sexta-feira, 9 de outubro de 2009

PREMIAÇÃO DE BARACK OBAMA COM NÓBEL DA PAZ DE 2009 FORTALECE A POSIÇÃO DO PRESIDENTE CONTRA A DIREITA NA AMÉRICA LATINA E NOS EUA

Este blogueiro ja deixou bem claro que tem quase certeza que o Golpe de Honduras faz parte de uma articulação da direita a partir dos EUA para a América Latina. A forma como os golpistas de Honduras se comportam demonstra que eles tem apoio forte nos EUA.

Infelizmento, até mesmo por uma questão de necessidade de não dividir o campo dos democratas nos EUA, Barack Obama foi obrigado a indicar Hilary Clinton Secretária de Estado dos EUA. Como todos sabemos Bill Clinton sempre foi muito próximo de gente como FHC aqui no Brasi dentre outros lideres sul americanos contemporaneos de seu mandato de 1992 a 2000 que nunca foram de origem popular trabalhista.

Desde o primeiro momento o Departamento de Estado dos EUA faz vista grossa aos golpistas de Honduras. Por uma questão de equilbrio interno das forças que o apoiam nos EUA, Barack Obama esteve até agora obrigado a contemporizar com essa situação.

O que esperamos depois de sua premiação com o Nóbel da Paz é que Barack Obama fique mais fortalecido e em condições de impoôr a Hilary Clinton a necessidade de que os golpistas de Honduras sejam colocados no devido lugar deles fora do poder.

E para encerrar a devida homenagem a Barack Obama no clássico de Marvin Gaye "What's Going On", para não esquecermos da luta travada para que o triunfo de Barack Obama fosse possível.



Flávio Luiz Sartori



WILLIAN WACK, CRISTIANE PELAJO E BÓRIS CASOY (ESSE COM DESTAQUE) FORAM DE DOER ONTEM A NOITE

Primeiro o Jornal da Globo, foram quase dez minutos no assunto atrazo da restituição do imposto de renda, as entrevistas então, quem assistiu quase chorou de dó dos póbrezinhos que pretensamente não vão receber o dinheiro e não vão poder ter o Natal que pretendiam no final do ano. A idéia transmitida foi a de que a miséria vai bater na porta do trabalhador brasileiro por culpa do governo.
Foram entrevistados só analistas que criticaram a pretensa decisão do governo. No final o Heraldo Pereira fez o seu habitual "Pinga Fogo" com um exultante Senador Virgílio Guimarães que não escondia a alegria com oportunidade de critiicar o governo e um Senador Paulo Paim aparentemente desinformado sobre o assunto mas assumindo o compromisso de que iría questinar o governo sobre o episódio.

Mas de doer mesmo foi o Boris Casoy no Jornal da Noite na Band, primeiro criticou a decisão do governo que ainda não é definitiva com uma altivez, como se tivesse denunciando a maior das maldades do mundo para no final emendar seu bordão de marca registrada; "isso é uma vergggooonnnhhááá.
Boris inclusive aproveitou para no encerramento do Jornal da Band, deixar bem claro o porque de seus ataques nervosos ao Govervo Lula ao, literalmente "tucanar", quando noticiou que o Governo de São Paulo tinha sancionado (não citou o nome do Governador Serra porque ai talvez fosse "dar na vista demais") a lei das entregas com nova regra que permite ao consumidor saber o horário para realização de entregas e serviços e ainda comentou no final que era uma lei muito boa que ia ajudar muito a população de São Paulo, se a performance de Bóris não foi para ajudar o Serra, foi para que então?

Flávio Luiz Sartori

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

GOLPISTAS HONDURENHOS TEM APOIO DE PESSOAS LIGADAS A HILARY CLINTON

Jabuti não sobe em árvore, quando aparece lá é que alguém colocou, assim é com os golpistas de Honduras, eles são uma ponta de lança da direita na América Latina, o artigo abaixo foi blogado no viomundo.com.br do Azenha, divulgo este texto porque temos que fazer alguma coisa, senão poderemos ser os próximos.

Lobby hondurenho em Washington tenta derrubar indicação de embaixador americano no Brasil
Atualizado em 08 de outubro de 2009 às 16:52 Publicado em 08 de outubro de 2009 às 16:41

Leader Ousted, Honduras Hires U.S. Lobbyists
por GINGER THOMPSON e RON NIXON, no
New York Times
Published: October 7, 2009WASHINGTON —Primeiro, deponha um presidente. Depois, contrate um lobista.

Nos meses desde que soldados depuseram o presidente de Honduras, Manuel Zelaya, o governo de fato e seus apoiadores resistiram a pedidos dos Estados Unidos para que o presidente deposto fosse restaurado ao poder. Argumentando que o esquerdista Zelaya representava uma ameaça a sua frágil democracia ao tentar estender ilegalmente seu mandato, eles argumentaram em Washington usando uma tática costumeira: uma campanha de lobby de alto nível.
A campanha teve o efeito de forçar o governo Obama a mandar sinais ambiguos sobre sua posição ao governo de fato, que os lê como sinais de encorajamento. Também teve o efeito de adiar duas indicações-chave do Departamento de Estado para a região.
Custando pelo menos 400 mil dólares até agora, de acordo com registros oficiais, a campanha envolve escritórios de advocacia e agências de relações públicas com ligações próximas à secretaria de Estado Hillary Rodham Clinton e ao senador John McCain, a voz mais importante dos republicanos em política externa.Também obteve apoio de vários ex-integrantes de alto escalão responsáveis por definir a política externa dos Estados Unidos na América Central nos anos 80 e 90, quando a região lutava para se livrar das ditaduras militares e das insurgências guerrilheiras que definiram a guerra fria. Duas décadas depois, essas ex-autoridades -- incluindo Otto Reich, Roger Noriega e Daniel W. Fisk -- encaram Honduras como o principal campo de batalha em sua luta contra Cuba e Venezuela, que eles caracterizam como ameaças à estabilidade da região em linguagem similar a que foi usada no passado para descrever a União Soviética.
"A atual batalha por controle político de Honduras não é apenas sobre uma pequena nação", o sr. Reich testemunhou em julho no Congresso. "O que acontece em Honduras poderá um dia parecer como o ápice das tentativas de Hugo Chávez de subverter a democracia no hemisfério ou como o sinal verde para a expansão do autoritarismo chavista", ele afirmou, se referindo ao presidente venezuelano.O sr. Noriega, co-autor do Ato Helms-Burton, que apertou o embargo dos Estados Unidos contra Cuba e que serviu recentemente como lobista de um grupo empresarial de Honduras, se negou a comentar este artigo.
O sr. Reich, que serviu em postos-chave para a América Latina sob os presidentes Ronald Reagan e George W. Bush, disse que não atuou oficialmente como lobista para nenhum grupo hondurenho. Mas ele disse ter usado suas conexões para promover a agenda do governo de fato, liderado por Roberto Micheletti, por acreditar que o governo Obama tinha cometido um erro.
E o sr. Fisk, cuja carreira política incluiu passagens pelo Conselho de Segurança Nacional e como subsecretário-assistente de Estado para o Hemisfério Ocidental no governo Bush, promovia as ideias do governo Micheletti até duas semanas atrás como assessor do senador aposentado da Flórida, Mel Martinez.Além do apoio dos veteranos da guerra fria -- e parcialmente por causa deles -- o governo de fato de Honduras mobilizou apoio de um grupo determinado de legisladores republicanos, liderados pelos senador Jim DeMint, da Carolina do Sul. Eles estão segurando a indicação de dois integrantes do Departamento de Estado como forma de pressionar o governo Obama a suspender as sanções econômicas contra Honduras.
"Erramos aqui", disse o sr. DeMint em uma entrevista à Fox News depois de voltar de uma viagem a Honduras na sexta-feira. Em referência ao governo de fato, ele disse, "esse é provavelmente nosso melhor amigo no hemisfério, o país mais pró-americano, mas estamos tentando estrangulá-lo".
Chris Sabatini, editor do Americas Quarterly, um jornal de política que focaliza a América Latina, disse que os lobistas confundiram a posição de Washington sobre o golpe. O governo disse publicamente que vê o golpe de Honduras como um acontecimento perigoso em uma região que não faz muito tempo era praguejada por golpes, ele diz.
Mas, acrescentou, para aplacar seus oponentes no Congresso, e ter as nomeações aprovadas, o Departamento de Estado às vezes enviou mensagens por canais secretos a legisladores expressando apoio a Zelaya de forma menos clara.
"Houve um vácuo de liderança no governo sobre Honduras e essas pessoas preencheram o vácuo", Sabatini disse dos apoiadores do governo Micheletti. "Eles não tem muito apoio, mas o suficiente para manter o governo refém".Depois do golpe de 28 de junho, o presidente Obama se juntou a líderes regionais para condenar a ação e pedir a volta do presidente Zelaya ao poder, mesmo sendo o presidente hondurenho um aliado do sr. Chávez, o maior adversário dos Estados Unidos na região.Mas assessores parlamentares disseram que menos de dez dias depois do golpe contra Zelaya, os srs. Noriega e Lanny J. Davis, um homem de confiança de Hillary Clinton e lobista do empresariado de Honduras, organizaram uma reunião de apoiadores do governo de fato com integrantes do Senado.
Mr. Fisk, que participou do encontro, disse que ficou espantado com o comparecimento. "Nunca vi oito senadores na mesma sala para falar sobre a América Latina em toda a minha vida", ele afirmou.Quando o presidente Obama impôs sanções cada vez mais duras contra Honduras, o lobby se intensificou. O Grupo Cormac, liderado por um ex-assessor do senador McCain, John Timmons, aderiu ao lobby, de acordo com registros oficiais, assim como a firma de relações públicas Chlopak, Leonard, Schechter & Associates.
De sua parte, o sr. Reich comunicou seus pensamentos a integrantes do Congresso por e-mail. "Deveríamos comemorar", ele escreveu para um integrante do Comitê de Relações Exteriores do Senado, "que um dos aliados do proclamado socialismo do século 21 de Chávez foi legalmente deposto por seus conterrâneos".
Como normalmente acontece nos esforços de lobistas, algumas das mensagens foram mandadas sem remetente. Em escritórios do Senado nas últimas semanas, por exemplo, havia uma lista de "argumentos" preparada para solapar a indicação do secretário-assistente de Estado Thomas A. Shannon como embaixador no Brasil. Dois assessores, que pediram anonimato para falar sobre questões relativas ao golpe, disseram que o sr. Fisk escreveu o documento.
O sr. Fisk negou. Ele também desmentiu a noção de que está operando pelas regras antigas. "Pode ter gente lutando ainda nos anos 80", ele disse. "Eu não estou".

Flávio Luiz Sartori - flavioluiz.sartori@gmail.com


quarta-feira, 7 de outubro de 2009

O PIG (ORGANIZAÇÕES GLOBO) CONTRA ATACA

Para Organizações Globo vídeo de apresentação é que foi determinante na escolha do Rio de Janeiro como cidade sede da Olimpíada de 2016 e Ciro será apenas um "lingua de aluguel" de Lula em São Paulo.

Depois de engolir a seco a escolha do Rio de Janeiro para cidade sede da Olimpíada de 2016, com a importante participação do Presidente Lula, o PIG* (Partido da Imprensa Golpista) via Organizações Globo, seu principal membro, iniciou um verdadeiro contra ataque, os fatos que demonstram ação estão listados a seguir:

Primeiro fato, ontem, dia 6 à noite, a maioria da imprensa brasileira divulgou que o Presidente Lula participou da cúpula Cúpula União Europeia-Brasil na Suécia, a Band e o SBT divulgaram, inclusive com espaço considerável o evento. No Jornal da Globo simplesmente o fato não foi noticiado.
O Jornal da Globo preferiu noticiar com destaque somente fatos críticos ao Governo Lula; o caso do roubo das provas do ENEM, com destaque para depoimento de estudantes que se consideraram prejudicados e também com o fato de Unicamp anunciar que não irá levar em consideração em seu vestibular as provas do ENEM.
Porém, o fato mais importante foi a reportagem sobre o vídeo de apresentação da candidatura do Rio de Janeiro, que segundo o Jornal da Globo foi “consenso entre todo mundo que participou da cerimônia de escolha da sede olímpica na Dinamarca que os vídeos que mostravam as belezas do Rio foram uma arma fundamental na vitória da cidade”, ou seja, o Rio foi escolhido pelo vídeo, não pela articulação do governo brasileiro com discurso do Presidente Lula na apresentação do Rio, que pelo Jornal da Globo não valeu nada.
Para encerrar, o Jornal da Globo deu destaque para David Letterman, um dos principais apresentadores da TV nos EUA que assumiu publicamente o fato de que traiu sua esposa para não ser chantageado. A reportagem teve inclusive direito a comentário do impagável Arnaldo Jabor que elegeu Letterman “Ricardão” americano, mas o pior ficou para depois da fala de Jabor quando os apresentadores do Jornal da Globo, Cristiano Pelajo e Willian Waack foram flagrados em uma atitude anti profissional sorrindo e caçoando depois do comentário de Jabor, como se tivessem ouvido a melhor piada do mundo.

Segundo fato, enquanto Ciro Gomes não tinha transferido seu domicílio eleitoral para São Paulo e era um presidenciável forte que poderia dividir o bloco governista, Ciro teve seu momento de herói do PIG (com direito a cabos eleitorais da estatura de Boris Casoy, Fernando Mitre e Ricardo Noblat). Depois que transferiu o domicílio eleitoral voltou a sua condição de eterno infame do PIG. Para confirmar basta dar uma olhada no blog noblat.com.br onde Ciro já é tratado como língua de aluguel de Lula contra Serra em São Paulo. Aliás, a Globo sempre pode contar também com o fogo amigo de petistas eternamente candidatos a lista de traíras, que já tem o Cristóvão e a Marina, como por exemplo, a ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy, dona de palanque cativo nas Organizações Globo.

Por enquanto vamos ficar somente nesses dois fatos, mas podem ter certeza que o arsenal do PIG é infinito, articulistas e traíras para municiar ele o tempo todo não faltarão. No momento estamos um pouco mais fortes com a ajuda da internet em relação a um passado não muito distante, quando nem existíamos. Porém, precisamos ser mais ousados, continuo firme na minha proposta de que é fundamental uma articulação nossa para bater de frente contra a influêcia do poder econômico comprometido, com quem governou o Brasil até 2002, na mídia brasileira.

* O PIG no futuro deverá entrar para os dicionários de português como importante denominação do nosso vocabulário.

Flávio Luiz Sartori –
flavioluiz.sartori@gmail.com

terça-feira, 6 de outubro de 2009

A POSSÍVEL CANDIDATURA DE CIRO GOMES AO GOVERNO DE SÃO PAULO É FUNDAMENTAL PARA A ESTRATÉGIA DO PRESIDENTE LULA

A possibilidade da candidatura do Deputado Federal Ciro Gomes ao Governo de São Paulo em 2010 é, na minha opinião, uma idéia brilhante, se for realmente do Presinte Lula é mais um motivo para o PT levar a sério.
Um dos principais problemas de uma candidatura de esquerda, que transite no campo da real social democracia e do trabalhismo em São Paulo é exatamente o conservadorismo que impera tanto nos grotões interioranos do estado quanto nos grandes centros urbanos.
Fatos históricos, como por exemplo, a ascensão de políticos como Jânio Quadros e Ademar de Barros, além da hegemonia política dp PSDB e do DEM (este na cidade de São Paulo) nos ultimos vinte anos, não acontecem por acaso. O perfil do eleitor paulista favorece esta situação.

Um candidato a governador de São Paulo para ter condições de disputar com reais chances de vitória precisa ter condições de penetrar nos grotões do conservadorismo no estado e quebrar a hegemonia ideológica atual de tucanos e demos, que conta com apoio da mídia paulista em peso.
Uma candidatura petista, mesmo sendo Marta Suplicy, que teoricamente teria melhores condições de disputar o voto conservador, poderia até chegar num segundo turno mas na hora da decisão não conseguiria a maioria necessária e isso ja foi comprovado na prática.

Ciro Gomes transita nesse conservadorismo naturalmente e também aglutina à esquerda, como candidato do PSB tendo um vice do PT aglutinaria lideranças que torcem o nariz para o PT, principalmente no interior de São Paulo.
Essa estória de que a eleição de uma bancada de deputados federais e estaduais do PT seria prejudicada não pode ser levada em conta nem ser usada como motivo para barrar uma coligação desse porte me São Paulo, mesmo que isso seja verdade só pelo que pode representar a eleição de um governador trabalhista em São Paulo, como afirmou Paulo Henrique Amorim, ja valeria a pena tentar. Mas também temos que levar em conta que o PT, em uma coligação como esta seria a principal sustentação dela e que a estratégia da eleição para deputados federais e estaduais poderia ser readaquada.
De todas as formas, o principal cabo eleitoral, tanto do PT quanto dos partidos governistas e até mesmo do Ciro Gomes e da Dilma Roussef será Presidente Lula, se os candidatos do PT a cargos loegislativos em São Paulo não conseguirem capitalizar em cima disso será por falta de competência deles e não porque candidato ao Governo de São Paulo será o Ciro Gomes.

Até Ciro Gomes transferir de fato seu título para o Estado de São Paulo a possibilidade de sua candidatura ao Governo de São Paulo ainda era uma hipótese muito pequena. Agora é real, assusta tanto tucanos e demos quanto petistas acomadados, como por exemplo a própria Marta. Quando Marta e outros petistas criticam a possibilidade de coligação com Ciro na cabeça esquecem que o Presidente Lula se optar por essa estratégia sérá porque entende que quando deixar a Presidencia da República terá que deixar o Brasil com todas as condições básicas e objetivas de seguir em frente com outras lideranças comprometidas com todas conquistas obtidas até agora. Diante dessa possivel nova situação enfraquecer tucanos e demos em São Paulo, que é atualmente o principal ponto de sustentação deles, talvez seja uma obrigação historica que exige uma coligação de forças políticas e o PT de Sao Paulo precisa ter a capacidade de entender essa situação para dar sua contribuição histórica. Não é Marta Suplicy?

domingo, 4 de outubro de 2009

ANALISES ENGANADORAS TAMBÉM FAZEM PARTE DA ESTRATÉGIA NO PERÍODO QUE ANTECEDE A DISPUTA PRESIDENCIAL DE 2010

Até Fernando Mitre, editor chefe de jornalismo da Band apareceu para reafirmar que a estratégia do Presidente Lula de ter um candidato único à Presidência da República da base política de sustentação do governo contra a possível candidatura do atual Governador de São Paulo, em uma eleição presidencial plebiscitária, fracassou. Comportamentos como estes explicam o porque das últimas pesquisas do Sensus e do IBOPE.
Mas será que nessa altura do campeonato já é possível afirmar que teremos um quadro de disputa no ano que vem com cinco candidaturas a Presidência da República, com médias de 8% a 35% de intenções de votos em todas pesquisas e que, por isso mesmo, a polarização entre dois candidatos a presidência como pretenderia o Presidente Lula não ira acontecer?

Aqui no Brasil ainda vivemos a realidade de que quando veículos de mídia ou de influência na mesma, como por exemplo, os mais badalados; jornais escritos, redes de televisão, sites revistas e institutos de pesquisa decidem em conjunto defender uma tese costumam fazer um bloco, todos praticamente emitindo a mesma opinião ao mesmo tempo. Assim tem acontecido desde de a divulgação das ultimas pesquisas com as analises, principalmente na Band do Boris Casoy e do Fernando Mitre.
No entanto, permito-me discordar deles e fazer a leitura oposta.

Inicialmente é fundamental prestar a atenção em um detalhe sem muito destaque na imprensa, principalmente no PIG (adotei o termo criado por Paulo Henrique Amorim e os internautas do seu site porque querer usar outra denominação é tentar inventar a roda de novo) sobre a transferência do domicilio eleitoral do Deputado Federal Ciro Gomes do Estado do Ceará para o Estado de São Paulo. Desde o início afirmei que Ciro Gomes é leal ao Presidente Lula e o ato de transferência do titulo eleitoral foi uma prova inconteste dessa lealdade.

Restam então as duas outras pré-candidaturas, da ex-senadora Heloisa Helena pelo PSOL e da atual Senadora Marina Silva pelo PV.

O PSOL é um racha do PT à esquerda, portanto pode ser crítico, mas sempre será na perspectiva de um PT posicionado à direita com posições tímidas em relação a um projeto socialista com reformas que precisariam ser aprofundadas. Se o PSOL surgiu para ser uma opção à esquerda obviamente que esta mais distante da oposição política do PSDB e DEM do que do próprio PT. Em todas pesquisas a analise dos votos do eleitorado do PSOL, em um segundo turno sempre caminha, inclusive ideologicamente, em sua maioria para o PT.

A ida da senadora Marina Silva do PT para o PV, badalada pela mídia como a grande novidade para a eleição presidencial do ano que vem pode ser na realidade um grande erro da Senadora, que se tivesse permanecido no PT com o prestígio que tinha lá como militante dirigente com postura ética poderia influenciar muito mais internamente do que de fora poderá tentar como referencia de um possível racha no PT.
A pergunta que fica no ar é de onde analistas tiram a idéia de que Marina Silva poderá tirar votos de Dilma Roussef.
Dilma é candidata do PT e seu cabo eleitoral é o Presidente Lula que, caso pudesse disputar um terceiro mandato, praticamente estaria eleito.
Para disputar a eleição presidencial Marina tem sua duas alternativas; Se quiser não ser oposição direta e disputar os votos do bloco ideológico do governo sua campanha será diluída pela campanha de Dilma, isso acontecerá durante a campanha eleitoral de fato, principalmente na TV, afinal se ela não é contra o governo porque então saiu candidata. Se for para a oposição deverá disputar votos no campo ideológico do PSDB e do DEM, terá que bater de frente com o governo. Nesse caso sua figura política se diluirá em meio a polarização.
Para Marina, se não romper com sua origem governista o “bicho come”, se correr para a oposição o “bicho pega”, se ficar em cima do muro entre essas duas alternativas não ganha votos. A melhor saída é não se candidatar à presidência e continuar no Senado.

Quem viver verá e isso só poderá ser constatado na reta final da campanha presidencial. Até lá a maioria da mídia e do PIG irão fantasiar a vontade.

Flávio Luiz Sartori – flavioluiz.sartori@gmail.com