sexta-feira, 25 de setembro de 2009

FIM DE SEMANA E O MOMENTO É DE "CURTIÇÃO" VI

Em uma semana de confrontos entre a verdade e a mentira aqui no Brasil e porque não em Honduras? A lembrança é de um triste passado e a inspiração vem de Chico Buarque e Milton Nascimento em O que será, apenas para parar e refletir.

RELATÓRIO DA PESQUISA CNI/IBOPE DO PRÓPRIO IBOPE TEM COTAS DE ENTREVISTADOS POR REGIÕES DO BRASIL COM NÚMEROS DE ACORDO COM O TSE

A hora reflexão...Nada Convence mais que a verdade

A frase do título deste texto pode parecer que o IBOPE então não é de todo errado, na realidade seus números que estão de acordo com os números das cotas de eleitores por região do Brasil do TSE representam um verdadeiro ato de passar recibo de que as diferenças nas cotas por Escolaridade entre o IBOPE e o TSE estão erradas e por algum motivo muito sério.

De acordo com o IBOPE os números das cotas usadas por região foram os seguintes: Regiões Centro Oeste e Norte 14%, Região Nordeste 27%, Região Sudoeste 44% e Região Sul 15%.

Os números do TSE em relação aos eleitores por região são os seguintes Região Centro Oeste 7,05, Região Norte 7,3%, Região Nordeste 27,05%, Região Sudoeste 43,6% e Região Sul 14,9%. Também fazem parte dos registros do TSE que 0,1% dos eleitores residem do exterior.

Apesar de parecer irrelevante diante dos números do texto editado antes deste, esses números são fundamentais porque mostram que a diferença significativa esta em uma cota, a da escolaridade.
O IBOPE pode até argumentar que a cota de 6,2% do TSE, que representa 124 entrevistados na amostragem de 2.002 seria um universo pequeno que não permitiria uma analise dos votos dos eleitores com Curso Superior, porém não podemos esquecer que a amostragem mínima aceita é de 120 pessoas.
A cota maior de pessoas que chegaram à universidade comprovadamente influencia nos números finais da pesquisa.
Se o caso é fazer uma pesquisa com números seguros e se a cota de 124 não é considerada segura para o IBOPE então porque o IBOPE e o Sensus, que apresentaram amostragens com praticamente o mesmo erro, no momento de apresentarem o orçamento de trabalho deles para a Confederação Nacional das Indústrias, a CNI e a Confederação Nacional dos Transportes, a CNT, não apresentam uma proposta com uma amostragem maior com o dobro dos 2002 entrevistados?

Os problemas são dois; primeiro a aparente falta de compromisso com o resultado e com a possibilidade da opinião pública ter acesso a informações que tornem a interpretação dos números nos detalhes mais fácil, segundo os interesses que estão em jogo na divulgação de uma pesquisa como esta.
Num passado não muito distante, a pouco mais de dez anos, a inexistência de mecanismos de comunicação de massa que permitissem a troca de informações de maneira rápida como é o caso da Internet hoje, não permitia que milhares de pessoas tivessem acesso a uma informação que pudesse ser contestada em menos de 24 horas.

Em 2004 na Espanha logo depois dos atentados de Madrid o Partido Popular, PP, que estava no poder e era favorito nas eleições tentou colocar a culpa pelos atentados nos terroristas do ETA, na medida em que as informações foram esclarecendo que o atentado tinha sido praticado pela Al Qaeda, os eleitores espanhóis foram mudando de opinião e em menos de 48 horas se sentiram esclarecidos e mudaram o voto dando a vitória aos socialistas.

É exatamente o sentimento de contrapor a mentira com a verdade, facilitado nos dias de hoje pela troca rápida de informações que permite as pessoas terem a visão exata da realidade e se posicionarem com racionalidade sobre o assunto. O IBOPE é uma lenda na mídia brasileira, já foi sinônimo que servia para medir se alguma coisa ia bem ou mau, sua palavra já foi considerada a última, no entanto, se ele continuar faltando com a verdade, à realidade que já mudou muito o colocara no ostracismo, não tenham dúvida.

Flávio Luiz Sartori –
flavioluiz.sartori@gmail.com – critiquem, por favor.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

RELATÓRIO DA PESQUISA CNI/IBOPE DO PRÓPRIO IBOPE TEM COTAS DE ENTREVISTADOS COM CURSO SUPERIOR ACIMA DOS NÚMEROS DO IBGE E DO TSE

O IBOPE divulgou relatório com informações sobre as cotas de entrevistados e os números comprovam que na amostragem usada pelo IBOPE nas cotas referentes a escolaridade dos entrevistados existem diferenças muito grandes em relação aos números oficiais do IBGE e do TSE.

De acordo com o TSE a escolaridade do eleitorado brasileiro é de 6,13% de Analfabetos, 56,84% que só chegaram até o Ensino Fundamental, inclusive nas versões antigas, 30,71% que chegaram até o Ensino Médio e 6,20% que chegaram até o Ensino Superior, sendo que 0,12% não responderam a pergunta do TSE sobre escolaridade.

No relatório divulgado pelo IBOPE os números referentes a escolaridade das cotas dos 2.002 eleitores entrevistados na pesquisa são os seguintes: 32% de entrevistados que cursaram somente até a 4ª série, 22% de entrevistados que chegaram até a 8ª série com a soma dos dois ítens representando 54% dos entrevistados que tem escolaridade somente até o nível conhecido hoje como Ensino Fundamental.

Em relação ao Ensino Médio (antigo Segundo Grau) foi adotada uma cota de 33% de entrevistados da amostragem geral de 2.002 pessoas.

Nessas duas cotas as diferenças são pequenas, em torno de no máximo 3 pontos, mas com números apertados, como por exemplo no empate de 14% de Ciro e Dilma em uma das hipótese pesquisadas pelo IBOPE, eles fazem uma boa diferença.

Mas é na cota dos entrevistados por escolaridade com Curso Superior é que esta a diferença que provavelmente permitiu ao IBOPE ter números que certamente definiram a queda de Dilma e as subidas de Ciro e Marina,. De acordo com o relatório do IBOPE a cota de entrevistados com escolaridade a nível universitário na amostragem da pesquisa foi de 13%, enquanto que pelos numeros do TSE eles representam 6,2% dos eleitores brasileiros, ou seja o IBOPE praticamente somou os 6,13% de eleitores Analfabetos que fazem parte dos números do TSE com a cota real do próprio TSE de eleitores com Curso Superior e criou sua própria cota de entrevistados de 13% com Curso Superior.

Essa manobra com os números permitiu que candidatos, como por exemplo, a Senadora Marina Silva, na hipotese 19 na página 97 do relatório, tivessem 14% de intenções de votos entre os entrevistado com Curso Superior, 13% entre os entrevistados com escolaridade a nível de Ensino Fundamental e 8% com escolaridade a nível de Ensino Médio.

Supondo que o IBOPE utilizasse a cota real de entrevistados com Curso Superior do TSE, ao inves de entrevistar 263 pessoas que correspondem aos 13% com curso superior do total de 2.002 entrevistados da amostragem geral da pesquisa , que fizeram parte da amostragem do IBOPE, tivesse entrevistado 124 (6,2%) pessoas, nesse caso as intenções de votos de Marina Silva certamente cairiam praticamente para a metade dos números que ela conseguiu com a cota utilizada pelo IBOPE. Como a candidata Dilma Roussef teve uma intenção de votos de 34% pelos números do IBOPE na cota de entrevistados por escolaridade a nível de Ensino Fundamental e 18% a nível de Ensino Médio, levando em consideração que 6,13% da cota de Analfabetos estão na cota do Ensino Superior nos números do IBOPE, somando a isso o fato de que os Analfabetos fazem parte do contingente de eleitores, apesar de não serem obrigados a votar, o certo seria os Analfabetos não fazerem parte da amostragem ou serem incorporados aos que cursaram até a quarta série. Dessa forma os números certamente seriam maiores para Dilma e ela ao invés dos 14% que teve certamente teria tido de 16% a 17% das intenções de votos na hipótese pesquisada.

No item rejeição também a manobra dos números do IBOPE permitiu que fosse criado os 40% de Dilma Roussef, com a cota de entrevistados com Curso Superior em dobro ficou mais fácil chegar aos 54% de entrevistados com Curso Superior que responderam que não votariam em Dilma Roussef, se a cota fosse dos 6,2% referentes aos números do TSE, certamente que os 54% não existiriam e na média Dilma não chegaria aos 40%. Por outro lado o peso da cota em dobro ajudou a Senadora Marina Silva a ter uma rejeição menor entre os entrevistados com Curso Sperior e a tirar percentuais importantes de Dilma nas cotas por Ensino Fundamental e Médio fazendo a média da ministra subir nos números finais.

Finalmente é importante salientar que a pesquisa não incluiu a intenção de votos espontâneos, apenas na pergunta 17 na pagina 91 do relatório foi feita uma pergunta sem citar o cartão para escolha, mas a pergunta fala em "se os candidatos fossem estes", o que significa que os eleitores leram os nomes dos candidatos de alguma forma, então que espécie de espontaneidade foi essa?

Infelizmente a pesquisa do IBOPE foi uma tentiva de manipular os números e tentar convencer as pessoas, ou melhor influenciar a opinião pública, que o Presidente Lula não conseguirá ter retorno no apoio a um candidato, no caso candidata.

Flavio Luiz Sartori - flavioluiz.sartori@gmail.com

Leiam o relatório do IBOPE no: http://www.ibope.com.br/inteligencia/downloads/2009/09_09_22_cni_ibope_inteligencia.pdf

ANALISE POLITICA DO PORQUE DE ALGUNS NÚMEROS DA PESQUISA CNI/IBOPE

Elementar, como já informamos aqui todos, governo e oposição sabem dos números reais das pesquisas, ou seja, todos já sabiam da queda de Jose Serra, e daí? O que a elite e as forças políticas e empresariais que apostam nele para voltarem ao poder poderiam fazer diante de tal constatação.
No momento, só existe para eles uma única saída até se recomporem, tentar dividir o bloco de apoio ao Governo e nesse caso, em qual a força eles apostariam para tentar essa empreitada?
A Marina e a Heloisa não servem, a primeira, apesar do barulho feito em torno dela, eles sabem é muito frágil, a segunda não pertence ao grupo deles, então tiveram, mesmo que engolindo seco, que optar por Ciro Gomes.
Ciro será em um primeiro momento uma espécie de “boi de piranha” para enfraquecer a Dilma, depois se Serra reagir ou Aécio se viabilizar, Ciro poderá ser descartado novamente, aliás, como foi Roseana Sarney e ele próprio em 2002. Meios para isso não faltarão.
Porém, se forem obrigados a ficar com Ciro, poderão aderir a ele sem que ele perceba possivelmente iludido com a idéia de ser presidente. Amanhã um tucano aqui e acolá, depois uns Democratas de mansinho, os fisiológicos, o PIG e ai terão um Ciro refém das forças conservadoras e ponto final.
Esperamos que Ciro seja inteligente o bastante para não cair nesta armadilha e continue leal ao presidente Lula até mesmo para cumprir a importante missão de ser o primeiro governador realmente trabalhista da historia do Estado de São Paulo.

Para encerrar, a barra forçada em cima dos números pela mídia notadamente contra o
Governo esteve presente nos telejornais de praticamente todas redes de televisão, o destaque foi para os números da rejeição, os 40% que Dilma teria e que já questionamos neste blog. Nenhum destaque para a queda de Serra, para eles isso simplesmente não aconteceu.

De última hora: agora de manhã já foi possível perceber a reação do esquema de Serra no PIG, no UOL deparei com a seguinte manchete: “Aécio tira dinheiro da saúde e da segurança para pagar salários” esta La para que quiser ler, basta acessar http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u627791.shtml, no Jornal Correio Popular aqui em Campinas, que também é do PIG, segunda linha mas é, esta a manchete de primeira página, “Serra pede agilidade para desatar o nó de Viracopos”, esta lá é só acessar http://cpopular.cosmo.com.br/.

Cuidado Ciro, cuidado o PIG, os demos e os tucanos nunca foram e nunca serão seus amigos.

Flavio Luiz Sartori – flavioluiz.sartori@gmail.com – aguardo críticas e sugestões.

COMO A BAND REPERCUTIU A PESQUISA CNI/IBOPE

No Jornal da Band os principais números sobre a avaliação do Governo e a corrida presidencial foram divulgados.
No Jornal da Noite alem dos números divulgados como foram no Jornal da Band também aconteceral algumas analises, nenhum destaque sobre a queda de Serra apesar da mídia que o Paulo Henrique Amorim sabiamente batizou de Partido da Imprensa Golpista, o PIG, não ter atacado o mesmo e seu Governo de forma incisiva como fez contra o Governo e a Dilma recentemente.
Seguindo suas analises, principalmente através de Boris Casoy, o Jornal da Noite quis vender a idéia de que a popularidade de Lula ainda não “grudou” em Dilma e que Lula não logrará o seu intento de ver ela com 25% a 30% de intenções de votos na virada do ano.
Por último informou que o PMDB de São Paulo não aprovava a negociação do PMDB nacional com o PT.


Flavio Luiz Sartori – flavioluiz.sartori@gmail.com – aguardo críticas e sugestões.

COMO A GLOBO REPERCUTIU A PESQUISA CNI /IBOPE

No Jornal Nacional foram divulgados números da pesquisa CNI/IBOPE referentes apenas a avaliação do Governo, nenhuma palavra sobre os números da corrida presidencial.
No Jornal da Globo nenhuma palavra sequer sobre a pesquisa, como se ela não tivesse existido.

Flavio Luiz Sartori – flavioluiz.sartori@gmail.com – aguardo críticas e sugestões.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

LEITURA DA PESQUISA IBOPE/CNI REVELA ELEITORADO DIVIDIDO E TAMBEM POSSÍVEL ESTRATÉGIA DA OPOSIÇÃO DE DIVIDIR O BLOCO GOVERNISTA

RESULTADOS CONTRADITÓRIOS QUESTIONAM A CREDIBILIDADE DA PESQUISA

A pesquisa IBOPE/CNI traz números ainda confusos que revelam um eleitorado dividido em relação a sucessão presidencial. Nesse caso o que deve ser levado em conta mesmo é a altíssima popularidade do Presidente Lula com 80% de aprovação, 69% de Ótimo e Bom e 76% de confiança.

Nos números da pesquisa por intenção de voto estimulada por ficha em forma de pizza, a pesquisa revela como mais importante fato finalmente a admissão da queda de Serra, com 34% de intenções de votos (na última pesquisa do IBOPE ele tinha 38%), depois vem Dilma Roussef empatada com Ciro Gomes com 14%, Heloisa Helena com 8% e Marina Silva com 6%.

Crescimento de Ciro Gomes ajuda a estratégia da oposição, ainda mais com a queda de Serra, de dividir o blogo governista.

Mas é no item rejeição é que a pesquisa apresenta os números mais contraditório, segundo eles Serra é rejeitado por 30%, Ciro por 33%, Marina Silva por 37% e Dilma e Heloisa Helena por 40%.
Na mesma pesquisa quando a pergunta é sobre o fato do candidato(a) ser conhecido ou não, os números são os seguintes: 66% conhecem Serra, 45% Ciro Gomes, 32% Dilma, 30% Heloisa Helena e 18% Marina Silva.
É ai que esta o nó dos números é contraditórios; como 40% podem rejeitar Dilma Rolssef se só 32% responderam que conhecem ela? Como é possivel rejeitar alguém que não se conhece, de onde vieram esses 8 pontos a mais na rejeição de Dilma?

Faltam ainda os números da pesquisa por intenções do votos espontâneas, será por eles é que a verdade começara a ser revelada, quantos votos espontaneos tem hoje na pesquisa IBOPE/CNI o Presidente Lula, por exemplo, e o Serra? E o Ciro? E a Dilma? Quantos votos teriamos na soma dos votos espontaneos do Lula com a Dilma? Tambem faltam números referentas a capacidada de transferencia de votos do inquestionavel popular presidente Lula.

Estou aguardando o relatório final da pesquisa que ainda não apareceu nos sites do IBOPE e da Confederação Nacional das Industrias para analisar os números que faltam, principalmente das estratificações (cotas), com destaque para a escolaridade dos entrevistados.
Aguardem, essa pesquisa vai render outros textos, não tenham dúvidas.
Por favor, retornem e-mails, critiquem.

Flavio Luiz Sartori - flavioluiz.sartori@gmail.com





segunda-feira, 21 de setembro de 2009

FINAL DA NOVELA CAMINHOS DA INDIA MOSTROU COMO A GLOBO PODE SER CONTRADITÓRIA

Enquanto aguardamos a divulgação da pesquisa do IBOPE realizada sob encomenda da CNI , Confederação Nacional das Industrias, vou tentar cumprir minha promessa de analisar a programação da televisão brasileira começando pelo final da novela Caminhos das Índias, que terminou a pouco mais de uma semana.

Acompanho novelas desde os anos setenta quando era um adolescente, lembro de verdadeiras obras primas da televisão brasileira, novelas com audiências acima dos 80%, cito entre elas, principalmente O Bem Amado de Dias Gomes, com Paulo Gracindo no papel de Odorico Paraguaçu e Lima Duarte como Zeca Diabo, também me marcou a novela O Astro de Janete Clair com Francisco Cuoco e Dina Sfat, gosto muito dos textos do Gilberto Braga , difícil esquecer Dancing Days com as impagáveis Sônia Braga e Joana Fonn, não esquecendo jamais de Beatriz Segal em Vale Tudo dentre tantos textos que se eu continuar citando aqui não conseguirei sair do teclado cedo.

Caminhos das Índias seguiu a linha ousada da autora Glória Perez inaugurada com O Clone, com estórias literalmente globalizadas, acontecendo simultaneamente no Brasil e em outras partes do mundo, desta vez o Marrocos de O Clone foi trocado pela Índia, país fascinante de costumes estranhos para nossa cultura de origem ibérica ocidental hoje globalizada, não confundir com vindo da Rede Globo, com influencia principalmente dos EUA.
No decorrer da novela ficou comum observarmos a indignação dos indianos com o modo de vida dos brasileiros alem da resistência da sociedade indiana em relação ao comportamento ocidental, que não podemos esquecer, é fruto do sistema democrático e da plenitude dos direitos dos cidadãos vigentes na maioria dos paises ocidentais.

À parte ao pano de fundo da estória de Caminhos da Índia que se da em meios ao conflito de culturas diferentes obrigadas a se interagir devido ao irreversível processo de globalização por que passa nosso planeta, existiu um roteiro composto por pessoas que praticaram coisas boas e coisas más durante toda a estória, no nosso caso a novela.
Em Caminhos da Índia tivemos personagens que se digladiaram durante toda estória, como Opache, vivido por Toni Ramos e Chancar, vivido por Lima Duarte (olha o Zeca Diabo ai de novo), que travaram um duelo galante durante a novela e no final se descobriram filho e pai.
Outros personagens também demarcaram a estória, mas alguns vilões precisam de destaque porque tiveram um comportamento de prática de maldades que certamente despertaram sentimentos no telespectador de ficar esperando o fim da estória com o objetivo de presenciar a justiça sendo feita, com o vilão, no mínimo indo para a cadeia. Foi o caso da terrível Súria, vivida por Cléo Pires, nora de Opache que inconformada com sua situação na família pelo fato de não ter filho homem passou toda estória usando de todas artimanhas para conquistar a condição de mãe de um filho homem chegando mesmo a falsificar uma gravidez.
E não é que a única punição que a personagem sofreu foi o fato de não ter conseguido o filho homem que ela tanto armou para conseguir.
Suria ficou livre para continuar praticando todos tipos de maldades, frustrou milhões de brasileiros, principalmente brasileiras, que todas noites acompanharam a novela Caminhos da Índia e também antes acompanham o Jornal Nacional implacável com as impunidades que acontecem, principalmente nas altas esferas dos poderes executivos e legislativos, com fatos mostrados como escândalos em crises que se sucedem praticamente que diariamente, sendo que a última e mais emblemática foi a do Senado que transformou o antigo aliado da TV Globo, nos seus tempos de Presidente da República, José Sarney, em mais um desprezível vilão.
Sem levar vem conta o texto da novela, que foi muito bom, o que fica á a prática dos dois pesos duas medidas de uma mesma Rede Globo tão vigilante em seu jornalismo e tão próxima a mesma impunidade que ela condena no desfecho de suas novelas.

Flávio Luiz Sartori –
flavioluiz.sartori@gmail.com