descrita tradicionalmente como feiticeira e bruxa, mas que na versão de Marion é apenas uma mulher chamada de Morgana das Fadas.

Voltando as 12 Mulheres. Primeiro vou escrever a respeito da Maria Cândida, a repórter que apresenta o programa. Depois da experiência como apresentadora em programas da tarde na mesma Record, Maria Cândida parece ter se reencontrado o caminho. Nos programas da tarde ela estava presa à necessidade de cumprir uma meta de audiência.
Nas entrevistas com as mulheres Maria Cândida interage com as mulheres entrevistadas, cria um clima e a entrevista acaba não sendo uma entrevista propriamente dita, é uma conversa entre mulheres que parecem ser amigas há muito tempo. As entrevistadas abrem o coração, falam de suas experiências no relacionamento social que a condição social delas obriga no dia a dia sem restrições.
São conversas curtas de aproximadamente 3 minutos (o programa dura um pouco mais que meia hora) que conseguem revelar sempre a história de vida de cada uma dessas mulheres de acordo com a origem de classe delas.
Na medida em que as 12 mulheres vão sendo entrevistadas, um verdadeiro quebra cabeça que representa a pluralidade cultural da sociedade do país onde as entrevistas são realizadas, vai sendo montado.

No último sábado, as entrevistadas foram mulheres da Tailândia. O mosaico de entrevistadas foi formado por donas de casa, empresárias, empregadas domésticas, médicas, políticas, enfim mulheres de todas classes sociais.
Através das entrevistas, pelo olhar feminino, observei uma Tailândia diferente daquela que a gente conhece pelo que esta na mídia e nos livros. Ali estava uma Tailândia humana, com suas tradições próprias, no relato de mulheres lutadoras, mães e trabalhadoras, aliás, como em qualquer lugar do mundo.

Enfim, alem da beleza de todas as tailandesas entrevistadas, do lado doce e humano, não esquecendo do excelente trabalho da Maria Cândida de interagir com as mulheres transformando uma entrevista em uma conversa que pode ser chamada até de íntima, ficou a imagem marcante de duas mulheres tailandesas:

A costureira que confessou que para ela trabalhar tem um lado bom e um lado ruim; o bom é que ela ganha dinheiro para seus gastos e o ruim é que não sobra muito tempo para ela se dedicar à família e as tradições.

A segunda foi uma mulher, que é membro do parlamento tailandês e inclusive foi policial que confessou que iniciou um trabalho social quando encontrou uma garota de 11 anos em um abrigo que tinha sido estuprada por pelo padrasto. Hoje ela participa de uma organização que se dedica a dar apoio as mulheres que não tem as denúncias que fazem por maus tratos encaminhadas pelas autoridades. O trabalho da organização é cobrar as autoridades. Disse ela, que se necessário, chefes e delegados de policia, secretários e até ministros são cobrados.
Mas o que me marcou mesmo na entrevista dessa mulher, que se dedica à política na Tailândia foi uma frase emblemática, ela disse: “Não podemos ter medo, se tivermos medo desistimos e nada acontece”.

Quando puderem assistam Maria Cândida e as 12 Mulheres no sábado antes de dormir e aprendem muito com as mulheres do mundo. Sábado ou na madrugada do Domingo que vem, de 14 para 15 de Novembro durmam um pouco mais tarde depois da conversa da Maria Cândida com as mulheres da França, vale a pena.

Flávio Luiz Sartori – flavioluiz.sartori@gmail.com

INFORMES SOBRE PRIMEIRAS PARCIAIS DA PESQUISA VOX POPULI MAIS RECENTE DIVULGADOS NO JORNAL DA NOITE ONTEM À NOITE NA BAND

De acordo com palavras do próprio Fernando Mitre, diretor de jornalismo da Band, o Vox Populi esta terminando a tabulação de sua mais recente pesquisa e os números indicam que Dilma Roussef subiu "um pouco" e esta em segundo lugar. Fernando Mitre não falou dos números de Serra nem de Marina, só comentou que Ciro aparecerá em terceiro lugar. Estamos no aguardo para repercurtir.

Flávio Luiz Sartori - flavioluiz.sartori@gmail.com

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

JA COMEÇARAM OS ATAQUES DO PIG AO MINISTRO JOAQUIM BARBOSA

Agora a pouco este texto estava no site no noblat.com.br, de autoria do próprio Noblat, leiam:

“Foi mal, Barbosa!

É majoritária entre os ministros do Supremo Tribunal Federal a opinião de que foi medíocre o desempenho de Joaquim Barbosa (foto acima) como relator do caso do mensalão mineiro protagonizado pelo senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG).

Cabia a Barbosa votar pelo acatamento ou recusa da denúncia oferecida pela Procuradoria Geral da República. Uma vez que ela fosse aceita pela maioria dos seus pares, só então se abriria processo contra o senador.

Mas o de Barbosa foi um voto de condenação prévia de Azeredo. De resto, ele conferiu importância excessiva a um recibo de dinheiro que Azeredo enfaticamente aponta como falso. Barbosa não pediu uma perícia do documento.”

Bem que o Paulo Henrique Amorim avisou para o Ministro Joaquim Barbosa não se iludir com a foto na capa da Veja.

Flávio Luiz Sartori

O BLOG “A ESSÊNCIA ALÉM DA APARÊNCIA” É SOLIDÁRIO A DEYSE ARRUDA: SUA EXPULSÃO DA UNIBAN FOI UMA ATITUDE FACISTA

Vivemos em uma sociedade que ainda é machista, apesar do avanço inegável dos direitos das mulheres nos últimos anos, o raciocínio machista ainda impera entre a maioria dos homens. A figura da mulher como objeto ainda é dominante.
Por uma questão de falta de consciência sobre o assunto muitas mulheres são levadas a imaginar que a exposição do corpo pode ser uma forma de exercer poder na sociedade competitiva que vivemos. Isso acontece, repito, única e exclusivamente, por falta de consciência sobre o atual momento em que vivemos, ainda mais no meio universitário onde o acesso a maior quantidade de informação deveria servir de esclarecimento.

A atitude da aluna Geyse Arruda da Uniban de São Bernardo do Campo é resultado de uma situação que envolveu uma moça desinformada sobre a questão da mulher objeto na sociedade capitalista de hoje e a expressão na sua forma mais primitiva, do machismo que ainda existe em nossa sociedade.

Uma universidade, um local onde as pessoas ingressam para trabalhar e aprender, jamais deveria tomar a atitude da expulsão da aluna.
A expulsão de Geyse é um ato facista para o qual não existe justificativa. Não podemos aceitar de forma alguma.
Mobilização da sociedade democrata brasileira já!!!!!!

Flávio Luiz Sartori - flavioluiz.sartori@gmail.com

AFINAL, QUAL A REAL IDENTIDADE DA OPOSIÇÃO BRASILEIRA? OS PARTIDOS POLÍTICOS (PSDB, DEM E OUTROS) OU O PIG?

Na medida em que vai ficando evidente que a margem de manobra da oposição, no sentido de impedir que o Governo Lula tenha condições de eleger o sucessor, ou melhor, sucessora, esta cada vez menor, o desespero toma conta nos setores oposicionistas mais inconformados com a perspectiva de derrota, são grupos que, por incrível que pareça, não estão só nos partidos políticos, estão também no PIG.
Esses setores oposicionistas, apesar de minoritários no âmbito da capacidade de ter suas propostas e ações políticas aprovados pela maioria da opinião pública, ainda representam significativa parte do poder econômico no Brasil com significativa inserção, principalmente nos meios de comunicação.
Nos últimos meses observamos uma série de tentativas desses meios de comunicação de tentarem através de noticiários e críticas de jornalistas e colunistas criar um clima desfavorável para os pré-candidatos a presidência que pertencem a partidos da base do Governo Lula. Essas tentativas vieram, principalmente, das Organizações Globo, que se comporta como um verdadeiro partido político e por isso mesmo é conhecida como principal membro do Partido da Imprensa Golpista, o PIG.

Dentre as principais ações do PIG podemos citar as pesquisas fajutas, com resultados baseados em amostragens com peso maior para grupos sociais propensos a serem cooptados pelo discurso da oposição, como é o caso do segmento dos eleitores com escolaridade á nível de curso superior.
No mesmo sentido das pesquisas “plantadas” foram criadas as CPIs da Petrobrás e do Movimento dos Sem Terra.
Importante lembrar também da tentativa do PIG de cooptar Ciro Gomes para o discurso oposicionista e dividir o bloco governista com uma candidatura tipo terceira via.

Em meio e este processo, a oposição de fato, no campo das forças políticas, demonstra suas fragilidades no campo institucional. Explico, como os números reais das pesquisas já indicam que o bloco das forças políticas governistas cresce na intenção de votos e que nem Jose Serra e muito menos Aécio Neves tem condições de fazer frente a esta situação, logo, a oposição entrou em estado de confusão e esta praticamente sem opção. Aécio pressiona por uma solução no sentido do PSDB ter seu candidato, que una a oposição o mais depressa que for possível, José Serra tenta ganhar tempo na esperança de que algum milagre conjuntural surja para ele como uma luz no fundo do túnel, ou melhor, e o que é mais certo, na possibilidade do segmento político que Serra representa perder a capacidade de formar uma hegemonia no campo oposicionista, Serra ao ganhar tempo estaria impedindo que outro setor no campo da oposição se consolide, caso ele não seja candidato à presidência, postergando o máximo possível a decisão sobre sua candidatura no sentido de diminuir as chances de outro candidato oposicionista, no caso Aécio.

Mas não é só isso, diante da possibilidade de um vazio de liderança na oposição no campo institucional da atuação dos partidos políticos, a oposição mais ferrenha ao Governo Lula, hoje é exercida pelo PIG e principalmente pelas Organizações Globo, possivelmente o segmento do poder econômico no Brasil mais temeroso em relação ao terceiro mandato para as forças políticas que compõem o Governo Lula. Maior prova do desespero da Globo é o fato de que os ataques ao Governo Lula comandados por seus “colonistas” não cessam em nenhum momento. E vale a pena lembrar que o desespero da Globo chegou até a sua concorrente mais direta a Rede Record, vítima recente de ataques da emissora da família Marinho.
Na realidade a Globo sabe que inevitavelmente chegará ao Brasil a onda de mudanças na legislação da telecomunicação, que já acontece na Argentina.

Conclusão. Como se não bastasse o fato de que a oposição no Brasil parece estar saindo das mãos dos partidos, como por exemplo, o PSDB e o DEM, e esta migrando para o PIG, que tem influencia direta no segmento oposicionista que apóia a candidatura oposicionista de José Serra, o mesmo PIG, caso José Serra, que historicamente não gosta de correr riscos, decida não ser candidato à presidência, esta chegando ao cúmulo do delírio político, ao tentar fazer renascer a figura do ex-presidente FHC como líder oposicionista capaz de unir o próprio PIG com o que restar do PSDB e do DEM e outros aliados, e ser ele o candidato à presidência da oposição.
Pensando bem, se Serra e Aécio já sabem que vão perder, até que seria “uma mão na roda” para eles essa candidatura do FHC. Por outro lado, o dilema continuaria para o PIG, afinal quem, mesmo hoje a menos de um ano da eleição presidencial, apostaria em um pangaré chamado FHC?