sexta-feira, 11 de setembro de 2009

COLUNISTA MAURICIO DIAS DE CARTA CAPITAL EXAGERA NA COLUNA "ROSA DOS VENTOS" SOBRE A QUEDA DO PRESIDENTE LULA NAS PESQUISAS

É exagero do colunista Mauricio Dias de Carta Capital afirmar que a popularidade Lula teria caido de 81% para 77% nas pesquisas devido a gripe e que esse fato se deve a crítica das eleitoras mulheres com alta escolaridade, ao combate a gripe pelo governo. É bom lembrar que as empresas de pesquisa costumam manipular as pesquisas exatamente nesta cota de entrevistados com curso superior, confira os dados da analise abaixo:

Estadão usa números errados da pesquisa Sensus para tentar convencer que a popularidade do Presidente caiu entre as pessoas com mais escolarida, no entanto a a nalise dos relatorios da pesquisa demonstra que foram entrevistados mais escolarizados em cotas maiores na pesquisa Sensus.
É exatamente ai que esta o erro desta pesquisa da Sensus, dados do TSE demonstram claramente que a escolaridade do eleitorado brasileiro é 6,13% de analfabetos, 56,84% que só chegaram até o Ensino Fundamental, inclusive nas versões antigas, 30,71% que chegaram até o Ensino Médio e 6,20% que chegaram até o Ensino Superior, sendo que 0,12% não responderam a pergunta do TSE sobre escolaridade.
No relatório da Sensus diponivel para qualquer cidadão brasileiro no site da Confederação Nacional dos Transportes, http://www.cnt.org.br, as cotas de entrevistados por escolaridade na pesquisa de ontem são 60% de com Ensino Médio, incluindo as antigas versões, 29,6% com Ensino Médio e 10,5% com Ensino Superior, os Analfabetos não fizeram parte da amostragem. Falando nos mais escolarizados no ensino Superior, a diferença entre os números do TSE, 6,2% e os números do Sensdus, 10,5%, é 4,3 pontos par a mais, isso é um acréscimo de 72,6% a mais nos números da das cotas de entrevistados por escolaridade. Muda qualquer resultado.

As pessoas precisam entender que pesquisa é sim um trabalho cientifico e que é possivel sim uma pesquisa totalmente correta, as regras são únicas, pesquisadore movidos por "forças ocultas", como crivou Jânio Quadros a quase cinquenta anos é produzem as pesquisas com erros.


Flávio Luiz Sartori

FIM DE SEMANA E O MOMENTO É DE "CURTIÇÃO" V

O horizonte de experimentações de Peter Gabriel não tem limites, aqui ele se aventura nos acordes do forró em Mercy Street, linda canção para reflexões.
No inicio o vídeo é escuro mas observem bem e acompanhem, vale pena.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

SENADO APROVA LEI SOBRE A METODOLOGIA DAS AMOSTRAGENS QUE OBRIGA INSTITUTOS DE PESQUISAS USAREM DADOS ESTATÍSTICOS DO IBGE

Atenção, notícia de última hora:

Senado aprova lei que comprova as denuncias deste blog sobre as amostragens de algumas empresas de pesquisas.

09/09/2009 - 21h24
Institutos de pesquisa terão de usar dados do IBGE, decide SenadoPiero Locatelli
Do UOL Notícias
Em São Paulo
Os senadores aprovaram o projeto que obriga os institutos de pesquisa a usarem os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Pesquisa, Geografia e Estatística) na elaboração de suas pesquisas.

Segundo o texto aprovado, os institutos de pesquisas terão de usar o "plano amostral e ponderação quanto a sexo, idade, grau de instrução e nível econômico" na mesma proporção da população fornecida pelo IBGE em suas estatísticas.

Os institutos não terão mais liberdade para fazer entrevistas de acordo com os parâmetros que desejarem. Os pesquisadores, por exemplo, terão de entrevistar a mesma proporção de mulheres da população total em suas pesquisas -o que não ocorre necessariamente entre o número total de eleitores.

A emenda do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) à reforma eleitoral foi acatada no plenário da Casa na noite desta quarta-feira (9). Ela ainda deve voltar à Câmara dos Deputado, onde pode ser derrubada.

Amanhã, mais analises sobre esta noticia.

Flávio Luiz Sartori



ANÁLISE DA PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA NACIONAL PARA A CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO TRANSPOSRTE (CNT) FEITA PELA SENSUS PESQUISA E CONSULTORIA - PARTE II

Depois que postei o ultimo texto ontem com a analise dos números da pesquisa de Opinião Pública Nacional CNT/Sensus divulgados ontem continuei a leitura da pesquisa com mais calma sobre os resultados da pesquisa e isso me permitiu um olhar crítico sobre os números, bem diferente da mídia contrária ao Presidente Lula.

Apesar da crítica ao método usado na pesquisa para planejar a amostragem, a leitura de alguns números demonstrou uma realidade bem diferente.

Os números em questão e a análise dos mesmos:

De acordo com números da série de pesquisas, iniciada em Fevereiro de 2005, em Setembro de 2009, o Governo Lula tem 65,4% de Ótimo e Bom, em Setembro de 2005, portanto faltando o mesmo um ano que falta hoje para a eleição presidencial, o Governo Lula tinha 38,5% de Ótimo e Bom, em Agosto de 2006, faltando praticamente um mês para eleição, o Ótimo e Bom de Lula era 43,6% e o Presidente foi reeleito e quase ganhou no Primeiro Turno.

Na pesquisa Sensus a aprovação do Governo Lula teria caído 4,7 pontos, de 81,5% para 76,8% de Maio para Setembro, se a margem de erro da pesquisa é de 3 pontos então a queda pode ser de só 1,7%.

Para 36,5% dos pesquisados pelo Sensus a situação em relação ao emprego melhorou, outros 27,8% consideraram que ficou igual e 33,3% afirmaram que piorou, isso levando em consideração o efeito da crise que ainda não acabou. A renda mensal, de acordo com a pesquisa, melhorou para 28,2% e ficou igual para 46,7%, diminuindo só para 24%. Mas a perspectiva de que a situação do emprego vai melhorar é de 59,6% e a de que a renda vai aumentar é de 56,6%, em números da pesquisa.

Só no item saúde, historicamente em crise, mas com participação de estados e municípios a avaliação é ruim com 49,4% dos entrevistados respondendo que a situação piorou. Por outro lado 53,8% acreditam que a saúde vai melhorar.

Quando a pesquisa Sensus abordou a sucessão presidencial, em um primeiro momento na escolha espontânea, Lula mesmo sem ser candidato teria hoje 21,2%, seguido de Serra com 7,7% dos votos e Dilma Roussef com 4,8% dos votos, se somarmos os 21,2% que certamente votarão em quem Lula pedir com os 4,8% de Dilma teremos uma intenção de votos de 26% de votos que praticamente coloca qualquer candidato em um segundo turno. Mesmo Aécio Neves com 3,1% e Ciro Gomes com 1% de votos espontâneos, que estão a muito mais tempo na disputa, Ciro inclusive até já disputou uma eleição presidência, tem números muito pequenos para eles, os outros nem pensar. Isto analisando os números espontâneos que representam uma força real consolidada.

Quanto aos números estimulados, esses são parte de uma outra situação, porque ela parte do principio do hipotético, por exemplo, os 39% a 40% do Serra só existem porque ele já é um nome consolidado que já disputou um segundo turno em 2002. As pessoas escolhem o candidato em uma ficha indicativa redonda com os nomes divididos em espaços como se fosse uma pizza. A escolha parte do pré suposto de a eleição ser realizada no dia da entrevista. Ora, para uma eleição acontecer tem todo um período que inclui inclusive uma campanha eleitoral até o eleitor tomar sua decisão poucos dias ou horas antes do dia da eleição.
Nesse tipo de pesquisa os nomes são escolhidos em função de serem ou não conhecidos, de estarem ou não no imaginário do eleitor no momento de escolher na pizza.
Por isso mesmo é que a mídia, em função de suas pretensões, pode criar todo um clima de informação e contra informação com o objetivo de ajudar ou prejudicar determinado candidato.

A pesquisa Sensus também é parte do jogo de pressão que precede a disputa, ela é feita por encomenda de um importante setor da economia do Brasil o dos Transportes que obviamente tem seus interesses e um desses interesses talvez seja o de que não sejam criados novos impostos como o novo CPMF que o governo esta pensando em ressuscitar.

Flávio Luiz Sartori – flavioluiz.sartori@gmail.com

terça-feira, 8 de setembro de 2009

ANÁLISE DA PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA NACIONAL PARA A CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO TRANSPOSRTE (CNT) FEITA PELA SENSUS PESQUISA E CONSULTORIA - PARTE I

Desde Fevereiro de 2005 a Confederação Nacional dos Transportes, a CNT, encomenda a Sensus Pesquisa e Consultoria pesquisas de avaliação do Governo Federal e também sobre a tendência do eleitorado em relação à sucessão presidencial. Hoje, dia 8 de Setembro foi divulgada mais uma pesquisa, nela a avaliação de Ótimo e Bom do Presidente Lula teria sofrido em queda de 69,8% em Maio para 65,4% em Setembro. O setor da mídia que faz oposição ao governo alardeou desde a divulgação da pesquisa, que o presidente sofreu queda de popularidade.
Na pesquisa do Data Folha, cuja metodologia questionei aqui ao provar que amostragem foi feita com mais pessoas com Curso Superior e Ensino Médio do que com Ensino Fundamental, divulgada no mês passado, a avaliação de Ótimo e Bom do Presidente Lula era de 67%, portanto dentro de uma margem de erro de dois pontos se comparada com o resultado de hoje do Sensus.

Verifiquei todos os itens do relatório da pesquisa do Sensus de hoje e constatei diferenças de dois a três pontos nas cotas por sexo, faixa etária escolaridade e também de áreas onde aconteceram as entrevistas da pesquisa nas regiões Sul, Sudoeste, Centro Oeste, Nordeste e Norte do Brasil.
Constatei que pelo próprio relatório do Sensus que a metodologia de amostragem usada denominada pelo Sensus como PPT, Probabilidade Proporcional ao Tamanho, teve questionários aplicados em sorteios aleatórios dentro de áreas pré-determinadas, como por exemplo, as regiões do Brasil com características e estratificação social próprias.
É bom lembrar que o método probabilístico é o mais utilizado no planejamento de amostragem nas pesquisas nos EUA e que nas eleições americanas de 2004 as pesquisas de boca de urna, em vários estados americanos, apontavam a vitória do candidato John Kerry, porém quando os votos foram contados, naqueles estados, a vitória foi do presidente Bush. Posteriormente verificou-se que as amostragens probabilísticas usadas naquele momento não garantiam a segurança dos números, o próprio John Zogby, presidente e diretor executivo da Zogby International, uma das principais empresas de pesquisas dos EUA e que também divulgou os números errados em 2004 reconheceu o erro publicamente.

A pesquisa do Sensus foi feita com uma amostragem de 2.000 entrevistas em todo Brasil, este blog também já esclareceu que este número é muito pequeno para uma amostragem de pesquisa em todo teritório nacional, quanto menor a amostragem maior será a margem de erro. Isso acontece devido ao custo alto que teria uma amostragem de, por exemplo, 4.000 pessoas. As empresas que contratam as pesquisas e as que executam o trabalho precisam ter censo profissional e garantir pesquisas com resultados mais seguros se quiserem influir na política nacional, é bom lembrar que tanto a oposição quanto o governo tem conhecimento de outras pesquisas com amostragens maiores. Ninguém é bobo no Brasil de hoje e existem poucos espaços para blefes nesta área.

Também foram divulgados números para a corrida presidencial e os resultados também não foram muito diferentes, principalmente para os principais pré-candidatos a presidência da república, dos números divulgados pelo Data Folha em Agosto nas oito possibilidades levantadas pela pesquisa CNT Sensus:


Primeira lista: José Serra, 39,5%; Dilma Rousseff, 19,0%; Heloísa Helena, 9,7%; Marina Silva, 4,8%; sem candidato 27,2%.

Segunda lista: Dilma Rousseff, 23,3%; Aécio Neves, 16,8%; Heloísa Helena, 13,5%; Marina Silva, 8,1%; sem candidato 38,5%.

Terceira lista: José Serra, 42,2%; Heloísa Helena, 10,8%; Marina Silva, 7,4%; Antonio Palocci, 7,0%; sem candidato 32,8%.

Quarta lista: Aécio Neves, 18,0%; Heloísa Helena, 18,0%; Marina Silva, 9,8%; Antonio Palocci, 8,5%; sem candidato, 45,9%.

Quinta lista: José Serra, 40,5%; Heloísa Helena, 10,7%; Ciro Gomes, 8,7%; Marina Silva, 7,1%; sem candidato 33,1%.

Sexta lista: Aécio Neves, 17,6%; Heloísa Helena, 16,1%; Ciro Gomes, 12,0%; Marina Silva, 9,3%; sem candidato, 45,2%.

Sétima lista: José Serra, 40,1%; Dilma Rousseff, 19,9%; Marina Silva, 9,5%; sem candidato, 30,5%.

Oitava lista: Dilma Rousseff, 25,6%; Aécio Neves, 19,5%; Marina Silva, 11,2%; sem candidato, 43,9%.

A seguir no próximo texto editado será dado prosseguimento a analise sobre as metodologias usadas no planejamento das amostragens das pesquisas, abordando as Amostragens Probabilísticas, aliás, as mesmas da pesquisa analisada acima.

Flávio Luiz Sartori – flavioluiz.sartori@gmail.com

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

EU VOLTEI...DEBATE SOBRE OS MÉTODOS USADOS NO PLANEJAMENTO DAS AMOSTRAGENS DAS PESQUISAS I

Em dois textos recentes editados no blog abordei o assunto das amostragens das pesquisas divulgadas sobre intenção de votos e avaliação de governo em relatórios publicados pelo próprio Data Folha em seu site, nestas pesquisas constatei distorções nas cotas de entrevistados na estratificação por escolaridade.
O assunto de como são planejadas as amostragens pelas empresas de pesquisa é um tabu até entre os profissionais da área porque é exatamente neste item é que esta o segredo do acerto nos números finais. Portanto, nenhum profissional gosta de expôr detalhes sobre os métodos que utiliza.

Infelizmente, devido ao fato de que tinha uma obrigação profissional no sentido de entregar a pesquisa PERFIL DAS PESSOAS QUE VIVEM DOS MATERIAIS RECICLÁVEIS COLETADOS NAS RUAS DE CAMPINAS para a Secretaria de Trabalho e Renda da Prefeitura Municipal de Campinas, não tive tempo de trabalhar em textos para editar no blog desde o 28 de Agosto de 2009, porém assim que minha rotina voltou ao normal retomei os textos a partir de onde parei.

No meio acadêmico e entre os especialistas e profissionais existem inúmeras obras publicadas sobre os métodos usados no planejamento de amostragens para aplicação de pesquisas de opinião pública, tanto na área do mercado quanto na política, é um segmento que envolve orçamentos milionários e que por isso mesmo, apesar das disputas por estas verbas não serem de conhecimento público, elas fazem parte do cotidiano e obviamente que nem sempre a competência prevalece.

Basicamente as amostragens são planejadas a partir de dois tipos de métodos amplamente utilizados nas pesquisas:

- O das amostragens chamadas de probabilísticas;

- E o das amostragens planejadas por cotas;

Aqui no Brasil as empresas de pesquisas utilizam os dois tipos de amostragens e também combinações entre amostragens probabilísticas e por cotas.

Nas amostragens probabilísticas a escolha das pessoas a serem entrevistadas em uma pesquisa é, a principio, aleatória. A estratificação por grupos pode até acontecer, mas ela é feita por áreas de acordo com informações sobre as características sociais da área em questão. Este método é muito utilizado nos EUA.

Nas amostragens por cotas é feito o planejamento de grupos de pessoas a serem entrevistadas de acordo com as variações existentes na própria sociedade da área a ser pesquisada como um todo por: sexo, faixa etária, escolaridade, renda geralmente familiar, localização do domicílio e outras variações possíveis de acordo com a necessidade da pesquisa. Este método também é conhecido como não probabilístico.

Esse assunto é tão complexo que não pode ser encerrado aqui, sob pena de eu estar cometendo o mesmo erro criticado aqui mesmo neste texto, portanto em outros textos que postarei na seqüência deste, alternados com analises, voltarei a explorar o assunto, sendo que no próximo sobre este tema darei mais detalhes sobre a as amostras probabilísticas, depois sobre as não probabilísticas.

Tentarei ser o mais didático que for possível. Afinal, mesmo que não percebamos as pesquisas estão cada vez mais no dia a dia influenciando nossas opiniões e quem quiser tem todo direito de ter conhecimentos sobre o assunto. Também estarei dando dicas da bibliografia sobre o assunto no próximo texto sobre este tema.

Flávio Luiz Sartori – flavioluiz.sartori@gmail.com