sexta-feira, 2 de outubro de 2009

FIM DE SEMANA E O MOMENTO É DE "CURTIÇÃO" VII - RIO DE JANEIRO É A SEDE DA ALIMPIADA DE 2016

E como o Rio de Janeiro é o Brasil e o Mundo a partir de hoje até 2016 então vamos homenagear a cidade maravilhosa com um clipe sobre a beleza do Rio de Janeiro com a bela voz de Barry White Song e.... Rio de Janeiro.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

DESABAFO: PRECONCEITO NO JORNAL DA GLOBO DE ONTEM, ARNALDO JABOR CHAMOU BOLIVIANOS, EQUATORIANOS E VENEZUELANOS DE CUCARACHAS

Cucarachas são baratas, para saber o que uma barata desperta em um ser humano (ja vi muito homem com medo de barata) basta perguntar para as pessoas, principalmente as mulheres o que elas acham das baratas.
Nos EUA, os preconceituosos demonstravam e ainda demonstram seus sentimentos chamando os migrantes de origem espanhola e tambem portuguesa, como nós brasileiros de "cucarachas", ou seja, aos olhos deles eramos e infelizmente ainda somos para uma significativa parcela dos americanos, tão repugnantes quanto baratas.
No Brasil o termo é lembrado pela obra do Henfil; 'Diário de um cucaracha", onde ele escreve sobre o preconceito dos ianques aos imigrantes do terceiro mundo, e aos brasileiros em particular, relatando inclusive o que sentiu na pele quando passou uma temporado nos EUA nos anos setenta.
Pois é, e não é que o Sr. Arnaldo Jabor, ontem, dia 29 de Setembro ao fazer analise, crônica, ou seja la o que for, à noite no Jornal da Globo, ao encerrar sua fala expondo sua opinião de que os responsáveis pela presença de Zelaya na embaixada do Brasil em Hunduras eram os venezuelanos de Chaves e tambem os equatorianos de Rafael Corrêa e os bolivianos de Evo Morales, se referiu a eles como os cucarachas.
Dizem que um dia um homem sempre revela sua verdadeira personalidade, se eu soubesse quem Arnaldo Jabor realmente era, jamais teria perdido meu tempo lendo suas crônicas durante a campanha pelo impeachement de Collor em 1992.

Flávio Luiz Sartori

DIRETO DO SITE NOBLAT.COM.BR: Para "Time", Brasil é primeiro contrapeso real aos EUA

Da BBC Brasil:

Uma reportagem publicada nesta quarta-feira na edição on-line da revista americana "Time" diz que, ao mediar a crise hondurenha, o Brasil se tornou "o primeiro contrapeso real" à influência americana no hemisfério ocidental.
Considerando que o Brasil foi "trazido" para o coração do imbróglio pelos vizinhos, mais especificamente pela Venezuela do presidente Hugo Chávez, a revista diz que "Brasília se vê no tipo de centro das atenções diplomático do qual no passado procurou se afastar".
Entretanto, diz a "Time", o país "não deveria se surpreender" com o fato de ser chamado a assumir tal responsabilidade.
Para a publicação americana, "nos últimos anos, a potência sul-americana tem sido reconhecida como o primeiro contrapeso real aos EUA no hemisfério ocidental e isto significa, pelo menos para outros países nas Américas, assumir um papel maior e mais pró-ativo em ajudar a resolver distúrbios políticos do Novo Mundo, como Honduras".


Leia mais em Para "Time", Brasil é primeiro contrapeso real aos EUA no Ocidente

Ontem bloguei um texto onde abordei, apesar de por outro enfoque, exatamente o que o Noblat publicou em seu blog hoje.

Flávio Luiz Sartori

terça-feira, 29 de setembro de 2009

BRASIL E EUA: HONDURAS E A ESCOLHA DA CIDADE SEDE DOS JOGOS OLÍMPICOS DE 2016

A crise de Honduras e a escolha da cidade sede dos Jogos Olímpicos de 2016 garantem um pouco de emoção.

Pode não parecer mas nos últimos dias Brasil e EUA andaram se estranhando, a entrada do Rio de Janeiro como muita força na disputa pela vaga de cidade sede dos jogos não permitiu aos americanos nadarem de braçada na disputa como em outras oportunidades, como eles não gostam de perder resolveram dar umas cotoveladas no Brasil.

Mas o que isso pode ter em haver com o caso de Hunduras? Pode ter muito mais do que nós imaginamos. Desde o golpe que tirou Zelaya do poder, se fizermos uma observação mais detalhada facilmente chegaremos a conclusão que os esforços dos EUA contra os golpístas foram meramente símbólicos, nada de pressão na ONU ou na OEA. Sera que se esse golpe tivesse acontecido em um outro lugar do mundo, como por exemplo no Sudoeste Asiático, a contemplação dos americanos teria sido a mesma?

Os golpistas de Honduras sempre se comportaram com muita segurança e inclusive com uma boa dose de arrogância, depois que Zelaya surgiu na embaixado do Brasil passaram por cima dos direitos civis com muita facilidade. Não acredito que se percebessem que os EUA condenariam suas atitudes com veemência, que teriam a coragem que demonstraram até agora.

Primeiro as bases na Colômbia e depois parece que a diplomacia americana quiz testar o poder do Brasil, quiz pagar para ver como o Brasil se comportaria, agora na condição de potência. Se pararmos para pensar um pouco, a cada dia que o golpe em Honduras durava, o Brasil e a America Latina, menos a Colômbia é claro, iam vendo a condição de independêcia que ostentam hoje se diluir. Alguma coisa tinha que ser feita.

O aparecimento de Zelaya na embaixada do Brasil expôs para o mundo uma disputa que estava relegada aos bastidores entre a maioria dos paises da América Latina e EUA, isso explica a furia do representante dos EUA na OEA ontem.

Quanto a disputa pela sede dos jogos, pensem bem, se o Brasil e a América Latina ficam desmoralizados diante do mundo e voltam a ser vistos como um punhado de "Repúblicas de Banana", com a juda dos golpistas de Honduras, como articular o apoio dos outros paises do mundo para ter uma cidade sede de uma olimpíada?

O golpe de Honduras ajuda ou não os EUA e Chicago?

Flávio Luiz Sartori

domingo, 27 de setembro de 2009

PESQUISAS MANIPULADAS AJUDAM A MÍDIA DE OPOSIÇÃO TENTAR DIVIDIR A BASE POLÍTICA DO GOVERNO E CRIAR UM CLIMA DESFAVORAVEL A PRÉ-CANDIDATA DILMA ROUSSEF

Pesquisas manipuladas, redes de televisão, apresentadores, jornalistas, colunistas, sites, blogs, jornais enfim todos intervindo de forma inequívoca em um processo eleitoral que legalmente só terá início na metade do ano que vem, porque?

Simples meus caros internaltas, desde de que ficou claro em 2002 que a oposição seria vitoriosa, as elites que sempre dominaram o cenário político brasileiro, que não são só políticas, mas também e principalmente empresariais com influencia histórica na mídia, aparentemente aceitaram momentaneamente o inevitável porem com a perspectiva de que a situação demoraria só quatro anos, que Lula seria apenas mais um Lech Valessa, que igualmente como na Polônia dos anos oitenta, fatalmente teríamos um desastre e tucanos e seus sócios democratas e demais fisiológicos da política brasileira estariam de volta já em 2006 para salvar o Brasil.

Não foi bem isto que aconteceu na prática, muito pelo contrário, o desastre não veio, Lula foi reeleito em 2006 e hoje ostenta o título de governante mais popular do mundo e tem todas condições básicas e objetivas de eleger o sucessor, ou melhor, sucessora. Talvez com mais tranqüilidade do que foi sua própria reeleição em 2006.
Sua caminhada, no entanto, não tem sido e não será tão fácil, contra ele e segmento políticos que se articulam na sustentação de seu governo estão em permanente articulação as mesmas elites que governaram o Brasil até 2002 e que jamais se conformarão em ter que agüentar mais quatro anos fora do poder.

São setores empresarias e forças políticas que compõem elites que sempre governaram o Brasil e que nunca aceitaram mudanças que representassem distribuição de riqueza que realmente significasse melhor condição de vida para a grande maioria dos brasileiros por puro medo de perder privilégios.
Mesmo já não tendo a força que tinham no passado, quando se articularam para depor o Presidente João Goulart em 1964 e depois quando, após o fim da ditadura militar conseguiram através de planos econômicos com maciço apoio de a mídia influenciar na opinião pública e ter peso nas eleições, principalmente dos anos oitenta e noventa do século passado, elite e segmento político que governaram o Brasil até 2002 continuam ai atuando o tempo todo sem parar, aliás, aqui e também em toda América Latina, ai esta Honduras para comprovar.

Se no passado a mídia de massa com os jornais escritos, depois o rádio e a televisão, conseguiam ter bastante influencia para a partir de uma classe média sempre temerosa em perder privilégios inserir na formação de opinião, hoje, com a democratização da comunicação, principalmente com o Internet e é claro com a melhora das condições de vida e consumo da população, as coisas estão mais difíceis para a mídia que representa os setores conservadores no Brasil.

Mesmo assim a mídia que representa a elite que esteve no poder até 2002 continua atuando e tentando influenciar na política brasileira praticamente que diariamente, são crises e crises que nunca acabam, qualquer fato é uma crise. Recentemente com a aproximação da data final para mudanças partidárias, quando o quadro político das eleições de 2010 começará a ficar definido, foi à vez de um importante braço da mídia tradicional brasileira entrar em ação, estamos falando de institutos e empresas de pesquisas eleitorais.
Com um Presidente da República com mais de 80% de aprovação que já tem uma pré-candidata a sua sucessão, a única saída para a oposição foi enfraquecer e dividir o bloco governista.
Mas antes é fundamental identificar quem são e como está atuando os principais atores no campo da mídia de oposição ao Governo Lula, principalmente a televisão. Estamos falando dos atuaram fortemente nos últimos dias no sentido de criar na opinião pública uma tendência no sentido de que o Presidente Lula não conseguiu e não conseguirá transferir seu imenso capital político para sua pré-candidata e presidência, a ministra Dilma Roussef.

Vamos restringir neste primeiro momento a mídia na televisão que ainda é a principal do Brasil no momento e nesse caso as principais são: as Organizações Globo, a Rede Globo de Televisão e todos os outros órgãos de comunicação da família Marinho, depois, em menor intensidade e Rede Bandeirantes de Televisão e até mesmo o SBT, estas duas últimas redes de televisão sempre conviveram com a supremacia da Rede Globo sem realmente ameaçar.
Depois que a Rede Record, que não participa da oposição ostensiva ao Governo Lula começou a crescer tomou o segundo lugar do SBT e ficou em condições de ameaçar a hegemonia da Rede Globo, as outras redes acordaram e traçaram suas estratégias de enfrentamento contra a Record, que passou a ser a principal adversária, inclusive com a culpa de que seria ajudada pelo governo.

O furor da Rede Bandeirantes pode ser notado principalmente pelas intervenções de seu apresentador do Jornal da Noite Boris Casoy, criador do bordão “isso é uma vergonha”, que foi o jornalista que mais insistiu, inclusive repetidamente no Jornal da Noite da última sexta feira, 25 de setembro, na tese defendida por Carlos Augusto Montenegro do IBOPE de que o Presidente Lula não conseguirá transferir seu prestígio para sua candidata a presidência. Para quem não sabe o principal item de audiência hoje da Band é a transmissão de jogos de futebol e isso é possível para ela porque atua em sociedade com a Rede Globo na transmissão de partidas de futebol ao vivo em um sistema de monopólio onde a Bandeirantes é apenas a coadjuvante.

No SBT também se percebe a atuação de critica constante ao governo, principalmente por parte do jornalista Carlos Nascimento, um de seus âncoras.

Felizmente, hoje a opinião pública não é mais presa fácil dessas manipulações, a Internet é uma ferramenta fundamental, através dela redes de informação de jornalismo alternativas se articulam em todo Brasil. Em 2006 foi a partir das denuncias do site Conversa Fiada do jornalista Paulo Henrique Amorim é que a farsa montada pela Rede Globo foi desmascarada. Naquele momento a Globo insistiu em exibir os pacotes de notas aprendidas ao invés de destacar a queda de um avião com dezenas de mortos, em uma mentira jornalística contra membros do Governo Lula, que provocou a realização do segundo turno da eleição presidencial. Depois, quando a verdade veio à tona, a opinião pública pode ser esclarecida e dar o troco no segundo turno quando o candidato da oposição Geraldo Alkimin teve menos votos do que obteve no primeiro turno.

Flavio Luiz Sartori – flavioluiz.sartori@gmail.com